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Viagem pelo Sul da Europa 2008

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Re: Viagem pelo Sul da Europa 2008

Mensagem por biker.nomad em Ter Mar 20 2012, 17:47

ò pá num bês que um home dos ferros...

se ficasses mais uma hora em Alcafache ainda podias beber uma cerveja com esse cabeludo que tem um ferro preto e velho...


________________________
Méritos é coisa que só dou aos 5 Resistentes !!!!!!!!! tongue

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Re: Viagem pelo Sul da Europa 2008

Mensagem por Ventoinha em Ter Mar 20 2012, 18:23

Domingo, 7 de Setembro de 2008

Viagem: Dia 8 - Faaker See - Ljubljana



Acordo ao meio dia, a despedir-me da ultima cama que onde prevejo estar até ao fim da viagem. Acabo por estar enganado, mas isso é mais lá prá frente.

Desce-se até Faaker See para a despedida, e ultimas compras em saldos, arranjam-se ainda umas coisas porreiras.

Atesta-se a burra com Benzina (gasolina lá do sitio) a 1.24, e volta-se ao quarto para arrumar a trouxa.

Está um sol fabuloso.

Almoço em lata, despeço-me do Ludwig, ainda aparentemente com a mesma bubadeira com que me recebeu há dois dias atrás, e desço para o lago, novamente, para uma experiencia.

Armo-me em Spielberg, ou Ghost-Rider, se quiserem (o da busa turbo, não o da pinha em chamas), e tento fazer um filme dando uma volta ao lago, com o telemóvel. Como não tenho suporte de câmara na moto, tenho que recorrer ao ultimo grito de tecnologia de suporte.

Entalo o telemóvel no pescoço e seguro com o queixo, e rezo para que fique alguma coisa de jeito.

Não dá grande jeito andar assim durante os doze minutos que me demorou a volta ao Lago, mas não é que até ficou engraçado? Logo o meto no Youtube ou algo do género, para que possam apreciar.

Levanto guito, e preparo-me para dar de fuga.

O sol radioso dá de repente lugar a uma chuvada daquelas.

Porreiro.

É bem feito, para não te teres demorado tanto aqui.

Ou então é Faaker See que chora a minha ida. Recebeu-se com um sol radioso, e agora está triste.

É, deve ser isso.

Primeira vez que dou uso ao fato de chuva.

Meia duzia de km até à fronteira da Eslovénia debaixo de chuva forte. Pago a portagem do tunel que vem aí para atravessar a fronteira, tunel de 9km.

Assim que saio da portagem, já não chove, e começa gradualmente a fazer sol outra vez.

A Áustria chorou a minha saída, mas pelos vistos, a Eslovénia ficou toda contente por eu ter chegado e dá-me as boas vindas.

Faço os 9km do túnel, e saio do outro lado já com um sol radioso, a agraciar a minha chegada, definitivamente.

O que vale é que sou um tipo modesto.

Sigo uns km até Bled, o principal destino da minha vinda a este país que acaba por se revelar magnífico em termos paisagísticos, como o Sul da Áustria também é.

No lago Bled, tiro o fato de chuva, marco a minha presença, peço uma cervejinha, e dão-me uma Lasko de litro, ou quase. Simpáticos, estes eslovenos. E a Lasko também se bebe muito bem, surpresa das surpresas!

Dá-se a volta ao lago, que acaba por ser uma agradável surpresa, em nada inferior a Faaker See, e tenho pena de não ter companhia para poder apreciar melhor o local, mas sozinho por sozinho, quero é andar.

Sigo até Ljubljana, uma cidadezita engraçada, também com umas "paisagens" bastante interessantes...

Ao contrário do que tinha pensado inicialmente, procuro uma cama barata onde ficar, porque amanhã vai ser puxadote. Assim, depois de procurar um bocado, arranjo uma cama num hostel por €18. Porreiro. Não sabia era como é que funcionava aquilo, mas vim a descobrir depois de estar à espera do dono uma hora e trocos. Deu para ir à net um bocado, falar com pessoal e ver mails.

No hostel, lá me informa o tipo que o meu quarto é aquele lá ao fundo, onde estão mais quatro camas além da minha, com outros tantos tipos lá a dormir.

Ok...... Não era bem isto que eu estava à espera, mas aprendi o que é um hostel: aliugam-se camas, não se alugam quartos.

