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Rota TransPirenaica #2013

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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por Zé Oliveira em Ter Out 01 2013, 21:25

Estou a gostar deste percurso. Há locais que já conheço,mas outros estão a ser novidade. Obrigado pela partilha!

________________________
Os cães ladram mas a caravana ..não! Beber
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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por Luís Azevedo em Ter Out 01 2013, 22:14

Está espantástico e levas dois seguidos!
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Ainda é motorato!
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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por Carlos Balio em Qua Out 02 2013, 12:12

Fabulosa Rota tão bem descrita e com fotos de sonho Vénia
Mérito mais que merecido
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Carlos Balio
Já sai à rua a conduzir.
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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por Cobra em Dom Out 13 2013, 22:34

Dia 05

Depois de uma noite bem dormida, rotina habitual da manhã.

Deixámos tudo arrumado e descemos para o pequeno-almoço já com as calças de rolar vestidas.

Na sala de refeições do hotel já nos aguardava uma copiosa refeição.
Deve ter sido provavelmente o pequeno-almoço mais abastecido que tivemos em toda a viagem. Torradas, pães, frutas, cereais, iogurte, tomate, queijo, carnes frias, croissants, donuts, outras pastelarias, e devo estar a esquecer alguma coisa… Chiça!

Os espanhóis faziam fila à frente do pão torrado e dos tomates (salvo seja). A torrada em Espanha também se come de tomatada.

Em cima do pão torrado, com os ditos cortados a meio (ouch!), o pessoal barrava o pão até ficar praticamente com a pele na mão. Depois, vai azeite e sal por cima. Obrigado, eu passo esta receita, e fico-me pelos doces.

Café é que estamos mal, era  aquela aguadilha escura espanhola a que já estamos habituados.

Comemos e repetimos. Saímos de lá bem satisfeitos.

Buscar as malas, pagar a conta e siga caminho.

O dia estava soalheiro mas a atirar para o fresco. Atestámos os depósitos à saída de Vielha e continuámos para Sudeste.

9h35 e estávamos despachados e a rolar. Seguimos pelo Val d’Aran atravessando umas quantas aldeias pequenas engraçadas em tudo semelhante a Vielha. Casas de pedra de telhados negros a pique.

Depois começámos a subir até ao pico de Port de la Bonaigua até uns 1600m de altitude.

E se estava fresco cá em baixo, lá em cima estava um pouco mais.

Ao chegar ao cimo, fomos recebido por esta comitiva.



Estes amigos são bem simpáticos e engraçados com as suas fartas crinas e aspecto arredondado. Estão relativamente habituados à presença humana, e não se negam ao contacto, embora também não o procurem.



Passaram por nós e seguiram para o pasto. E pasto não falta por ali.





Parámos as motas, e fomos espreitar em redor.



Tudo desértico, como todas as estâncias por onde passámos durante a viagem. Isto deve ser animado de Inverno, mas nessa altura não se deve andar por aqui de mota.





Andavam uns tipos pendurados em reparações dos teleféricos. Já se estava a preparar a época.





Voltámos às Tigers e continuámos pelo outro lado da encosta.

Começavam os laços fechados. A caminho passámos por um grupo de Tigers 800 que se encontravam estacionadas à beira da estrada. Não chegamos a parar mas fizeram-nos uma festa ao passar. Julgo que seriam franceses.

Viemos por ali abaixo com calma a curtir aquela maravilhosa estrada. De torcida passou a uma extensa recta com curvas redondas de boa velocidade. Adoro este tipo de percurso que nos proporciona uma estrada fácil (mas nem por isso menos divertida) e não nos prende demasiadamente o pensamento na condução. Sobra-nos uma reserva para apreciarmos devidamente o local por onde passamos. Gosto mesmo deste tipo de estrada.

Às tantas a estrada enfia por um vale, com uma encosta à nossa direita. Do lado esquerdo conseguíamos ver uma pequena albufeira mesmo junto à estrada.
Muito bonita a paisagem por aqui. Rolámos um bom bocado assim até sair dos Pirenéus. Depois começámos a trepar de novo o monte.

Estrada de piso razoável, enrolada com curvas estreitas, mas sem laços. O ideal para se fazer de mota. Fomos soltos sem exageros, mas a curtir bem aquele traçado.

Aqui a paisagem é desafogada. Já não se vêem aqueles pinheiros alpinos espalhados pela encosta. É serra ibérica, daquela a que já estamos habituados em Portugal.

