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Mensagem por Cobra em Qua Maio 09 2012, 21:50

Então foi mais ou menos isto... Cool

Rota Berber (25ABR-05MAI2012) I-8z4zCzQ-X2

Track: http://www.gpsies.com/map.do?fileId=ridqfozhppjzpnaa

Distância: 3790kms.
Tempo: 258h34mn49seg (68h48mn32seg de condução / 189h46mn17seg de pausa).
Altitude: 0m mínima / 2668m de máxima.
Velocidade Máxima: 169km/h
Velocidade Média: 55km/h

Distribuição de velocidade:
0-60km/h: 27.8%
60-100km/h: 55.0%
100-140km/h: 17.0%
+140km/h: 0.2%


Rota Berber (25ABR-05MAI2012) 469722_436203883074579_100000549137776_1526044_1756661206_o

e de seguida, o que interessa Wink

Cumps!

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Rota Berber (25ABR-05MAI2012) Empty Re: Rota Berber (25ABR-05MAI2012)

Mensagem por ruimbarradas em Qua Maio 09 2012, 22:17

Já levaste um Mérito para começar. Smile

A minha crónica está atrasada e ainda nem sequer entrou no forno. Vou dar tempo ao pessoal de se deliciar com a tua crónica para depois então fazer o meu modesto relato daquela que foi a minha melhor viagem de mota!

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Rui Barradas

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Rota Berber (25ABR-05MAI2012) Empty Re: Rota Berber (25ABR-05MAI2012)

Mensagem por rjvieira em Qua Maio 09 2012, 22:58

É pá... é para abrir o apetite? Very Happy

Fico à espera do resto.

Um abraço.
rjvieira
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Já conduz... mal!
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http://ricardovieirafotos.wordpress.com/

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Rota Berber (25ABR-05MAI2012) Empty Re: Rota Berber (25ABR-05MAI2012)

Mensagem por filipeoliveira em Qua Maio 09 2012, 23:33

Como parece que já temos 2 cronicas prometidas, vou dar já 2 meritos...adiantados !!

Ficamos á espera mas pela foto até de camelo voces iam depressa.. Motard
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Rota Berber (25ABR-05MAI2012) Empty Re: Rota Berber (25ABR-05MAI2012)

Mensagem por fernandosilva em Qui Maio 10 2012, 11:58

@Cobra escreveu:
Rota Berber (25ABR-05MAI2012) 469722_436203883074579_100000549137776_1526044_1756661206_o

Tsss ! Shocked Shocked
A conduzir sem luvas ! Evil or Very Mad Evil or Very Mad Evil or Very Mad

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Rota Berber (25ABR-05MAI2012) Empty Re: Rota Berber (25ABR-05MAI2012)

Mensagem por Cobra em Sex Maio 11 2012, 21:16

Dia 01, 25ABR, Lisboa-Taghzoute.

Perto das 4h00 estava a chegar ao posto de abastecimento do Fogueteiro na A2. A tralha tinha sido arrumada de véspera, mesmo assim demorei a carregar a bagagem na “burra”, pelo que quando cheguei no local já se encontrava a dupla de Ruis (Barradas e Benedito) a postos para arrancar. Cumprimentos habituais e duas ou três fotos para marcar o momento. Não mais que isso, pois logo começámos a ouvir pelos altifalantes que não era permitido captação de imagens no local... Devia estar mal disposto o funcionário.

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E lá fomos em redor dos 140km/h para não arriscar a multa logo no inicio da viagem. Auto-estrada até Grândola e dai por nacionais até Rosal de la Frontera. A travessia do Alentejo foi penosa, em especial nos arredores de Serpa onde deveriam estar uns 3 ou 4ºC. Apesar de bem agasalhados e dos punhos aquecidos no máximo batemos bem o dente. Em Rosal, o primeiro abastecimento a preço espanhol e mais em conta.

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Mais adiante e depois de Aracena, parámos para o pequeno-almoço. Um café e uma avantajada sandes de presunto. Tudo, cerca de 6€, mas merecidos.

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Depois entrámos nas auto-vias, passando Sevilha ao largo. Finalmente avistávamos o mar e Tarifa. Já estava quente. Ainda com algumas horas pela frente até ao embarque, estacionámos as motos numa ruela pequena à sombra e seguimos à procura de almoço.
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Encontrámos-lo, logo à entrada do porto, num restaurante que nos pareceu agradável. Na esplanada, pasta para todos: esparguete, canelonis e lasanha para cada um.

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16h00, hora de carregar as motas no barco. Entrámos no porto, estacionámos as motas e fomos levantar o bilhete. No regresso passam por nós um grupo grande de motos portuguesas que também seguiam para África. Ficamos a perceber através de um deles (o mais castiço que se fazia transitar em scooter Burgman) que eram de Aveiras e iam passar uns dias ao outro lado.

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Mais uns minutos no parque e começámos a avistar a barcóla de boca larga que nos iria levar a África.

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Assim que descarregou o que trazia, começou a carregar para a próxima viagem. As motos entram primeiro. O grupo de Aveiras seguiu à nossa frente, e em pouco tempo estavam as motas todas arrumadas no fundo do convés, cintadas e calçadas para a viagem.

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Subimos ao porão, e escolhemos umas cadeiras para passar a viagem. Tratamos logo de preencher a folha de registo de entrada e aguardar que a pedissem.