O que vale é que normalmente é a putos de escola, de interrails e afins, o que fez com que os putos que lá estavam a dormir ficassem aterrorizadois quando viram o motard grande, feio e mau entrar pelo quarto adentro à uma da manhã, e não devem ter dormido mais.

Ou então não dormiram porque eu ressono à brava.

Um desses dois motivos foi, de certeza.

O certo é que quando acordei no dia seguinte, o quarto era só pra mim.

Mas adianto-me.

O hostel é longe do centro, e já é tarde, por isso não me arrisco a sair, porque provavelmente depois não encontro o caminho de volta. É pena, que a noite aqui supostamente é porreirinha, mas também é domingo, deve tar fracote hoje, e já cumpri o meu objectivo neste país, que era Bled.

Assim sendo, pego só na moto para ir ali ao supermercado que está aberto até tarde, para ir buscarum vodkazito para aquecer a noite, e o pequeno almoço de amanhã.

Aqui acontece então o espeta da viagem. Chuva molha-parvos, asfalto escorregadio cumó caroço, noite, carro mete-se à frente à parva a passar sinal vermelho, chão com ele.

Always wear your protection gear, people, mesmo que seja só para ir ali à esquina e voltar.

Podia ter estragado o resto da viagem, e ter-me ficado por aqui por causa duma situação estúpida.

O carro, pois tá claro, que isto pelos vistos é igual em todo o lado, deu de fuga...

Levanto-me, levanto a burra, nenhum de nós tem nada, só amanhã é que é capaz de doer alguma coisita.

Benditas barras de protecção.

Siga até ao super.

Àquela hora não me deixam comprar álcool. Tão com medo que o beba, é?

Porra.

Volto ao hostel, adeusito e até amanhã.

Poucochito, 144km hoje.

3506km no total.


O quarto em Faaker See


Vista da varanda do quarto: esquerda


Vista da varanda do quarto: mais ou menos pá frente


Vista da varanda do quarto: outra esquerda


Vista da varanda do quarto: em frente
Porra, olho para isto e ainda oiço os motores lá ao fundo...


A pensão com a moto pronta a dizer adeus


O meu grande amigo Ludwig


Verdejantes montanhas na Eslovénia, e o Sol a aparecer


A minha Lasko em Bled, com o lago e a moto ao fundo


Lago Bled


A minha moto.
Ah, e o Lago Bled, também.

________________________
Rui "Ventoinha" Coelho
HDFLSTC '89
XV1100 '93 na Kustomville Kustomworks, em corte e costura

Um motard que conduziu uma Virago será sempre um motard do carago...

"Que um anjo esteja sempre no vosso ombro quando percorrerem o asfalto"


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Re: Viagem pelo Sul da Europa 2008

Mensagem por Ventoinha em Qua Mar 21 2012, 19:59

Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008
Viagem: Dia 9 - Ljubljana -> Génova.... ou quase!



Acordei para o dia mais estranho da viagem toda. Um dia não.

Que até começou bem, a experimentar que tal seriam os enlatados de raviolis e afins, mas aquecidos. Têm tendência a saber melhor. Tomado o pequeno almoço, dou mais um pulinho à net, enquanto espero pelo dono do hostel. Podia ter dado de fuga, e poupava €18, mas é aquela base... Estragar a cara por €18 é fatela à brava. Embora o tipo merecesse, era antipático à brava. Mas adiante.

Marca-se destino de hoje provável: Milão. Desta feita, sou capaz de conhecer um bocadito de Itália. Hoje há muito para ver e fazer: um passeio no sul da Eslovénia, à beira mar, uma ida à Croácia, na península de Pula, um saltinho a Piran, ver as vistas, e conhecer Trieste. Dia em cheio, portanto.

Assim, e sem mais delongas, lá vou eu para fora da cidade, em direcção a Sul. Atesto à saída, noutra agradável surpresa que deixa antecipar um dia em cheio: Gasosa a 1.13. apanho sem dar por isso a AE, e reparo nuns sinais, que dizem que os veículos têm que andar na AE com o dístico. Que obviamente não tenho. Que venho a descobrir que é adquirido e que é válido por 6 meses, não há cá aquela cena de portagens. Que obviamente não adquiri, e sujeitei-me, mas felizmente safei-me.