Subimos um bom bocado até Port del Cantó (1718m de altitude) para aí fazer uma paragem.



Nesse momento, adivinhem quem chega? Os nossos amigos holandeses da autocaravana. Seria a última vez que os iríamos encontrar, eles seguiriam para o Sul de Espanha e nós íamos rumar para Norte, de novo para os Pirenéus, para Andorra.





Não demorámos por ali muito. A vista é boa, mas não particularmente espectacular. Voltamos ao asfalto desta vez para fazer a outra encosta do monte a descer.

Do outro lado, o traçado era mais agressivo e divertido. Muitas curvas encadeadas, alguma a requer algum cuidado.

O Rui seguia à frente, e às tantas numa dessas “chicanes” ficámos separados por um daqueles pequenos autocarros. Estávamos afastados uns 100 ou 200 metros, e eu atrás do mini-bus sem visibilidade. O Rui ia a controlar o trânsito e deu-me o OK pelo intercomunicador. E banzai! Lá vou eu! Rodo o punho de acelerador, e sem reduzir mudança ponho o Tigre a rugir. Este motor é fabuloso, não se nega a nada, em 20.000kms feitos devo ter recorrido uma ou duas vezes à caixa para fazer ultrapassagens.

O Tigre enche o pulmão e faço a curva toda fora de mão com visibilidade zero. O tipo do autocarro deve ter ficado de boca aberta a pensar que devia estar possuído por algum demónio.

Prosseguimos com a descida, por aquelas curvas malucas até lá abaixo. Um mimo. E estávamos finalmente a aproximar de Andorra.

Estávamos a prever uma passagem tranquila pela fronteira. O difícil não é entrar, é sair. E assim foi, entrámos sem paragens em Andorra.

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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por Cobra em Dom Out 13 2013, 22:34

Depois começa a confusão. Muito carro, muita scooter. Tínhamos um ponto de paragem no GPS, uma espécie de miradouro sobre Sant Julía del Lòria.





De facto aqui a vista é boa.



Continuámos em direcção a La Vella. Com o Sol quase a pique, o tempo estava a aquecer.

Em La Vella uma confusão infernal. Lá encontrámos a saída para Arcalís.

De La Vella a Arcalís a estrada é fantástica. Atravessam-se três ou quatro pequenas aldeias e depois a paisagem fica novamente selvagem e natural. Volta-se à atmosfera dos Pirenéus.



Já próximo do destino começa a subida em caracol. Mas a estrada é larga e conseguimos fazer os laços sem grande stress.



Chegámos ao topo de Arcalís, uma estância de Inverno, fechada por esta altura, claro está.





Batia um vento fresco desagradável. Nem sequer tirei o capacete.





O local deve ser bem animado nos meses de Inverno.





Existe uma estrada que continua até mais adiante, e que nos leva até próximo de uns lagos.



Decidimos não fazê-la, pois ali o alcatrão acaba logo e não tínhamos muito tempo hoje para aventuras. Ainda por cima, estavam horas de almoçar.



No caminho tinha reparado em três ou quatros restaurantes com menus a preços razoáveis. Voltámos para trás e fomos atentos no caminho às propostas.

Acabamos por parar num local com duas opções. Em cada lado da estrada anunciava refeições por menos de 15€. Optámos pela casa que nos pareceu mais jeitosa. E não há dúvida que foi uma boa escolha.



A casa tinha uns quartos por cima, e fazia função de hotel-restaurante. O interior era agradável, e a sala tinha janela em todo o seu redor.
Ficámos numa mesa junto à janela com vista para o exterior.

Veio uma senhora atender-nos dos seus cinquenta e poucos, e percebeu logo que éramos portugueses. Curiosamente, também ela, de Trás-os-montes… E o marido de Benavente, que era o cozinheiro. A comunidade portuguesa por aqui é grande, e este casal já por cá estava emigrado há muito tempo.

Menu de dois pratos, com uma ementa claramente influenciada pela gastronomia lusa.

Mais ou menos ao nosso lado, estava um casal espanhol nos seus entas. Os dois pareciam estar maravilhados com a comida… Bom sinal.

Para primeiro prato foi mais precisamente o que se vê.



Uma delícia, e algo que não nos é estranho. Uma roupa velha (migas de batata e couve) com uns pedacitos de entremeada e chouriço de sangue.

Estava divinal… E logo de seguida veio um belo bife com molho de pimenta.