Mesmo ao nosso lado estavam os portugueses. O castiço fez questão de vir ter connosco e nos trazer um belo pão caseiro de cozido… Sim, não estava recheado de chouriço, mas antes de carnes do cozido. Nunca tinha visto tal preparo, e soube bem, apesar do pão estar meio cru.

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Comemos uma bela fatia, agradecemos e fomos dar uma volta ao barco. Cá fora já se avistava a costa marroquina e a cidade de Tanger.

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O barco sendo bem grande (talvez com uns 3 pisos de convés) ia talvez a meia lotação. A viagem estava a ser calma, mar raso e tempo agradável. Foi feita a chamada, e ainda no barco seguimos com a ficha e passaporte para o guiché para dar entrada no destino. Aí encontrámos outro tuga que se deslocava a trabalho. Um motorista de autocarro a serviço. Contava-nos eles que não gostava de cá vir, a trabalho claro. Falou-nos no problema que é o regresso, com os marroquinos clandestinos a “enfiarem-se” nos buracos do autocarro para fazer a travessia. Carimbámos o passaporte e recebemos pela primeira vez o nosso número de identificação marroquino. Até aqui tudo pacífico.
O barco atraca, e apressámo-nos a ir para o convés aprontar as “meninas”. Algum stress, mas encontrámos-las bem. Solta cinta, sobe para cima da mota e saímos do barco atrás do grupo de Aveiras.

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Já estávamos em Marrocos. Mas não andámos muito, parámos logo ali mais adiante na alfândega. Ficámos ali à espera com o grupo que chegasse a nossa vez. No entretanto andava um tipo com uma bandeja a servir uns chás de menta em copo plástico. Aceitámos um, e logo de seguida estava o fulano a estender a mão à espera da “propina”. Acho que lhe dei um ou dois euros que trazia, mas o chá não valia um tostão. Mostrámos a documentação ao oficial da alfândega. O tipo era simpático falava francês e logo nos disse que a papelada ali era gratuita. Nisto, andava por ali um velhote com ar reguila a rondar as motos. O indivíduo estava apenas identificado com um desenho de um distintivo qualquer no boné. O tipo pediu-me os papéis num tom ríspido, e quando percebeu que não pertencíamos ao grande grupo de portugueses largou-me da mão. Logo de seguida houve ali uma situação tensa. Alguém do grupo de Aveiras, não deu cavaco ao fulano e virou-lhe as costas em desagrado. O velho ficou chateado e dado que de todos era eu o que parecia falar melhor francês, veio ter comigo e pediu-me para explicar ao tuga que ali havia duas autoridades, alfândega e polícia, e que ele pertencia à última.

Na verdade o marroquino tinha razão. Mas a entrada ali processa-se descoordenadamente, afinal estamos em África... A alfândega não quer saber da polícia, e a polícia da anterior. No meio disto tudo andam por ali uns malandros a ver se fazem pela vida à custa do turista desorientado. Expliquei ao velho marroquino que tinha razão, para desculpar o companheiro que o tinha confundido com um oportunista. Tudo se passou bem, seguimos ainda ao guiché da polícia para fazer o registo de entrada e finalmente saímos do porto para atravessar Tanger. Perdemos ali mais de uma hora nisto.

Logo à saída do porto começou-se a sentir África. Milhares de pessoas a deambular pela rua e um trânsito caótico. Grande choque. À primeira rotunda, ríamos connosco próprios, de nervosos que estávamos. Eu estava ali há minutos e já estava adorar aquilo. Saímos tão entusiasmados que nos esquecemos de tratar de levantar dinheiro marroquino. Consultámos o GPS e parámos à beira de uma avenida para atravessá-la a pé até ao ATM mais próximo.

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Um bairro da lata repleto de assaltantes... Essa é a primeira impressão com que se fica... E não pode ser mais falsa e enganadora. Felizmente não demorámos muito tempo a perceber isso. Uns em cima dos outros levantámos dinheiro, cerca de 3000 Dirhams cada (11 Dirham = 1 Euro) e regressámos às motos. Prosseguimos até à saída de Tanger percorrendo o trânsito e rotundas que nos conduzem para fora da cidade. Cada rotunda que fazíamos, era uma emoção. Ali não há regras, não há traços, não há sinais, todos circulam como lhes apetece e por onde lhes apetece. Máxima atenção aos espelhos e ao que se atravessa à nossa frente, e vamos bem. Ainda parei numa ou duas passadeiras, mas depois de ver o estado espantado em que os peões ficavam, deixei-me disso. Rapidamente se percebe que a preocupação é de quem atravessa e não de quem circula.
Finalmente chegávamos à nacional que nos iria levar até Tetouane, e de caminho parámos para abastecer numa estação de serviço. Começava a escurecer. Atrás de nós chegou um polícia motard marroquino. Os tipos aqui circulam de BMW RT novinhas. O Benedito quis lhe tirar um retrato, mas o fulano não deixou. Continuámos pela nacional mais uma boa hora. No inicio íamos contidos a respeitar o traço, mas com o adiantar da hora e escurecer repentino, começámos a pisar o risco, como eles fazem. Lembro-me que seguia à frente de pupilas bem dilatadas. Noite completamente escura sem uma luz, e uma estrada sinuosa, cheia de deformações e lixo na berma. Liguei os duzentos e vintes watts de faróis da Tiger e fiz-me ao caminho. Com um clarão destes, nada escapa.

Por fim, após mais uma curva larga chegávamos ao Refuge Caiat. Lá do cimo ouvi as indicações para subirmos a rampa até ao parque. Rampa não asfaltada, algo íngreme e um pouco estragada. Subimos aquilo sem dificuldades mas com cautela. Depois de 700 e poucos quilómetros, finalmente cortávamos a ignição às motas.