Toda a Eslovénia na parte Sul parece ter as estradas em obras. Ainda bem, porque aquele piso é atemorizante, a mudar, que seja para melhor, que pior é difícil. Salvam-se as vistas, se bem que lá no Norte tinham mais piada.

Volta a dança dos túneis intermináveis em número e em comprimento, chegando a ultrapassar os 3km, vários deles. Sigo para Rijeka, na Croácia, pela nacional, uns bons cento e trocos km. ISto, claro, não sem antes me ter perdido uma boa meia dúzia de vezes, sempre a apanhar a estrada para Itália, em vez da estrada para a Croácia. Umas duas horitas disto, e lá acerto com a estrada.

Porreiro, vou finalmente chegar ao destino inicial. Quer dizer, não é bem, porque o destino era mesmo Dubrovnik, um bom bocado mais abaixo, mas isto também serve. A estrada não é lá grande coisa, fazendo-me ter saudades das estradas nacionais portuguesas, mesmo as do interior. Mas a recompensa de ir à Croácia vai compensar.

Ou não.

Uma placa a indicar o final das fronteiras abertas alarma-me. Mas eu continuo, firme e hirto.

Até chegar à fronteira, onde vejo que estão a pedir passaportes.

Aquele passaporte que eu era para trazer, mas que como estive até às cionco da matina a fazer as malas e que me havia de esquecer de alguma coisa, eventualmente, me esqueci de enfiar na mala.

Não há problema, porque apesar de a Croácia não fazer parte do espaço Schengen, faz parte da UE, portanto só preciso do BI para passar a fronteira.

O BI que não tenho comigo.

Sim, esse.

Assim sendo, digo olá e adeus às belas funcionárias que estão na fronteira, e despeço-me da Croácia, depois de ter entrado lá uns metros para dar a volta e voltar para trás.

Isto começa a não correr lá grande coisa.

E tenho que voltar pela mesma porcaria de estrada, que não há outra. Aquilo de andar perdido e forçado a apanhar a estrada para Itália há umas horas atrás era um aviso, ignorado por mim. Aprendida a lição.

Siga para Koper e Portoroz, tentando ir até Piran, já que Pula berrou. Em Portoiroz, uma espécie de Vilamoura, o pessoal anda sem carolo. Estranho, não tinha visto isso em mais lado nenhum (alcoolizado em Faaker See não conta).

Na Marina, páro para bouer uma bujeca antes de continuar viagem.

Ou tento.

Porque o parvalhão do empregado vai a todas as mesas menos à minha.

Ok, um cigarrito, adeus e um queijo, siga pa bingo. Já falhou Pula, já falhou a cerveja.

E eu devia saber que não há duas sem três.

Ou quatro.

Ou cinco.

Mas já lá vamos.

Direcção a Piran. Ou tentativa de ir em direcção a Piran. Porque as placas a dizer Piran desaparecem, e o mapa não traz Piran, e os eslovenos não falam inglês, nem me sabem explicar onde é Piran. Por isso, desisto de ir a Piran. Isto tá bonito, hoje...

Trieste. Trieste não pode falhar, porra. Saio da Eslovénia, entro em Itália por Trieste, a tal cidade que eu desisti de querer ver, de tão feia que é, de tão suja que é, de tantas obras que tem, faz Lisboa parecer que não tem nada, de tanto trânsito que tem, faz a 2ª Circular às nove da manhã parecer um deserto, de tão confusa que é, com desvios e mais desvios por causa das obras, que me faz perder mais umas horitas a tentar fugir dali. Trieste é muito triste. E só me quero ver livre disto!!!

Hoje é dia...

Quando finalmente consigo apanhar a AE dali pra fora, lembro-me que não atestei onde devia, ou seja, à saída da Eslovénia, com gasosa a 1.13, e páro na estação de serviço mais próxima, para atestar a 1.53. O dia corre muito bem. A fome começa a apertar, e decido ir até às traseiras da estação de serviço deliciar-me com a lata de salsichas com fiambre que trouxe de Lisboa, que farão um belo complemento com o pão que comprei em Marselha, há quatro dias atrás, e o ketchup e a maionese que guardei do McDonald's.

Tão sossegado que eu estava, e arranca o motor da centraltérmica, a fazer uma barulheira infernal.