Igualmente óptimo. Os produtos eram excelentes e o cozinheiro tinha jeito para a coisa, não fosse ele tuga.

Os espanhóis ao nosso lado, quase que lambiam os pratos. Tenho impressão que mandaram vir um pouco de tudo da ementa. O fulano de vez em quando até cantarolava. Estava-lhe a cair mesmo bem.

Para acabar, eu escolhi um pudim (daqueles caseiros, mesmo feitos com ovos) e o Barradas foi para a “crema catalana”, que é o mesmo que dizer leite creme, tudo caseiro.

Ficámos bem cheios com este fantástico almoço, excelente escolha. À medida que a senhora nos servia, íamos falando com ela. No final demos os parabéns ao chefe, e seguimos o nosso destino.



O tempo estava agradável. Sol com céu azul e algumas nuvens. Não muito calor, nem muito frio. Antes de regressar a La Vella, desviámos para Ordino. Mais adiante parámos num miradouro com umas curiosas esculturas.



Um raio de uns canos enfiados no chão, que quase pareciam uns totens. Trata-se de uma escultura de arte contemporânea conhecida por “Estructuras Autogeneradoras” e segundo o seu autor (Jorge Dubón) simbolizam as forças geomagnéticas da Terra.



Sou um tipo muito prático e até deixava aqui a minha opinião sobre o que acho da maioria da arte contemporânea, mas provavelmente não iria vos interessar…



Vou é vos dizer que a vista do miradouro que há uns metros mais adiante é soberba, directamente sobre Canillo.










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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por Cobra em Dom Out 13 2013, 22:38

Regressados ao asfalto parámos de novo as motas uns metros mais adiante para mais umas fotos, aproveitando a altura a que estávamos para a vista sobre Canillo.





Descendo, passaríamos por Canillo. O Rui tinha metido umas voltas no trajecto para nos fazer passar por dentro.

Saímos da estrada principal e enfiamos por uma secundária. Passámos por um polícia que parecia estar a querer fechar uma cancela atrás de nós… Perfeito, já passámos.
Uns metros à frente, demos com outra, mas fechada… Boa… Estrada inclinada a descer e uma cancela à frente.

As motas passavam pelo meio, mas sem as malas laterais. Para dificultar ainda mais, estava um autocarro encostado à esquerda logo a seguir às cancelas. Portanto teríamos de passar de esguelha pelo meio das ditas. O Rui estava à frente, seria o primeiro a passar. Estacionei a Tiger e fui tirar uma mala à mota do Barradas. Com calma lá passou.
Agora sou eu, mesma coisa. Tira mala, passa com cuidado, e estávamos os dois do outro lado da cancela, sem percalços. Situação estranha esta. Aparentemente aquele bocado de estrada fecha ao fim do dia… Enfim, siga para bingo. Agora é descer até La Vella e encontrar o hotel.

Novamente no meio da confusão, demos facilmente com o hotel. Esta noite as Tigers não iriam dormir ao relento. As garagens do hotel ficam nas traseiras do edifício, mas primeiro temos de ir à recepção. Depois de tudo acertado, demos a volta ao prédio e entrámos na garagem do hotel. Estacionámos as motas num cantinho e arrancámos dali com as malas pelo elevador. As instalações eram fantásticas. Hotel central, quatros amplos com aspecto renovado. Boa pinta.

Ainda tínhamos tempo para ir às compras. Trocámos de roupa e viemos cá abaixo.

Confesso que não sou um grande frequentador de Andorra La Vella. Compras e neve não é coisa que me fascine, prefiro Sol e passear. Mas ir a Andorra e não passar pelas lojas, é como ir ao Porto sem ver o Douro, ou a Lisboa sem ver o Tejo.

Seriam umas 17h30 e estava algum povo na rua. Vê-se muita loja de electrónica por aqui. Mas do que vi, sinceramente é preciso estar por dentro dos preços para ver se é efectivamente bom negócio. É certo que os preços são atractivos, mas não vi por ali nenhuma diferença particularmente espantosa. Talvez há uns anos atrás a coisa justificasse, mas hoje em dia com a facilidade de se comprar online fora e entrega à porta, acho que perdeu o encanto. Às tantas parecem mais lojas de chineses.



Andámos por ali nas calmas rua fora. Eu fui tirando umas fotos aqui e ali.



La Vella não tem nada de especial como cidade, à excepção talvez do edifício das termas que é curioso, por onde desta vez não passámos.



Às tantas entrámos numa loja, que à porta exibia uma série de doces em embalagens tamanho XL… Coisa boa.