Para nos receber estava o Ahmed que logo nos mostrou o caminho do nosso quarto pelo jardim do Caiat. Grande pinta! Um quarto à marroquino com quatro camas (uma delas beliche) dispostas à volta. Só iríamos usar três, mas as outras dariam jeito para distribuir a tralha. Já não era cedo, pelo que fomos à casa principal à procura de jantar. Lá encontrámos o Daniel, proprietário do Caiat e portuense de gema... Sabe bem chegar a África e continuar a falar português. Logo nos pôs à vontade e passou-nos a ementa. Sopa para começar e tajines para continuar. Tudo muito típico claro.

A tajine é um prato típico marroquino que herda o seu nome do tacho de barro afunilado onde é cozinhado. É composta geralmente por legumes, especiarias e carne (borrego, vaca ou frango) sendo o processo de cozedura feito de forma muito lenta o que permite obter uma carne extremamente macia e solta.

As escolhas dividiram-se entre a sopa de harira (uma sopa berber consistente com base de tomate), creme de legumes e tajines de carne com legumes ou ameixas e amêndoas. Acompanhamento com o pão marroquino, que é delicioso e do qual ficámos fã... Geralmente redondo, é feito de uma massa leve pouco fermentada e de uma côdea salpicada de sementes.


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A refeição foi feita na companhia do Daniel, sempre em amena cavaqueira. Mandámos vir a sobremesa e ainda continuámos ali algum tempo na conversa antes de recolher aos nossos aposentos. Estávamos cansados e não demorámos muito a adormecer.

continua...

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Rota Berber (25ABR-05MAI2012) Empty Re: Rota Berber (25ABR-05MAI2012)

Mensagem por Luís Azevedo em Sex Maio 11 2012, 22:29

Obrigado pela partilha

Mérito

Já estava na hora de lá voltar...
Luís Azevedo
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Ainda é motorato!
Ainda é motorato!


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Rota Berber (25ABR-05MAI2012) Empty Re: Rota Berber (25ABR-05MAI2012)

Mensagem por carlosferreira em Sab Maio 12 2012, 00:47

Continua Mérito Very Happy
carlosferreira
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Motociclista a começar.
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Rota Berber (25ABR-05MAI2012) Empty Re: Rota Berber (25ABR-05MAI2012)

Mensagem por Ludovico em Sab Maio 12 2012, 09:11

Venha a continuação... Mérito

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Mensagem por Cobra em Ter Maio 15 2012, 08:25

Dia 2, 26ABR, Arkchour-Chefchaouen-Taghzoute

O Benedito tinha-se esquecido de desarmar o alarme do relógio de pulso, de modo que soou cerca de uma hora antes da hora que tínhamos planeado acordar. Já se sentia a luz do Sol a entrar pelas janelas do nosso quarto, e passei a hora seguinte a rebolar na cama de um lado para o outro.

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Banhos tomados, seguimos para a esplanada do Caiat para tomar o pequeno-almoço. Um cantinho fantástico com cadeiras e mesa de ferro em estilo marroquino, debruçado sobre o vale.

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O tempo estava promissor: por cima das nossas cabeças um céu limpo e de azul profundo. Vieram os comes e bebes, café com leite, sumo de laranja, queijo, manteiga, doce de alperce, mel, azeite e aquele delicioso pão marroquino a estalar… Ui qu'a bom…!

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Na véspera, o Daniel do Caiat, tinha aconselhado o trekking nas redondezas em detrimento da visita à vila piscatória de Oued Laou à beira do Mediterrâneo. A tarde essa, estaria reservada para visitar a cidade azul, Chefchaouen. Num instante o Daniel ligou ao guia que nos aguardaria num determinado parque de estacionamento. Terminámos o pequeno-almoço, tirámos umas fotos e seguimos de moto até ao ponto de encontro. Talvez uns dez minutos, foi o que levámos para fazer o caminho entre o Caiat e o parque de estacionamento. Por lá nos aguardava o Mustafá, um fulano novo conhecedor dos encantos da região. Falava francês, espanhol, inglês e até um pouco de português. Arrumámos o equipamento na topcase e seguimos com ele, que nos levou monte acima. Começou logo a subir bem, pelos campos fora.

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Enquanto seguíamos por um trilho estreito, lembro-me de uma conversa rápida com uma pastora que nos queria vender umas das suas cabras. Às tantas começámos a trepar pelo meio do calhau, fizemos uma pausa para recuperar o fôlego e aproveitou-se para falar um pouco mais. Ficámos a saber que o nosso guia marroquino tinha 28 anos, era de uma aldeia ali perto e vivia da venda de algum artesanato e de acompanhar os turistas pelos belos recantos da região. Perguntei-lhe se não ambicionava fazer vida fora daqui, disse-me que sim, mas que financeiramente não tinha os meios para tal. Um tipo verdadeiramente simpático.

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Levou-nos até ao topo do monte, para depois começar a descê-lo por um carreiro à beira do precipício. Um passo em falso e acaba por ali a viagem. Fomos descendo, e já à distância se avistava o nosso destino, a conhecida “Ponte de Deus”.