O pão tem bolor.

Cai-me metade do ketchup nas calças.

A maionese que tanto procurei, encontro-a finalmente... depois de acabar de comer.

A minha faca cai-me no chão e parte o cabo.

A peseira de apoio finalmente deu de si, andava-se a desapertar com a vibração gradualmente, desde a queda em Ljubjana ontem à noite, ficou laça.

Obviamente que não tenho ferramentas práquilo, nem ninguém ali tem, também. Vai remendado com força de braços.

Hoje decididamente não é o meu dia.

Decido que os transalpinos vão ficar para outras núpcias, que a paciência para passear acabou de acabar. Assim, vai de Itália novamente de Autoestrada duma ponta à outra e o mais rapidamente possível, para voltar à minha deliciosa Côte d'Azur.

O que safa o dia é o tempo, não apanhava um dia de Sol assim desde Lleida, e o facto de não ter sido catado na AE eslovena.

O meu indicador esquerdo está dormente há três dias, ininterruptos.

O meu ombro direito dói-me, queixa-se pa caraças, deve ter sido da queda. O joelho esquerdo dá-me umas pontada bem dolorosas na rótula, quando toco com ele em alguma coisa.

Bom, tamos no ir, que já se faz tarde.

Já em cima da moto, preparado para arrancar, a porcaria do motor da central térmica cala-se...

Típico!!!

Siga. Já perto de Pádova, já noite, cruzo-me com o primeiro carro tuga desde Saragoça. É uma minivan cheia deles, que acendem a luz lá dentro, apitam, fazem uma festa do camandro... Deu para alegrar um bocadito a viagem, enquanto seguíamos juntos, até eu parar para reabastecer.

Siga para Milão, onde chego ainda relativamente cedo, e decido continuar.

Sigo para Bolonha.

Só que obviamente, Bolonha não é a direcção que eu quero tomar.

Portanto tenho que voltar para trás de alguma forma. O que acabo por conseguir, não sei bem como, e retomo o bom rumo, a caminho de Génova.

Noutra estação de serviço, decido que apesar de passar por Itália e não comer uma Pizza, não posso passar por Itália sem mamar uma italiana.

E calha-me a sorte grande, ali a italiana até sai baratinha.

E pronto, lá bebi um café depois de tantos dias. Nem era mau de todo.

Cá fora, olho para cima, e acho que é a primeira vez que vejo as estrelas desde que começou a viagem, um céu à noite limpinho.

Decido fazer os tuneis até França de dia, portanto vou parar assim que eles começarem, o que há-de ser algures perto de Génova.

E assim foi. Assim que apareceu o primeiro túnel-viaduto, parei na estação de serviço seguinte.

É uma e meia da matina, e estou a sensivelmente 25km de Génova.

Apesar de todos os contratempos, ou na volta até mesmo por causa deles, este foi o primeiro dia em que ultrapassei o objectivo proposto por mim, que era Milão.

Ainda há mais um contratempo, está um frio do camandro, vou mesmo dar uso à porra do saco-cama, finalmente.

Confortavelmente instalado entre os camiões, aquecido pelo motor da moto.

Hoje fiz 790km, incluindo todos os que andei perdido, e não foram tão poucos como isso.

No total, já vou com 4296km.

Amanhã é outro dia.


O amigo Louva-A-Mim (Deus, portanto) que me fez companhia numa das (muitas) vezes que nesse dia ia parando para apertar à lá páte a peseira. Como tudo o que correu bem neste dia, também o pobre bicho ficou desfocado


Túneis intermináveis na Eslovénia


O mapa meu amigo, que de pouco serviu hoje


Mais uma agradável surpresa, caminho interdito a motos


Em Algures, à beira d'água


Nem as fotos ajudaram hoje, esta que parecia que ia ficar tão porreirinha...