Mas não era só, também havia ali muito álcool. E isso despertou a atenção do Barradas que se aproximou das garrafas de whisky.

Tudo estava a bom preço e em tamanhos a que não estamos habituados… Mas faltava ali um Famous Grouse (passo a publicidade) disse-me o Rui.



Havia ali uma senhora que logo nos disse que isto eram as amostras, nos pisos superiores havia mais. Na verdade estávamos num daqueles centros comerciais de vários pisos ao estilo espanhol. Vamos lá a isso então, que o homem precisa de combustível.

Descobrimos o sector das bebidas, e Jesus, o que havia ali de carburante. O Rui trouxe duas garrafas para oferta, uma das ofertas para ele próprio.

Eu passei pela secção de perfumaria e trouxe de lá um frasquito. A diferença neste tipo de produtos nota-se bem. No perfume seriam talvez uns 30€ de diferença.



Mais uma voltinha pelas ruas, e já estava o Sol a querer esconder-se.





Andava à procura de um filtro fotográfico, que acabei por encontrar numa destas lojas de electrónica. Mas o tipo teve azar comigo. Estava por dentro dos valores, e o que ele pedia não justificava a compra (ficava ao mesmo preço). Ficou lixado comigo, disse-me que o preço era irrecusável, e que quando não agrada o preço, é porque na verdade não se quer comprar. Expliquei-lhe que arranjava pelo mesmo valor em Portugal, e que portanto não justificava levá-lo de tão longe. Não acreditou, disse-me que duvidava. Neste momento devia ter-me calado, agradecido a simpatia e saído porta fora, ou então simplesmente com tranquilidade que se exige, mandá-lo à ao raio que parta. Não sei porquê, teimei com ele que efectivamente conseguia arranjar por aquele valor, e ele continuou a insistir que não… E ficámos assim… Grande boneco este fulano.

Regressados ao hotel, ainda havia um bocadito de tempo para copiar as fotos para o portátil e actualizar facebooks.

E o Rui estava felicíssimo com as suas novas aquisições.



O jantar estava incluído na estadia e era servido em modalidade de buffet no restaurante do hotel.

Desde o almoço que tinha ficado enfartado em comida, com um certo mau estar. Para não estragar mais a coisa, não abusei. Parece que estava a adivinhar o que vinha aí.

Jantar acabado, recolhemos à habitação para mais uma tecladas na net. Entretanto começámos a olhar o trajecto para o último dia. Para evitar o martírio da autovia que liga Madrid à fronteira, começámos a ver alternativas.

No decorrer do passado Iron Butt (http://www.comandopadeiros.org/t1532-iron-butt-cu-de-ferro-iberico-a-padeiro-15-16jun2012), fomos obrigados a fazer um desvio da A5 por um derramamento de carga na via. Por essa altura apanhámos uma nacional que nos fez passar por uma ponte antiga sobre o Tejo, e depois seguir uns dois ou três quilómetros ao lado deste. Procurámos esse troço e depois encontrámos ali umas voltas em redor disso, de forma a andarmos perto do rio. Vamos lá dar uma espreitadela nessa zona, sem comprometer muito o tempo. Distrai um pouco daqueles quilómetros entediantes de autovia.

E estava na hora de encostar a cabeça ao travesseiro para o merecido descanso. Achava eu…

Pelas 3h00 da manhã o meu mau estar transformou-se numa valente dor de barriga com C…

Daí em diante passei a noite levantado a caminho do WC… Aparentemente só eu acusei o tranco, o Barradas continuava a dormir o sono dos justos.

Não consegui pregar o olho. Assim se passou a noite, e pela manhã temos uma porrada de quilómetros para fazer… Está bom, está.

continua...

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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por Luís Azevedo em Dom Out 13 2013, 23:49

Levas mais Mérito pelo trabalho nos postais (são trabalhadas mas gosto).

Em Andorra la Vella, a Caldea não é propriamente umas termas, mas o edifício é de facto muito giro.
Já os pratos por 15 € parece um excelente negócio, melhor que as algemas, diga-se de passagem Gozar 
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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por Elisio FJR em Seg Out 14 2013, 17:55

Mais 1 M para o Cobra!!!

Claro que tens razão, Andorra para compras já era!!!!!!!!!!

E os Eur 30 de diferença no perfume não sei não, ou é falsificado ou já foi fabricado há anos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Há 5 perfumarias na rua principal todas da mesma gaja!!!!!!!!!!!!!!!