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Eu já lhe conhecia a origem, mas assim mesmo perguntei ao Mustafá. Descritivamente a Ponte de Deus não é mais que uma ponte de pedra natural que une duas margens de um desfiladeiro. Existem várias lendas para a sua origem, que envolvem quase sempre um enredo "à la" Romeo e Julieta, onde supostamente Deus terá edificado a ponte para o par se encontrar. Na verdade, no passado, o desfiladeiro não existia e por ali passava um rio subterrâneo. O solo abateu em todo o lado, menos na “Ponte de Deus” e assim nasceu o desfiladeiro com a sua ponte natural.

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Chegámos à ponte e tirou-se logo ali umas fotos. À beira da ponte está por lá uma barraca em argila que vende bolos e bebidas. Sentámo-nos e mandámos vir uns chás. O Benedito passou o chá e ficou-se por um bolo. O chá estava consistente e delicioso e combinava o sabor da menta com o açúcar maravilhosamente… Nada daquela água suja que nos serviram à chegada na alfândega. Terá sido provavelmente para mim o melhor, ou um dos melhores chás de menta que bebemos. O Benedito mandou logo vir um depois de provar um pouco do chá do Barradas. Estivemos ali um pouco e soube maravilhosamente.

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Finalmente, encetámos a descida de regresso ao estacionamento. Um trilho estreito a serpentear pela vegetação, a fazer com cuidado. O Mustafá seguia à nossa frente e por uma vez por pouco não foi parar lá abaixo.

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O percurso não tinha ainda chegado ao fim. Tínhamos calcorreado a margem Sul do rio, iríamos agora prosseguir pela margem Norte até às pequenas cascatas. E lá fomos, sempre junto a uma levada do rio. Cerca de 45mn depois chegávamos às cascatas que estavam concorridas. No caminho seguimos atrás de duas marroquinas e um marroquino que também procuravam as cascatas. Por lá já se encontrava à beira do rio, um grupo de três outros em amena cavaqueira. O nosso guia despachou-se a tirar a roupa e ficar de calções para mandar um valente mergulho, e nós ficámos com inveja de não poder fazer o mesmo.

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Depois de apreciar o local e de umas quantas fotos, restava-nos fazer o caminho de regresso que me pareceu menos penoso que o de ida. Já íamos bem quentes com umas quatros horas de caminho, sempre debaixo de Sol. O Benedito era o único que não levava chapéu e protector solar, e daí resultou um belo escaldão na moina!

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Regressados às motos tínhamos de acertar contas com o gentil Mustafá. Pagámos-lhe o que pediu (300 dirhans) e claro também ao “guarda” do parque (20 dirhans). Em Marrocos qualquer estacionamento tem “guarda”. São basicamente uns tipos que não fazem nenhum, que ficam nos parques o dia todo (às vezes a noite), auto-intitulam de “guardas” e no final cobram-nos um serviço que não pedimos e por vezes não queremos. Regressámos ao Caiat com o Benedito a dar boleia ao nosso amigo Mustafá. Dali seguimos directos para Chefchaouen (ou Chaouen) que já não era cedo, e ainda teríamos de procurar almoço. A entrada em Chaoun fez-se em grande, contornando a cidade mas entrando directamente pelo Souk, que é o nome que se dá aos mercados marroquinos. A passaagem por um Souk de mota deve ser semelhante à travessia da feira da ladra de Lisboa, mas em pior. É um mar de gente a divagar, são as malditas mobylettes a cruzarem-se em todos os sentidos, e os carros e furgões também a fazerem-se ao caminho por ruas pequenas de um só sentido. Eu seguia à frente com o Benedito atrás de mim, e o Barradas a fechar a “caravana”. Estava com a comunicação aberta para este último e só o ouvi a stressar… Não é fácil, deve-se progredir com calma e cuidado para não virar o boneco ou levar um marroquino de rojo. Mal sabíamos nós que ainda tínhamos muito disto pela frente. Lá conseguimos sair do Souk e encontrar o parque de estacionamento, que claro também tinha o seu “guardião”. Acordámos logo o preço, que julgo seria de 10 dirhans por mota. Logo ali fomos “assaltados” por uma série de pseudo-guias, quase todo eles ganzados… É que aqui fuma-se! Dispensámos todos e partimos à descoberta da cidade. Seguimos directamente para a praça central onde o Daniel do Caiat nos tinha recomendado dois restaurantes de qualidade. A praça é turística e convém ir de “lição estudada” para não levar o barrete. Um dos restaurantes chamava-se Dar Com, e não o encontrámos facilmente.

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Tivemos de perguntar a um fulano simpático de uma loja de comunicações que nos apontou o caminho. Entrámos e subimos. “Dar” significa casa, e tratava-se de facto de uma fantástica casa de vários pisos decorada no mais puro estilo marroquino. Uma coisa no género de pequeno palácio das arábias, cheio de detalhe e trabalho. Recomendaram-nos almoçar no terraço, e não nos fizemos rogados. Magnífico terraço, na mesma linha da restante casa com tecidos coloridos a fazer de tenda e a proteger os nossos frágeis couros cabeludos. A ementa era variada e típica. O Barradas foi para os “pinchos” (espetadas), eu e o Benedito para o “Couscous Royale” (uma espécie de cozido marroquino). Estava bom, ainda que um pouco curto em chicha para o Benedito, salvou-se o maravilhoso molho de mel que acompanhava.

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Pediu-se a sobremesa e já seriam umas 15h30 quando terminámos o repasto. O resto da tarde estaria guardado para deambular pela cidade. Perguntámos pela direcção das nascentes (Ras El Maa) e caminhámos para lá. Pelo caminho várias fotos das ruas pintalgadas de azul que dão o nome á cidade. Diz-se que o azul afasta os mosquitos e que esse será o motivo para a sua predominância nas paredes das casas. Não sei se será mesmo assim, a verdade é que é bem bonito e que não vi mosquitos por lá.