...assim como esta, que tem um ford Mustang lá ao fundo


A minha janta, de aspecto delicioso


Só para não dizer que não tirei nenhuma foto com a moto em Itália

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Re: Viagem pelo Sul da Europa 2008

Mensagem por vhugoabreu em Qui Mar 22 2012, 09:01

Continua tudo perfeito cheers

Cumprimentos,
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Re: Viagem pelo Sul da Europa 2008

Mensagem por JAraujo em Qua Mar 28 2012, 12:24

Estou a acompanhar e a gostar muito! Parabéns!
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Re: Viagem pelo Sul da Europa 2008

Mensagem por Joao Luis em Qua Mar 28 2012, 12:40

O Espetaculo continua sim senhor cheers
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Re: Viagem pelo Sul da Europa 2008

Mensagem por Ventoinha em Qui Mar 29 2012, 17:14

Terça-feira, 9 de Setembro de 2008
Viagem: Dia 10 - Génova -> Narbonne



Acordo pelas 7 com o verdadeiro despertador biker: o reflexo do sol nos cromados. Com um acordar destes, o dia tem que correr melhor do que ontem!

Também não é muito difícil...

Pequeno almoço, uma barrita de isostar e um café auto-aquecível, que considero ser a oitava maravilha do mundo, btw, não sei como é que não entrou ainda no nosso mercado (nem em mais nenhum, porque só vi isto à venda em Espanha, mesmo), arrumar a trouxa, e cá vou eu.

AE até Génova é um espectáculo, já que de AE tem pouco... São curvas e contracurvas, com velocidade limitada a 90km/h, no meio de tuneis e viadutos. Comecei aqui a tentar contá-los.

Pelo caminho, vou tirando umas fotos, em andamento. Já há alguns dias atrás falei da simpatia dos motociclistas franceses, que cumprimentam todos, embora em França o cumprimento pode ser o tradicional V, ou com o pé, principalmente quando nos ultrapassam.

Mas pelos vistos são adaptáveis.

Num dos viadutos, estico o braço esquerdo o mais que posso para cima, para tirar uma foto.

Nisto, sou ultrapassado por um motociclista francês, que ao ver-me de pata esticada, lá deve ter pensado que na minha terra é assim que se cumprimenta o pessoal das motos. Vai daí, passa por mim também com a pata toda esticada, e desaparece assim.

Boa onda.

Por volta das onze e meia, estou a chegar a França, e dez minutos depois, estou no Mónaco. Dos túneis, perdi-lhes a conta lá para os oitenta e picos, mas estimo que tenham sido entre 120 e 130, algures por aí, em cerca de 200km desde que eu arranquei de Génova.

No Mónaco, atesta-se, e bebe-se uma buja a €6.50 no mesmo tasco, o Bambi, onde estive há uns dias atrás. O empregado reconhece-me, e chama o patrão, que é o dono da HD lá do sítio, ou o presidente do motoclube de HD's lá do sítio, acabei por não perceber bem, já que o meu francês não é nada de extraordinário. Bem podia ter oferecido a porcaria da bujeca.

Hoje decido-me por Montpellier, um objectivo modesto, a ver se o consigo ultrapassar outra vez.

Mais uma voltinha pelo Mónaco, para conhecer aquilo de dia, outra vez o circuito urbano de F1, e siga pa bingo, para Nice, e em direcção à minha saudosa estrada de Cannes para St Raphael.

Novamente fico maravilhado com aquilo, embora feita do lado de fora seja, por motivos óbvios, bem melhor, uma vez que vamos do lado do mar.

Tento recriar a filmagem que fiz em Faaker See, mas a tecnologia não é de ponta, e resulta em filmagens frustradas. Sem problema, ficam as memórias que nunca se esquecem. A não ser que aquele alemão com nome esquisito que já não me lembro me resolva fazer uma visita.

De St Raphael a St Tropez, pesadelo de marginal, por causa do trânsito, que eu já sabia que ia ser assim, mas enfiei-me lá na mesma, só para ir à beira-mar. Mas se calhar não devia ter ido, e aproveitava melhor as estradas que estavam para vir. Das oito e meia às onze, 200km. Depois, e mesmo com as paragens no Mónaco e em Cannes para comer, 130km até às seis e meia da tarde foi um bocado demais... Azar, prá próxima, escolho melhor...

Assim, em St Tropez, apanho novamente a estrada do precipício eterno para Toulon, mas desta vez, do lado de fora, sem nenhuma protecção, só o penhasco mesmo, e a anoitecer. Pura adrenalina...

De Toulon para Aubagne, mais uma fabulosa estrada de montanha, que eu já tinha feito no sentido inverso de dia, agora faço-a à noite. curvas fantásticas, piso espectacular. Muito bom, mesmo... Só tenho pena de não a ter feito de dia outra vez, mas não se pode ter tudo...