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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por Simone em Seg Out 14 2013, 19:22

Belas partilhas!! Fixe 
Mérito ! Smile 

Aguardo continuação!
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Já conduz... mal!
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http://martasimone.wordpress.com/

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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por Luís Azevedo em Seg Out 14 2013, 22:03

@Elisio FJR escreveu:
Claro que tens razão, Andorra para compras já era!!!!!!!!!!

E os Eur 30 de diferença no perfume não sei não, ou é falsificado ou já foi fabricado há anos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Há 5 perfumarias na rua principal todas da mesma gaja!!!!!!!!!!!!!!!
E mais 7 de outra... Os perfumes são vendidos a aprox. 50% do preço, mas o mais certo é comprar-se o dobro gastando o mesmo!
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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por carlosferreira em Qua Out 16 2013, 21:20

+1 Mérito para o regresso Smile 

________________________
http://pelomundoem2rodas.blogspot.pt/

https://www.youtube.com/user/micasimba/videos
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Motociclista a começar.
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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por fcgr em Sex Out 18 2013, 23:46

Mérito Excelente reportagem e belissimas fotos. Parabéns.
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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por jose.leal.560 em Qui Out 24 2013, 11:56

Parabéns. Tudo fabulástico, mas a imagem que para mim mais fica presente é esta :


Impressionante !! +1 mérito
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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por atikman em Sab Out 26 2013, 22:35

Absolutamente maravilhoso! +1 

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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por Cobra em Qua Nov 06 2013, 00:44

Ainda falta o desfecho da crónica, eu sei... não está esquecido!

Fica no entretanto um trailerzito do que está para vir, a minha primeira vídeo-crónica em FullHD (de muitas espero)...
Para ver no vimeo (sigam o link) em toda a plenitude da sua definição e pleno ecrã de preferência... Wink

https://vimeo.com/78682696

Cumps!

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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por Cobra em Ter Dez 03 2013, 00:09

Dia 06

É para levantar de manhã?... Não fiz eu outra coisa a noite toda.

Este meu desarranjo intestinal deixou-me de rastos. Mas o que tem de ser, tem muita força, e hoje tínhamos de sair de Andorra e seguir para Madrid.
Higiene matinal, um jeito na tralha, e descemos para comer alguma coisa. Café para mim e pouco mais que por hoje não quero "borrar mais a pintura"... literalmente.
O pequeno-almoço era farto e bruto do tipo americano ou melhor continental, este é o termo certo. Pão, bolos, fruta, ovos mexidos, carnes frias e quentes, um fartote…
Pagámos a conta e saímos com as motas. Na rua estava fresco. O vale de La Vella estava ainda na sombra. Rumámos para Sul em direcção à fronteira.





Ainda em Andorra abastecemos as Tiger até ao gargalo, ao preço a que está o precioso líquido (cerca de 1,20€) era burro não fazê-lo.
Tinha combinado com o Rui de levar uma das suas duas garrafas de whisky. Isto para evitar chatices à saída. O limite por pessoa é de 1,5lt para bebidas com graduação alcoólica superior a 22% (http://visitandorra.com/es/el-pais/comprar-en-andorra). Ora duas garrafas grandes de 40 e picos % cada uma não se livraram com certeza de ser taxadas. A passagem foi pacífica, nem sequer nos pararam, passámos tranquilamente.



Saindo do vale encontrámos o Sol. Céu limpo, um excelente dia em perspectiva. Acabámos por ter sorte com o tempo, tirando aquele dia mais cinzento entre Gavarnie e Vielha, o clima esteve agradável e constante, o que não é sempre garantido por aqui.





O Rui tinha encontrado um traçado alternativo à autovia, uma estrada entre Coll de Nargó e Figols de Tremp bem sinuosa por meio de um cenário interessante. Esta é uma das vantagens de se planear a viagem com antecedência, permite-nos estudar o terreno e não correr o risco de passar ao lado das coisas interessantes.



E raios, que estrada infernal (no bom sentido). Fomos durante uma boa hora por uma estrada estreita que ora subia, ora descia pela serra e que parecia não acabar mais com curvas. A paisagem era muito semelhante às nossas serras do interior. Encostas cobertas de arvoredo cerrado. Não fosse eu não estar nos meus melhores dias e aquele percurso teria sido eufórico. Fomos a bom ritmo sem exageros, a velocidades que o traçado permitia. Confesso que ao cabo de meia-hora disto já ia farto daquilo. O raio de uma dança que não terminava. Mais uma descida ao “esses” e finalmente alguma estrada a direito e logo de seguida passagem por Tremp. Estávamos a sair da serra.