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Chaouen é pequeno mas as ruas são meio labirínticas e às tantas tivemos de perguntar a um fulano o caminho para Ras El Maa.

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Fomos tirando fotos, mas há que ter cuidado. As mulheres marroquinas não gostam, nem permitem fotos, e nós respeitamos, claro.

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Finalmente demos com as bonitas nascentes, um considerável ponto de encontro da cidade. Para além de turistas e locais a apreciar a paisagem, por aqui também se encontram as lavadeiras que aproveitam as águas corrente do rio para a sua roupa lavar.

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Não estivemos ali muito tempo. Estávamos cansados das quatro horas de trekking pela manhã e o Sol já se ajeitava para se esconder no horizonte. Voltámos às motos para regressar ao Caiat. Pagámos a “propina” ao guarda e descemos a encosta onde se situa Chaouen. Mesmo à saída da cidade, uma paragem de emergência para o Barradas “processar” o chá que tinha bebido durante o dia… estava aflito.
Estava a ficar fresco e chegámos ao Caiat ainda com a luz do Sol. Optámos por jantar cedo no Caiat. “Brochettes” para todos, que é como quem diz espetadas. Durante o jantar conhecemos outro português por ali radicado que frequentava a cozinha do Caiat sempre que possível. Estivemos ali um pouco à conversa e depois regressámos ao quarto para o sono dos justos.

continua...


Última edição por Cobra em Qua Maio 16 2012, 00:16, editado 1 vez(es)

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Spritmonitor.de Can-Am Spyder F3S
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Rota Berber (25ABR-05MAI2012) Empty Re: Rota Berber (25ABR-05MAI2012)

Mensagem por Carlos Balio em Ter Maio 15 2012, 10:13

Espectacular....
Obrigado pela partilha, e continuem faxavor lol!
Abraço e claro um M
Carlos Balio
Carlos Balio
Já sai à rua a conduzir.
Já sai à rua a conduzir.


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Rota Berber (25ABR-05MAI2012) Empty Re: Rota Berber (25ABR-05MAI2012)

Mensagem por zephex em Ter Maio 15 2012, 10:32

Muito bom!!!
continua.... Babar Babar

Mérito
Cumps.
José Paulo
zephex
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Rota Berber (25ABR-05MAI2012) Empty Re: Rota Berber (25ABR-05MAI2012)

Mensagem por Elisio FJR em Ter Maio 15 2012, 10:53

Cobra Hi,

Óptima viagem e crónica ao mesmo nivel!!!

Estou com inveja (da branca claro) desse sol!!!

Primeiro M para ti!

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MY LIFE IS A HELL!!!
Elisio FJR
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Já sai à rua a conduzir.
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Mensagem por fernandosilva em Ter Maio 15 2012, 16:35

Sendo assim ... cá vai mais um merecido Mérito

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Rota Berber (25ABR-05MAI2012) Empty Re: Rota Berber (25ABR-05MAI2012)

Mensagem por Luís Azevedo em Ter Maio 15 2012, 22:55

Excelente! Apesar de não mostrar as potencialidades da chuva Marroquina Gozar
Mérito
Luís Azevedo
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Ainda é motorato!
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Rota Berber (25ABR-05MAI2012) Empty Re: Rota Berber (25ABR-05MAI2012)

Mensagem por rjvieira em Qua Maio 16 2012, 04:51

Espectacular.

O trilho para a Ponte de Deus é preciso coragem... Shocked

Mais um Mérito

Um abraço.
rjvieira
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Já conduz... mal!
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http://ricardovieirafotos.wordpress.com/

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Rota Berber (25ABR-05MAI2012) Empty Re: Rota Berber (25ABR-05MAI2012)

Mensagem por Trophyvitor em Qua Maio 16 2012, 19:42

Epahhh que padeirada fantástica que deve ter sido!!!!

Fotos fantásticas e relato a condizer... Palmas Palmas

Maravilha!! Mérito

Obrigado pela vossa partilha...o nosso fórum está mais rico a cada dia que passa!! Abraço de grupo

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Já ronca!!!!
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Rota Berber (25ABR-05MAI2012) Empty Re: Rota Berber (25ABR-05MAI2012)

Mensagem por jacare em Qua Maio 16 2012, 21:55

Porreiro!
Estou a gostar e aguardo a continuação.
Fixe
Mérito

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"A sorte protege os audazes"
jacare
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Rota Berber (25ABR-05MAI2012) Empty Re: Rota Berber (25ABR-05MAI2012)

Mensagem por Paula Kota em Qui Maio 17 2012, 14:55

Daniel,

Amanhã faz 1 semana que estamos à espera do episódio II ...

as pipocas já arrefeceram Shocked

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É melhor chegar 5 minutos atrasada nesta vida que 10 minutos adiantada na próxima
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Rota Berber (25ABR-05MAI2012) Empty Re: Rota Berber (25ABR-05MAI2012)

Mensagem por Cobra em Sab Maio 19 2012, 00:24

Dia 3, Taghzoute-Fès

Mais uma manhã soalheira no Caiat. Levantámo-nos, higiene habitual e seguimos para o delicioso pequeno-almoço. Mesmo local, na esplanada virados para o vale.