Ao chegar a Marselha, sou flashado. Primeira vez, que eu tenha reparado, espero que aquilo depois não me vá ter a casa.

Já em Marselha, deparo-me com um túnel que atravessa a cidade toda, estilo túnel do Marquês, mas de gente, não do Portugal dos Pequeninos. Hesito se apanho o túnel ou não e passo a saída.

Volto para trás em contramão, numa manobra marada.

Lá entro no túnel outra vez.

Portagem à americana, bem giro... um cone largo, para onde se atiram as moedas, e abre a cancela. Dois euros e trocos.

Já dentro do tunel, começo a ver que há dezenas de saídas, e eu sem fazer a mínima ideia de qual é a minha... Uns km dentro do túnel, faço um um-dó-li-tá e escolho uma saída.

Dez kms depois, vejo que a minha estrelinha da boa sorte não me abandonou hoje, e estou na saída certa... Siga para Montpellier.

No manómetro, vejo a moto a fazer os 47.000km... Parece que ainda ontem tinha feito os 46.000... Bom, se calhar parece, porque foi mesmo ontem que fez os 46.000! Na volta é isso...

Chegado a St Gilles, vejo que a aldeia está em festa, e aproveito para parar a moto num tasco para beber uma, são dez e meia, onze e meia locais. Encontro um grupo de checos que vem também de Faaker See, e que iam para a concentração do BigTwin de Castellón. Estavam já de saída, mas ficam mais um bocado, e pagam-me uma jola. Conversamos practicamente em linguagem gestual, porque o português deles não é lá muito famoso, o meu checo está meio enferrujado, e só um deles é que arranha muito mal o inglês. Mas acabamos por nos entender. Mais ou menos. Acho eu. O que vale é que a linguagem da cerveja, tal como a das motos e... qual é a outra?

Ah, a música, é isso....

...é universal.

Depois dos checos darem de fuga, passam os franciús, que já estavam ali há algum tempo a olhar prá gente com ar desconfiado, à conversa comigo. Estão fascinados com a espada que eu trago, e em como é que eu ando com aquilo às costas. Lá me pedem para contar a história da minha viagem, de onde sou, de onde venho, para onde vou, a história da moto, que é a melhor do mundo, porque é a minha, etc e couves. Um deles é um ex-81, mostra-me a tatuagem no braço, e a avó dele é de Tomar. Apesar disso, não fala tuga. Eu lá me desenrasco com o meu francês mal amanhado. Pagam-me um cafezito, indicam-me mais ou menos o caminho, e sigo por estradas que nem secundárias são, mas com piso bem porreiro, até Montpellier.

No meu destino, olho para o relógio, avalio o meu estado físico, e decido continuar mais uns kms, até onde der. Já deram entretanto uns ameaços de chuviscos, o melhor é mesmo por-me a andar. Marco o próximo passo até Berzier, que são mais uns 70km.

Chego até Narbonne, já com o corpo a começar a queixar-se, e a chuva a ameaçar. Encontro um abrigo, do qual vos deixo uma foto e dou um prémio a quem descobrir o que é, desde que não seja um dos que já sabe... Mas abriga-me da chuva.

Hoje foram 704km.

Estou com exactamente 5.000kms desde que arranquei.

Segundo dia seguido que ultrapasso o objectivo. Isto está a correr bem, vou chegar a Portugal num instante, provavelmente, já amanhã, com um bocadito de esforço, são só 1.500km mais cousa menos cousa...

A esta obra prima sequencial, vou-lhe dar o nome original de:
O Túnel


Aqui, temos a aproximação


Aqui temos a aproximação, mais próxima, já. De notar que logo a seguir, há outro túnel


Aqui temos a aproximação ainda mais próxima


Aqui rolamos já dentro do túnel


Aqui vemos a luz ao fundo do túnel


Aqui estamos a sair, e vemos a luz ao princípio do túnel


E voilá, lá ficou o túnel para trás. Venha o próximo.


