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Em busca do Marco Lés a Lés

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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Seg Abr 24 2017, 23:08

@Espsanto escreveu:Continuo encantado com a tua viagem!Percebe-se que viajas já rico da experiência e conhecimento

Muito Obrigado as palavras que a mim dedicas.

Antes que a roda de a primeira volta, já li sobre todos os costumes do lugar que ela me leva.
A isto meu amigo, eu chamo de Viagem na Viagem!!
As vezes a lugares que chego pela primeira vez, que me parecem ter vivido a vida toda ali.
As vezes fico na duvida do que eu gosto mais, se das ditas viagens ou do conhecimento que elas me trazem.


Sensacional Kavafiz:


"Hás­‑de lá chegar, é o teu destino.

Mas a viagem, não a apresses nunca.

Melhor será que muitos anos dure

E que já velho aportes à tua ilha

Rico do que ganhaste no caminho

Não esperando de Ítaca riquezas."
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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Seg Abr 24 2017, 23:19

Portugal Lés a Lés


Braga / Guimarães / Chaves



De todos os dias durante a Trip em nenhum dia estive tão ansioso para partir como eu estava naquele dia, era naquele dia que eu chegaria em Chaves.
Vou explicar: Quando minha esposa falou pela primeira vez em irmos a Portugal visitar a irmã dela que daria a luz ao nosso sobrinho naquele mês eu fiquei relutante; disse a ela que não era meu estilo de viagem, que eu prefiro viajar de Moto, foi quando ela teve a sacada " Para me convencer" de me propor alugar uma moto lá...Não pensei duas vezes se é assim eu vou!! Mesmo assim pensei comigo: Eu vou mas quase tenho certeza que Portugal não me inspira a rodar de Moto, foi quando comecei a pesquisar, e não é que eu encontrei uma Estrada que realmente me inspirou? A Tal Estrada Nacional N 2 " Já falei dela nos primeiros posts" , . Porque ela me inspirou? segundo ao que eu lia se tratava da primeira estrada real de Portugal e a história desta estrada remontava as épocas romanas, ainda pensando comigo: Primeira Estrada Real de Portugal? pocha vida eu sou apaixonado pela estrada real brasileira e nem imaginava da existência desta tal estrada em Portugal, agora sim eu tenho um grande motivo para planejar uma viagem de Moto a Portugal.
Como eu ia dizendo: eu estava ansioso para chegar em Chaves era lá que estava o km Zero da Estrada Nacional N 2, seria naquele dia mesmo que iniciaria a verdadeira viagem a que me trouxe do Brasil para cá, sera através dela que eu vou cruzar Portugal de norte ao sul, 738 km de Chaves ao Faro.
Em Braga ao sair do Hotel, o recepcionista me acompanhou até a rua e antes que eu fosse me disse, não deixem de passar em Guimarães lá acontece neste final de semana a grande festa Afonsina. Eu louco para chegar em chaves e esse cara me vem com festa, mas sabem como é, curiosidade depois de acesa aguça, e lá fomos!!

Guimarães

Guimarães é uma cidade espetacular,o pouco que percorremos pelas ruas percebemos como ela é linda! lá chegando fomos logo ao centro histórico. Guimarães é uma das mais importantes cidades históricas do país, sendo o seu centro histórico considerado Patrimônio Cultural da Humanidade, tornando-a definitivamente um dos maiores centros turísticos da região. As suas ruas e monumentos respiram história e encantam quem a visita.
Por sorte chegamos muito cedo na cidade e as comemorações da festa Afonsina ainda não havia iniciado, os palácios e castelos estavam decorados enfeitados para a festa, como fomos os primeiro a chegar pudemos apreciar melhor todo o cenário montado para festa. Pelo pouco que sei a festa propriamente dita se trata de uma recriação das épocas antigas em que os reis recebiam convidados de outros reinos e tradicionalmente nas mesmas épocas antigas ainda hoje mantem a tradição.













Acabamos por não esperar pela , mas pelo cenário montado percebemos que seria uma grande festa,
mantivemos o foco no nosso objetivo que naquele dia era chegar em Chaves, e assim fomos!


Chaves


Vou falar a verdade, eita lugarzinho bonito é esse tal de Portugal!!! não tem lugar que você vá que possa dizer que é feio! Antes de chegar em Chaves nas breves pesquisas que eu fiz dois lugares apenas me chamou a atenção, o primeiro dele é logico que era o Marco Zero da E N 2 e o segundo era a famosa ponte de Romana de Trajano, me lembro que pensei comigo: Vou lá passo pela ponte faço umas fotos e logo sigo para a Estrada Nacional 2. Mas eu quebrei a cara, sabem daquele lugar que você chega e não quer mais ir embora? assim foi Chaves, uma pena que o nosso tempo estava comprometido!!

Junto ao rio Tâmega e a fazer fronteira com Espanha, a cidade de Chaves foi povoada por variados povos. Os Romanos chamavam-na de “Aquae Flaviae” (pelo nome do imperador Flávio Vespasiano) e, assim, passou o nome para os habitantes que são os flavienses.

É a história de Chaves, que se reflete no seu pitoresco centro histórico e em vários monumentos religiosos, assim como o seu castelo, que a tornam numa cidade que merece uma visita demorada. Repleto de ruas pedestres, comércio tradicional, com casas rústicas e de cores vivas. Passei na Rua Direita, uma das mais pitorescas da cidade, com algumas das casas mais tradicionais.