Depois do estômago aconchegado, altura de pagar a conta, despedidas e seguir estrada fora em direcção a Fés. Agradecemos a recepção simpática ao Daniel, que foi maravilhosa, soube bem este toque lusitano logo depois de desembarcar em África. Ficou a vontade de passar por aqui alguns dias de descanso. Motas carregadas e ala que se faz tarde.

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Nós e o Daniel Pinto, que bem se este no Caiat...

Passámos ao largo de Chaouen progredindo para Sul em direcção à vila de Moulay Idriss. A estrada, mais ou menos a direito, era agradável e a paisagem continuava verdejante e interessante. Algures a meio do caminho fizemos uma paragem junto a um Oued, ou rio. Ajustámos o equipamento e seguimos viagem.

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Por volta da hora de almoço estávamos a chegar aos arredores de Moulay Idriss. O objectivo era visitar as ruínas de Volubilis, um local arqueológico que há por ali de uma cidade romana. Estávamos todos com fome, pelo que ainda fui espreitar se havia onde comer à entrada das ruínas. Não havia, de modo que seguimos até Moulay Idriss logo ali ao lado, à procura de almoço, deixando a Volubilis para a parte de tarde. Entrámos poucos metros em Moulay quando demos com a praça principal. Havia logo ali alguns botecos marroquinos, e quis o azar (ou a nossa sorte) que a frente de um deles estivesse desimpedida para estacionarmos as motos. Perguntei a um polícia onde poderíamos deixar as máquinas, e este confirmou que ali estariam bem.

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O dono do boteco chegou-se logo à frente ajudando-nos a deixar as motos ali arrumadas. Claro está, sentimo-nos na obrigação de fazer ali a despesa. O local era pouco maior que uma cozinha, e resumia-se a uma bancada na esplanada com duas ou três mesas. O homem era uma simpatia e aceitámos que nos tratasse da refeição.

O prato seria uma tagine kefta, que é essencialmente uma espécie de almôndegas na chapa com molho de tomate fresco, cebola e aquelas especiarias que eles tão bem sabem usar. Tivemos o privilégio de ver o fulano tratar do almoço à nossa frente. O marroquino de nome Aziz, nos seus cinquenta e muitos anos, fazia questão de nos descrever a confecção do prato. Enquanto a coisa apurava, ia-nos servindo um delicioso chá berber, ou “whisky berber” como é conhecido. Foi aqui que percebemos as diversas nuances do chá marroquino. Pois bem, há essencialmente três formas de preparar o chá. 100% menta, meio/meio ou 100% da planta de chá. A versão berber é a última, puro chá, sempre açucarado.

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mestres da culinária

Este senhor era de uma simpatia extrema: esforçou-se por nos agradar, esforçou-se por fazer a melhor refeição, esforçou-se por nos deixar confortáveis. Bem, a verdade é que provavelmente nosso amigo Aziz não se esforçou em nada, e tudo aquilo era apenas bondade autêntica e natural, como já não estamos habituados a ver.

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o ar de satisfação

Comemos que nem uns reis, lambuzámos as nossas beiçolas naquela tagine maravilhosa, sempre acompanhada daquele pão fabuloso. Tirámos uma boa colecção de fotos e no final o Aziz pediu-nos que lhe enviássemos as fotos para um mail que me trouxe rabiscado nas costas de um bocado de uma embalagem de chá. Não sei se lá chegará, mas irei com certeza tentar enviar-lhe uma foto, o tratamento que tivemos merece sem dúvida o gesto. No final apertou-nos a mão e deu-nos quatro valentes beijocas a cada um, à marroquino… Sim, aqui os homens beijam-se. Este almoço foi sem dúvida uma boa memória que ficou para todos, até pelo preço que pagamos, cerca de 4€ cada um.

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obrigado Aziz!

Estômagos bem aconchegados seguimos para a visita de Volubilis, sem antes fazer o percurso panorâmico de Moulay Idriss como aconselhado pelo nosso amigo.

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Chegámos ao parque de Volubilis e dirigimo-nos à entrada mais abaixo. O Aziz tinha-nos também dito para entrar pela porta de baixo e sair pela de cima, e só percebi o porquê mais tarde.

Deixámos então as motas junto à porta de baixo e fomos logo abordados pelo guarda “oficial” do parque. 10 dirhans cada um, pagos adiantados. Depois o guarda fez-nos sinal para entrar por cima, e assim fizemos. Ao chegar à porta de cima, havia um guiché que aparentava ser a bilheteira… Cometemos o erro de olhar para lá, e logo nos foi cobrado mais 10 dirhans pela entrada, isto enquanto outros passavam sem deixar tusto. Não seria a última do género. Em Marrocos é assim. Há sempre um marroquino a cobrar bilhete, mas ninguém lhe liga muito. E ele também não se empenha a não ser que se vá ter com ele, ou se tenha pinta de turista. Os bilhetes são genéricos (apenas fazem referência a uma direcção qualquer de monumentos) e felizmente baratinhos, menos de 1€ cada. Entrámos no sítio arqueológico e apontámos para as ruínas do templo. O local em si é grandioso e enorme.

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Pelas ruínas ainda se conseguem perceber as avenidas e a dimensão fabulosa do local. No entanto todo o espaço em si parece se encontrar ao desmazelo. Mato alto, tudo espalhado, nada identificado ou catalogado. Só mesmo o marroquino com apito que por lá circula a proibir os turistas de subirem para os blocos de pedra para dar algum ar organizado à coisa.