O lado direito do viaduto


O outro lado direito do viaduto


Mónaco, a chegada


No Mónaco a primeira Rocker que vi ao vivo


De novo no Bambi, bar com nome de macho para ponto de encontro do pessoal das harleys locais


Ainda no Bambi


À porta do Bambi


Estátua do Fangio no Mónaco


O final do circuito urbano de F1


Mónaco ainda


Ainda mais Mónaco


Túnel todo em calhau, fresquinho que é uma maravilha, quase a sair do Mónaco


Um Fiat 600 do Benfica


Mónaco, à saída


Villefranche... Vila Franca, portantos


Mais Villefranche... Vila Franca, portantos


E mais Villefranche... Vila Franca, portantos


Cannes


Um estabelecimento intrigante, no mínimo, em Cannes


Num miradouro, entre Cannes e St Raphael


Os nossos amigos (e frisar bem "os nossos amigos") das scooters devem deixar as chaves na caixa antes de abastecer.
Que belos amigos que esta gente tem...


E aqui está a prometida foto da pista de onde eu chonei, em Narbonne. Note-se ali o solzito a nascer. Alguém que ainda não saiba, quer tentar adivinhar?

________________________
Rui "Ventoinha" Coelho
HDFLSTC '89
XV1100 '93 na Kustomville Kustomworks, em corte e costura

Um motard que conduziu uma Virago será sempre um motard do carago...

"Que um anjo esteja sempre no vosso ombro quando percorrerem o asfalto"


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Re: Viagem pelo Sul da Europa 2008

Mensagem por Carlos Balio em Qui Mar 29 2012, 22:14

Fabuloso.... cheers
Podes continuar se faxavor lol!
Abraço
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Re: Viagem pelo Sul da Europa 2008

Mensagem por Zecacbr em Qui Mar 29 2012, 22:40

Ventoinha, boas

É um abrigo de carrinhos de supermercado?
Se for, deve ser mesmo um sitio brutal pra descansar o esqueleto

Saia mais um Mérito
Continua, tá ums espectaculo!

Abraço e boas curvas!
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Re: Viagem pelo Sul da Europa 2008

Mensagem por Ventoinha em Seg Abr 09 2012, 16:22

Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008
Viagem: Dia 11 - Narbonne -> Alverca?



Estes gauleses são doidos!!! Às sete da manhã já estão no supermercado para irem às compras!!!

Bom, não me faço de rogado, e vou também com a maralha, aproveitar para tentar comer alguma coisa decente para o pequeno almoço, fazer a barba, lavar a sovaqueira. Uns croissaints e umas talochas de fiambre, mais um litro de leite, e tá aviado. Enquanto tomo o meu merecido repasto, um sujeito andrajoso dirige-se a mim, e começa a falar francês para mim. Surprendendo-me a mim mesmo, não só o consigo perceber, como até ele próprio me percebe também! É um sujeito viajado, anda há 30 anos a dar umas voltas pelo mundo, por aqui e por ali, ficando onde calha o tempo que se sentir bem. Aquilo que eu andei a fazer estes ultimos dias, portanto, mas em larga escala. Um modo de vida com que eu me identificava perfeitamente, e na volta o que me safou disso, foi mesmo ter constituído família. Fiquei ali ainda durante um bom tempo a partilhar com ele histórias e o meu pequeno almoço. contou-me como há 20 e trocos anos foi até ao Cabo Norte numa não sei quantas 125. Foi ali uma horita bem passada. Despedimo-nos, ele foi para a sua 4L e eu montei-me na moto e segui viagem.

O tempo está porreiro, solzito, mas ainda sem estar a torrar. Vou rezando para que a gasosa dê até entrar em Espanha, onde sempre fica maibarato atestar.

Ao meio dia estou a passar a fronteira, na Junqueira. A gasosa chegou, atesto agora aqui. Ainda fiz ali uma estradita porreira até à fronteira, nos restos dos Pirinéus.

Bom, vai ser um esticãozito, e vou andar a noite toda, mas é hoje que faço uma etapa épica e chego a Alverca.

Desço pela nacional II em direcção a Barcelona, que além de paisagem bonita e umas curvitas jeitosas, tem também umas (muitas) jeitosas com curvitas na paisagem.

São putas, á beira da estrada, e há mais delas do que marcos de kilometragem!!! Já tinha visto coisas semelhantes pelo nosso burgo, mas é uma ou outra quando o rei faz anos espalhadas algures... Ali, é de 500 em 500m, com cadeirinha, guarda-sol, mesita, tudo a preceito, tudo a que têm direito. Menos roupa, essa é que era pouca... por isso é que deviam estar a li, a ganhar uns trocos para comprar uns trapitos para se taparem melhor... imagino que sim.