E começámos a subir de novo. Agora com o Sol empinado e um pouco mais de calor. Parámos num miradouro que encontrámos de caminho, no Coll de Montiloba a 1080m de altitude.





Daqui avista-se muito bem Fígols de Tremp.



Enquanto por ali estávamos chega um casal alemão cada um na sua montada. Ele numa KTM SMT e ela numa mota de enduro. Ele não era baixo, mas ela era mais alta que ele. Aproximaram-se das Tigers, o tipo era simpático e trocámos umas palavras. Estava interessado numa Tiger, e rapidamente abriu o casaco para mostrar uma t-shirt da Triumph que tinha por baixo. Em casa, tinha uma Speed Triple. Depois disse-nos que estava a pensar comprar umas Tigers, que a SMT era um pouco viva de mais para estas andanças turísticas… Demos-lhe o nosso feedback, mas pela conversa deu para perceber que o tipo já estava convencido.



Despedimo-nos e continuámos o nosso caminho que nos levou a uma região curiosa. Zona agrícola de planícies e forte actividade pecuária que se fazia bem notar por cada aldeia que a passávamos. Muito gado por aqui.
Os vilarejos eram feios que nem sapos. Umas casitas mal amanhadas algumas por acabar, sem reboco ou por pintar. Ao cabo de passar umas quantas aldeias, percebe-se que não é defeito, é feitio. É assim a arquitectura da região. Para trás tinham ficado os chalés de telhados em ponta, aqui trabalha-se no campo, as necessidades são outras. Fizemos uns quilómetros assim, onde o estrume ou se via na estrada, ou se sentia no ar.

Ainda antes de apanhar as autovias em direcção a Madrid e de passar por Huesca passámos por um local curioso. Um troço curto de estrada que ladeia o rio Ésera . Um pedaço de caminho bem interessante enfiado numa espécie de garganta de rio.



Tivemos de parar para capturar umas imagens. Não ficasse tão longe, seria uma zona para regressar e explorar.





A estrada seguia afastando-se do rio, e mais adiante depois de passar ao largo de Zaragoça entroncámos na autovia. Daqui até a Madrid aguardavam-nos pouco mais de 300kms monótonos em velocidade de cruzeiro.
Acabámos por ir andando e já foi tarde quando decidimos encostar para almoçar… Eu nem queria saber de comer. Estava cansado, desconfortável mas com a dita situação controlada. Estava com receio que comer perturbasse alguma coisa. Mas bom, uma pessoa tem de se alimentar.

Parámos numa daquelas casas enormes que serve de apoio aos camionistas. Estacionámos as Tigers debaixo do alpendre e entrámos. A primeira sala estava reservada para petiscos ou "tapas" como por aqui se chamam. A segunda sala destinava-se a refeições ou "raciones". Fomos para a segunda sala, e ficámos logo de olhos em bico.
Lá dentro, numa divisão ampla estavam dispostas umas série de mesas com pessoal de trabalho a almoçar. Ao balcão estava um tipo novo, alto, com formato de armário. O tipo era mesmo grande, e o facto de estar a vestir um tamanho abaixo do que deveria exagerava mais o efeito. Junto dele estava uma jovem alourada, em cima de uns tacões que a faziam crescer para um metro e noventa. Com uma mini-saia (mais mini que saia) exibia uma bonita tatuagem num pernão que não deixava ninguém indiferente. Sentámo-nos e veio logo a "pequena" ter connosco. Aqui reparei melhor nas feições. Bonita com feições pouco espanholas,cabelo curto molhado, olhos cinza azulado, carregada de pintura (como é costume das damas por cá) e com uma argola no nariz… Bolas, o raio da argola é que não ficava ali bem… A rapariga estava a tratar dos pedidos. Pedimos um menu cada um. Optei pelo creme de verduras seguido de frango no forno. A moça reparou na minha câmara (sem segundas intenções, tá?) que costumo levar montada (sem malícia, ok?)... no capacete, e começou-me a fazer perguntas, sobre preços e tal. Ficámos a perceber que ela e o marido (o "gigante" ao balcão) pertenciam a um MC de ferros. Actualmente estava sem mota, só o marido é que rolava numa belíssima Rocket III que por acaso já tínhamos avistado lá fora. A comida estava na média, nem boa, nem má, antes pelo contrário.