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Andámos por ali um bocado à volta do templo que será talvez o maior núcleo de vestígios, e nem tivemos mais curiosidade em ver o resto. Não é que por cá se faça melhor, também somos especialistas em não cuidar do nosso património histórico (veja-se Miróbriga em Santiago do Cacém), mas realmente Moulay Idriss até me pareceu mais interessante que Volubilis.

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Voltámos à estrada. A saída de Volubilis foi curiosa, pois o GPS fez-nos repassar pela estrada panorâmica de Moulay Idriss, mas em sentido contrário. A vista era boa, mas o troço não era particularmente simpático de fazer (piso estourado e cheio de lixo). Afastámo-nos da vila e seguimos montes afora. Lembro-me de passarmos por um rebanho na estrada e de um troço de curvas manhosas, género cotovelos, com meia faixa de alcatrão cheia de gravilha. Finalmente aproximávamo-nos de Fès. Uma paragem ainda no exterior da cidade para “mudar as águas”, duas ou três fotos e siga para o meio da confusão.

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Esta seria a primeira entrada numa grande urbe africana. Para que fique a ideia, trata-se da segunda maior cidade do reino de Marrocos, com cerca de 1 milhão de habitantes. Foi capital e pertence ao conjunto das quatro cidades imperiais com Rabat, Marraquexe e Meknés. Encerra a mais antiga Medina do mundo, que com as suas cerca de 9000 ruas e becos assume a o título de maior área urbana sem carros do planeta. O termo Medina designa a zona antiga e original da cidade. É aí que se concentra o comércio, madraças (escolas corânicas) e mesquitas. É o coração da cidade que está geralmente vedado ao trânsito automóvel.

Já tínhamos tido um cheirinho em Tanger de como se regrava o trânsito, e Fès não destoou. Assim que começámos a aproximação à cidade fomos logo assolados por pseudo-guias de mobylette que nos acompanhavam em andamento, fazendo perguntas e oferecendo serviços - onde ficar, onde ir, onde comer - à vontade do freguez, mas claro a troco de uma boa “propina”. Fomos despachando os gajos, mas eram mais chatos que varejeiras! Apareciam de todos os lados, até fora de mão. Eu seguia à frente e tinha o ponto de GPS que tinha retirado do booking. Para nosso azar, quando chegámos ao destino, nada havia. Tivemos então de recorrer a um destes espertalhões de motoreta para nos levar ao Riad que tínhamos reservado. O tipo queria-me levar a outro que conhecia, dei-lhe bem a entender que não nos interessava e que queríamos ir ao nosso. Ainda antes e para não haver confusões, perguntei-lhe o preço do “serviço”, ao que o gajo me responde “é o que tu quiseres”. Seguimos o tipo que nos enfiou Medina dentro pelo Souk (mercado). Grande maluqueira. Um mar de gente e nós pelo meio com as nossas “pequeninas” motas armadas com bagagem. O tipo na sua mobylette seguia à minha frente, eu fazia o melhor para o seguir e não perder o Benedito atrás de mim. Pelo intercom ouvia o Barradas a stressar: “eu vou mandar um abaixo, não tarda!”… Filmei toda a cena, para mais tarde recordar. Finalmente chegámos a uma espécie de parque de estacionamento manhoso. O tipo diz-me que teríamos de deixar as motos ali e seguir a pé alguns metros. Achei estranho. Deixei os Ruis no parque e fui com o guia até ao Riad. Não andámos muito até chegar à porta da casa, mas aquilo não era o que queríamos. Disse-lhe que não e virei costas. Este “Mustafá” ou percebeu mal, ou está a armar-se em esperto. O tipo veio atrás de mim, sacou de um cartão e perguntou-me se era aquele o Riad. “É mesmo esse”, disse-lhe eu. Veio-me com uma conversa que me tinha perguntado se era ali, e que tinha dito que não. Para ser sincero, já não me lembro. Perguntei se nos levava lá. O tipo não devia saber onde era pois chateou outro que por ali passava. Lá se entenderam e voltámos às motas... e adivinhe-se?... Tivemos de fazer o caminho de volta pelo Souk… Ai, ui, ui, ai… e um pouco depois estávamos noutro ponto da Medina que parecia mais sossegado. Este sim era o lugar que tínhamos reservado. Descarregámos as malas e perguntámos pelo parque. As motas até não ficariam ali mal na rua, mas por 20 dirhans a noite (cada uma) fechadas em garagem, não arriscámos. Mas antes de levar as motos ao parque fechado (a uns 50 metros dali) tinha de acertar as contas com o “Mustafá” de serviço. Dei-lhe 20 dirhans para a mão. O gajo não gostou e pediu-me 50 dirhans, ao que lhe respondi, “Então mas afinal é o que tu queres, ou o que eu quero?... Quando te perguntei antes, o que disseste?”… O tipo não insistiu e contentou-se. Se o tipo do parque nos leva 20 dirhans para guardar uma moto num parque, não estou a ver porque é que este gajo quer 50 dirhans para nos levar em 500 metros de Medina… A esse preço só ficava satisfeito se me carregasse às costas! O Benedito levou um dos empregados do Riad à boleia até ao parque, para que nos indicasse o caminho. Confirmámos o preço, arrumámos lá as motas e voltámos todos a pé.