Ou na volta, até eram guias turísticas...

Fiquei sem saber, também não perguntei.

Quero é chegar a Portugal hoje.

Passando por Pinera, vejo um bar biker à beira da estrada, de que o Capitão já me havia falado. O Capitão que entretanto já tinha chegado a Lisboa há uma semanita atrás, esqueci-me de o referir há uns dias atrás, quando ele me avisou. Foi ele, aliás, que me traçou o caminho de volta desde Montpellier. Um bem haja ao homem do leme por SMS. Quanto aos outros viajantes, não sei nada deles, nunca mais disseram nada. Espero que esteja tudo bem, e deve estar, porque as más notícias correm depressa.

Voltando a hoje, o bar biker.

Pensei "bom, é um desperdício não para aqui. Vou beber uma, tirar umas fotos para mais tarde recordar, e por-me a caminho, não me posso demorar muito".

É uma da tarde.

.......


São quatro da tarde.

Já bebi 4 canecas de cerveja. Já almocei. Já bebi um jarro de Sangria. Já bebi um café com rum. Já bebi 3 shots de Jack Daniels. Já tenho um quarto de hotel marcado, já lá tenho as tralhas dentro. Já tenho a noitada organizada.

Porra, o que é que aconteceu aqui?!...

Rewind.

Entrei no Correcaminos, o tal bar.

Muito porreiro, bem decorado. Estão lá bikers espanhóis, que começam a meter conversa típica do de onde vens, para onde vais, depois de oferecerem uma cerveja. Lá contei mais ou menos a minha jornada, e ficámos na conversa, que foi puxando conversa. Depois não me deixaram mais sair dali, dizendo que hoje eu não ia ser um motociclista solitário, porque o espírito é mesmo esse, de não conhecer o pessoal, mas respeitar a atitude, e conviver, conhecer.

E é. Foi espectacular o espírito que encontrei ali. Não consegui, nem queria ir embora.

Fiquei nos copos com o pessoal até às sete, mais com o Angel, que tratou de organizar as coisas, e não me deixou pagar.

Às sete, já bem tratado, para o hotel, para me pôr de molho, e descansar um bocadito, que a noite prometia. Um detalhe, a espada teve que ficar na recepção, provavelmente tinham medo que eu fosse estraçalhar alguém...

Isto está mau.

Estou debilitado, e o álcool está a fazer efeito. Ou então o quarto está mesmo a girar...

E a noite ainda nem sequer começou. Literalmente...

Por volta das dez vêm-me buscar. Trinca-se qualquer cousa, bebe-se muito, até o ultimo bar fechar. Depois, disconight com eles.

Mas musicas de macarenas e afins suportam-se durante 15 minutos, com muito esforço. Desculpei-me com o cansaço, e ala que é cardoso para o hotel ali mesmo ao lado.

Acabei por não chegar a alverca hoje, com este pequeno precalço... Mas amanhã, é de certeza!!!

Dos cerca de 1500km previstos para hoje, fi-los quase na totalidade... faltaram-me só 1234km.

Assim, hoje foram 266km.

No total, já lá vão 5266km.


No seguimento do suspense da minha dormida hoje, isto era a minha perspectiva quando acordei


Hell's Angels em Girona?


O Bar Biker Correcaminos


O interior do bar


Eu, o angel e o Pepe


Já no bar da praia, o Angel e o Coiso


E pronto, desfeito o mistério, foi mesmo aqui a minha camita na noite passada! Abrigado da chuva, abrigado do vento (não eu), aquecido pelo motor da moto, saco cama, e siga pa bingo.

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Re: Viagem pelo Sul da Europa 2008

Mensagem por Leal em Ter Abr 10 2012, 16:11

Grande aventura!

Obrigado pela partilha!

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Re: Viagem pelo Sul da Europa 2008

Mensagem por Trophyvitor em Ter Abr 10 2012, 20:19

Que bela barraca que tu arranjaste!!! Very Happy

Podes continuar que estás quase a chegar e tens espectadores... Beber

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Re: Viagem pelo Sul da Europa 2008

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