E siga caminho que se faz tarde. Mais umas centenas de quilómetros a direito até à capital espanhola.

Estava completamente estourado e foi com algum custo que cheguei ao destino. Em Madrid, optámos por ficar afastados do centro num hotel que já conhecíamos. Bom preço, boas instalações e garagem para ficarmos descansados com as Tigresas. O Barradas foi à recepção fazer o checkin enquanto fiquei no passeio a olhar pelas motas. Daí a pouco o rapaz vem sai de lá todo encavacado... O Rui tinha-se enganado no dia das reservas, marcou-as para a véspera. Dado se tratar de uma reserva on-line, o valor já tinha sido debitado, cabendo-nos agora apenas fazer nova marcação… Só lhe disse: "Ó pá, se essa for a chatice da viagem estamos muito bem!…" Vamos mas é descarregar as burras que preciso de ir ao WC… Deixámos as Tigers na garagem e subimos aos aposentos. Os quartos parecem ter sido renovados e modernizados, boa pinta.

Chegamos ainda com luz do dia e não fosse a minha má disposição ainda teríamos dado uma volta ao centro. Mas estava mais para encostar que para passear.
Ficámos ali um bocado até à hora de jantar e descemos à rua para tratar da barriga... Quer dizer, eu fiquei pelos líquidos, achei que a coisa ainda não estava capaz. Não fomos muito longe, só até ao Burger King da esquina, que tinha um movimento incrível. Enquanto ali estivemos deu para observar a grande comunidade Sul-americana que vive em Madrid. As feições com características índias não enganam. O Barradas comeu uma hamburguesa típica, eu deitei abaixo meio-litro de Ice Tea e fiquei-me por ali. Voltámos ao Hotel e depois de umas tecladas na net seria hora de dar descanso aos ossos. Amanhã ainda temos um bom bocado de estrada até casa, a ver se tenho uma noite mais descansada.

continua...


Última edição por Cobra em Qua Dez 04 2013, 22:13, editado 1 vez(es)

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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por atikman em Ter Dez 03 2013, 00:21

Porra pá, andar a "pintar á pistola" é que não está com nada! Mas acontece… Smile 

O que eu me arrependo de não ter ido… Que burro

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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por LoneRider em Ter Dez 03 2013, 09:43

Muito bom sim senhor! Fixe 

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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por Cobra em Ter Dez 03 2013, 23:50

Ora então finalmente o desfecho.

Agradeço as mensagens que aqui deixaram, aqueles que tiveram paciência de seguir o relato, e aos que ainda a terão.

Dia 07

Mais um dia mais umas “tostadas” pela manhã. Fomos relativamente rápidos a arrumar a tralha. Tomámos um bom pequeno-almoço, ainda assim menos impressionante que na véspera. Eu passei melhor a noite, a situação parecia estar a estabilizar. Pagamos a conta, albardámos as Tigers e saímos de Madrid. Apanhámos um pouco de trânsito nos limites da capital antes de finalmente entrar na A5 que nos conduz até Badajoz. E que monumental seca é fazer a autovia, são quilómetros e quilómetros a direito sem nada de jeito para ver. Para atenuar este efeito tínhamos metido umas voltas que nos levariam até às margens do Tejo. Foi um troço que descobrimos durante o Iron Butt do ano passado quando nos obrigaram a fazer um desvio. Um pouco antes de Navalmoral de la Mata saímos então da autovia em direcção ao Tejo. Passámos por uma zona rural árida fazendo um percurso agradável até chegar à albufeira de Valdecañas, e que surpresa agradável.



Parámos na outra ponta junto a umas ruínas romanas defronte ao rio. Local muito interessante, nem que seja para tirar umas boas fotos.





Seguimos caminho, ainda pelo interior e reencontrámos o Tejo mais adiante na barragem de Valdecãnas que cria a albufeira.





Queimamos ali uns três quartos de horas, que para mim valeram bem a pena. Há ali uma região para explorar, aquele percurso ao longo do Tejo parece ser bem interessante.





Finalmente regressámos à A5 mais adiante, sem antes atravessar novamente o Tejo.





Daí em diante foi rolar em velocidade de cruzeiro até Badajoz.

Durante o caminho todo sempre que passávamos por TIRes portugueses fazíamos-lhes um cumprimento. A maior parte devolvia, outros nada, provavelmente não estariam atentos às nossas matrículas. É algo que sabe bem, no exterior encontrar patriotas nem que seja na estrada. Talvez seja aquele nosso sentimento patriótico que valorizamos sempre mais quando saímos do país.