O riad era maravilhoso. Uma casa de 300 anos tipicamente decorada e maravilhosamente mantida. Como todos os riads, as habitações aglomeram-se em redor de um magnífico pátio central ornamentado com uma belíssima fonte no meio. Foi aí que nos serviram o chá de boas-vindas e que trocámos umas palavras com o que deveria ser o proprietário. Falou-nos do significado histórico de Fès e da sua afamada Medina. Disse-nos que no mínimo deveríamos despender dois dias para visitá-la condignamente e que hoje, sexta-feira, não seria o melhor dia, dado que pelo Islão é dia de oração e a grande maioria do comércio está encerrado. Com o Médio Atlas para atravessar amanhã, não havia tempo para Medinas. Paciência. Iríamos mesmo assim dar uma voltinha por ali e procurar jantar, o resto terá de ficar para uma próxima oportunidade.

Assim fizemos, saímos à rua a pé e metemo-nos por aqueles becos. É certo que a grande maioria das lojecas estava encerrada, ainda assim muitas estavam abertas, sobretudo numa das duas avenidas principais. Comes e bebes, quinquilharia, roupa, candeeiros e mais não sei o quê, era o que se via por ali à venda. O Benedito queria já começar as compras, mas haveria mais tempo para isso em Marraquexe. Eu sei que já ia desorientado. O Barradas dizia que sabia o caminho, e que podíamos dar a volta por “ali”.
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Às tantas demos connosco a uma das portas da Medina. Nisto somos abordados por mais um “espertalhão” que queria nos mostrar não sei o quê. Despachámos o gajo em espanhol, mas não ficou convencido. Virou-se para o Barradas a dizer que ele não o enganava, que era marroquino de Casablanca! Embrulha… Se não estou em erro foi a segunda vez que ouvimos esta conversa. Já o guia do Caiat tinha dito o mesmo. Parece que o Barradas tem ali uma costela de África… Bem, na verdade temos todos, não tivéssemos nós sido ocupados por muçulmanos… Ainda hoje a Sul do Porto se fala nos Mouros… Mas pronto, de todos nós, parece que o Barradas é o mais marroquino!

Não nos afastámos muito da Medina. A rua estava movimentada, nós com fome, e pareceu-nos bem jantar por ali. Espreitámos dois ou três botecos, tudo igual. Optámos por nos aproximar daquele que mais gente tinha. Uma espécie de snack-bar que servia frango num género de kebab enrolado, que é o mesmo que dizer, carne fatiada, arroz, salada e batata frita enfiada num crepe. O lugar tinha umas mesas ao fundo e à entrada a cozinha, numa espécie de avançado onde se processava a comida a grande velocidade. Ao lado da “cozinha” estava um tipo sentado atrás de uma registadora. O fulano apercebeu-se do nosso interesse e pôs-nos logo à vontade descrevendo a ementa disponível. Apesar de não muito bem encarado, foi mesmo simpático e deu indicações para nos arrumarem uma mesa no interior. Em pouco tempo estávamos lá dentro sentados à espera do jantar. Bom, o sítio era impressionante, em especial o chão que dava ideia não ser limpo há pelo menos um mês… Tudo o que ali caía, ali ficava. Mas estávamos ali para fazer como os outros e partilhar do espírito, só assim se pode dizer que se passa pelas coisas. Vieram as “sandes” enroladas em papel manteiga. Achámos melhor pedir bebidas engarrafadas. Existe sempre um mini-jerrycan de água disponível nas mesas, mas a recomendação é sempre optar por algo que venha fechado para a mesa. Comemos o nosso “kebab” enrolado. Não foi bom, nem mau, antes pelo contrário, e saímos dali. Tudo creio que ficou por 7 dirhans. A ver vamos se mais logo não ficamos com uma dor de barriga.

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É bom, ou não é bom?...

Regressámos à Medina guiados pelo mestre Barradas, O Marroquino. Tentou-se tirar umas fotos, mas a fraca luz não proporcionou nada de jeito.

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Conseguimos regressar ao Riad, sem grandes problemas, mas eu fiquei com a sensação clara que ali nos podemos perder. Quem não for cauteloso e não recorra a bons pontos de referência, com certeza se perderá com todos aqueles becos escuros, túneis e passagens estreitas.

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No Riad despachámo-nos a subir ao nosso quarto, uma mezzanine debruçada sobre o pátio, com duas camas em cima e uma em baixo.

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Esta era a nossa mini-central eléctrica habitual

Decidimos entre nós que O Marroquino, que não ronca, ficaria em baixo. Aqui havia wifi, mas apenas no pátio, pelo que antes de dormir e à vez, enquanto se tomavam os banhos fomos revezando nos portáteis para falar com a família e carregar umas fotos no facebook.

continua...


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Mensagem por Cobra em Dom Maio 20 2012, 19:03

Stop Motion com GoPro Hero HD, realizado durante a viagem Rota Berber (Portugal-Marrocos) de 25ABR-05MAI2012.



Cumps!

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Mensagem por zephex em Dom Maio 20 2012, 20:14

Cobra, sou teu fã!!!

espetáculo!! cheers

Mérito
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Mensagem por rjvieira em Dom Maio 20 2012, 21:23

Crónica espectacular, fotografias 5 estrelas.

O video está fenomenal... parabéns pela ideia.

Mais 2 Mérito

Um abraço.
rjvieira
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Já conduz... mal!
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http://ricardovieirafotos.wordpress.com/

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Mensagem por Trophyvitor em Dom Maio 20 2012, 23:38

Vénia Vénia Vénia Vénia

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Já ronca!!!!
Trophyvitor
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Já sai à rua a conduzir.
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Mensagem por Elisio FJR em Seg Maio 21 2012, 11:24

Mais 1 M e não digo mais nada, não é necessário!!!

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MY LIFE IS A HELL!!!
Elisio FJR
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