Chegados a Badajoz, último abastecimento e aproveitar para comer qualquer coisa.



Almoço no tasco camionista da zona. Lombo de porco, ovo e batata frita, siga Em pouco tempo estávamos de regresso à estrada, e logo depois entrávamos em Portugal.

Sempre por nacionais, que são boas por aqui, fomos até Vendas Novas em ritmo calmo e descontraído. O bom tempo que no acompanhou desde Madrid parecia se manter até ao fim da viagem.

Metemo-nos na A6 e parámos na estação de serviço antes da Marateca para despedidas.

Ao atravessar a fronteira ganhámos uma hora com a diferença horária. Eram 17h00 em Portugal e estávamos a 60kms de casa.
Cansados mas satisfeitos e com a cabeça cheia de boas imagens… Um pouco mais de 3000kms que valeram mesmo a pena. Mesmo que destes 2/3 sejam só para lá chegar e voltar, aqueles 1000kms por aquela magnífica cordilheira foram inesquecíveis.
A estrada, a paisagem e as gentes tornam aquela região única. Nada tem a ver com os Alpes e muito menos com os Picos. O verde aqui é outro, as pessoas aqui são diferentes e as estradas são maravilhosas. Esta viagem encheu-me mesmo as medidas.

Talvez por estar habituado aos “nuestros hermanos”, o que mais gostei foi sem dúvida do lado francês. Parece inacreditável mas de um lado ao outro tudo muda. As pessoas, a paisagem, e até a temperatura. Em França predominam os pinheiros alpinos, a relva viçosa, as aldeias limpinhas e todas arrumadinhas, os ciclistas e os casais de velhotes que vivem por cá, todos muito educados e parecidos uns com os outros. Em Espanha tudo é mais selvagem, a paisagem menos homogénea, as aldeias menos arranjadas e mais saloias, e o povo na rua com mais folia.

Tudo correu na perfeição, sem percalços nem sustos. Mas também com a companhia que tive nem estava à espera de outra coisa. Quando se anda assim na estrada com uma relação de confiança tudo fica mais simples e tudo corre melhor. Acabamos por olhar um pelo outro, e não me estou a lembrar de outra forma de viajar onde se possa desfrutar do mesmo nível de companheirismo. Já são várias aventuras em duas rodas, muitas histórias para contar e uma batelada de quilómetros juntos por essas estradas fora. Mas nunca é demais agradecer a boa companhia do Rui Barradas.

E as Tigers… Bem, mas ainda há dúvidas? É preciso mesmo dizer de novo a maravilha que são? Wink



Fim!

ps: a crónica acabou, mas ainda há-de sair o filme Wink

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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por jmiguel954 em Qua Dez 04 2013, 04:04

Muito boa crónica.
Gostei!
Parabéns pelo passeio excelente que fizeram.
Segue Merito:+1: 

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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por Carlospira em Sex Dez 06 2013, 05:17

Boas,

Excelente foto-reportagem e maravilhosas paisagens !!
O relato também esta ao mesmo nível !!
Um abraço

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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por laabreu em Sex Dez 06 2013, 16:50

@Cobra escreveu:
Ficámos a perceber que ela e o marido (o "gigante" ao balcão) pertenciam a um MC de ferros. Actualmente estava sem mota, só o marido é que rolava numa belíssima Rocket III que por acaso já tínhamos avistado lá fora.

Não me canso de referir... finalmente a menção a um monumento magnificente... apenas e só por isso Mérito

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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por RCgomes em Sab Dez 21 2013, 01:24

exelente reportagem! aproveito para perguntar se existe alguem no forum que goste tambem de montahismo/alpinismo/escalada!?acampar

estou a pensar ir aos picos da europa escalar a torre de cerredo ou pirineus monte aneto!viagem de moto, acampar por ai , montain Hut, convivio e bebedeira com pessoal porreiro do alpinismo!

se alguem gosatar ou estiver dentro mandem PM. abraço

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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por Cobra em Dom Jan 25 2015, 11:14

Primeiro episódio, para ver ecrã cheio em 1080p.



Cumps!

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Re: Rota TransPirenaica #2013

Mensagem por Luís Azevedo em Dom Jan 25 2015, 15:23

Maio um mérito para a excelente partilha, que dá vontade de partir... Já!
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Re: Rota TransPirenaica #2013

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