Rio Tâmega Ponte Romana de Trajano

Segundo a história construção terminou entre o final do século I e o princípio do século II d.C, no tempo do Imperador Trajano.
E fazia parte do itinerário que ligava Bracara Augusta (Braga) a Asturica Augusta (Astorga).
Tem 140 metros de comprimentos e 12 arcos. No tabuleiro sobre o rio Tâmega estão dois marcos cilíndricos: um para comemorar a construção da ponte pelos Aquaflavienses; outro é o Padrão dos Povos que dá a conhecer o nome dos 10 povos indígenas da época.





Sabem aquelas aqueles lugares que vendo uma fotografia você pensa consigo mesmo, este é um lugar que eu quero conhecer?
e lá chegando você percebe que nem era tudo aquilo!! Pois é, isso não aconteceu aqui, este lugar é exatamente igual ao que eu sonhei conhecer. Tanto é, que eu me sentei a beira do rio e incansavelmente fiquei a apreciar e nas melhores viagens que eu faço fechei os olhos e viajei no tempo!!










E assim foi nossa passagem por Chaves, antes de ir nos sentamos na margem do rio Tâmega e fizemos o nosso piquenique,
propositalmente ficamos a admirar as águas que passam, naquele momento eu estava ao mesmo instante praticando duas viagens, aquela ali vendo as águas passarem, e a grande viagem no tempo, e saibam que aquele tempo foi muito bom!!
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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Ter Abr 25 2017, 09:39

Portugal Lés a Lés


Estrada Nacional EN - 2



Eu estava prestes a fazer aquilo que eu fui lá para fazer!

Deixa eu explicar, nunca antes ouve motivos para que eu quisesse sair do Brasil para realizar uma viagem de Moto em Portugal, porem depois de ter rodado por todos estados do Brasil sobre Duas Rodas vislumbrei se um dia tivesse oportunidade conhecer um cantinho da Europa desde que fosse rodando numa Motocicleta, então um ano atras surgiu a oportunidade e com a gravides da minha cunhada que mora em Lisboa programamos a visita quando o bebe nascesse.
Daquele momento em diante iniciei leituras sobre viagens através do interior de Portugal, e uma delas quando soube pela primeira vez logo me acendeu o desejo de realizar, o titulo da leitura era: Pela Estrada Nacional 2 e em seguida essa descrição:

De todas as estradas de Portugal há uma com uma mística e algo de lendário que a distingue das outras, e a quem foi dado o nome de Estrada Nacional N2 (antiga ESTRADA REAL). Foi Projetada como ligação entre Chaves e Faro num percurso vertiginoso pela espinha dorsal do país sendo a estrada nacional mais extensa de Portugal e a única que o atravessa de lés a lés.



Desse dia em diante não parei mais de pesquisar e tudo que eu lia aguçava ainda mais meu desejo de percorre-la, principalmente quando li em negrito o que dizia assim; ( antiga Estrada Real ), foi quando atinei pela primeira vez e pensei: Se as Estradas Reais existentes no Brasil foram projetadas pelos portugueses é lá então que nasceram? Eu que Rodei por todos os caminhos das nossas estradas reais logo sonhei assim: Um dia quero rodar pela primeira estrada real portuguesa. Para mim sonho é quase plano e já me bastava que ela fosse uma Legitima Estrada Real Portuguesa para que eu quisesse conhece-la. E assim continuo lendo, e a leitura foi me dizendo assim:

(Esta rota, uma das três maiores em todo o mundo (atrás da mítica rota 66 dos EUA e da rota 40 na Argentina)

É difícil encontrarmos a história da Estrada Nacional 2 já que muito pouco ou quase nada se encontra escrito sobre ela. Foi Estrada Real nos finais do séc. XIX, eu também li assim: EN - 2 confunde-se com a própria história, sendo que muitos segmentos já eram as principais vias romanas que atravessavam a Lusitânia. Péra lá!! Eu estou lendo isso? Alguns trechos foram segmentos das antiquíssimas vias romanas? Então novamente paro a leitura e me volto em pensamentos, rota 66, ruta 40, Estrada Real? E digo a mim: Esta história eu li e esta historia eu quero contar, por sorte só sei contar das histórias que vivi e se agora eu conto é porque aqui dentro do peito ainda pulsa muito viva todas curvas, serras e retas desta magnifica Estrada.


Já que é para contar vou logo dizendo, nada se compara as nossas Estrada Reais, e se quer com a Ruta 40, eu estive lá eu sei que não, a não ser talvez pelo traçado norte a sul que as duas ai sim se comparam...Porem deixemos as comparações de lado e vou dizendo que mesmo que em comparação elas não se pareçam, ela por si só é tão magnifica quanto qualquer uma das citadas. e é assim que eu vou contar e desmentindo o que eu mesmo acabo de dizer, vou comparar!!



Marco Zero da Estrada Nacional N 2 - Chaves - Portugal

A única comparação com as nossas Estradas Reais são os Marcos, estes sim estão lá, tal qual os da ER e foram exatamente eles os Marcos da EN - 2 quando os vi pela primeira vez, que me inspiraram este caçador de Marco a esta nova caçada e é através deles que esta história segue de Lés a Lés.
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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Qua Abr 26 2017, 09:49

Portugal Lés a Lés


Estrada Nacional EN - 2 / Preparação da Viagem

Como disse antes, esta Estrada há algum tempo me fascina, fui reunindo e compilando as poucas informações, consultando mapas e fazendo pesquisas sobre os locais que passaria pois queria absorver o máximo possível dos lugares a passar, já que me agarrar num mapa ou GPS e fazer apenas os 738 km da EN - 2 de forma rápida não estava nos meus planos. Estava em Lisboa já próximo do Algarve seria mais pratico fazer o inverso de sul a norte "Suja" mas não eu faço questão de de começar no km zero em Chaves e terminar no km 738, dai que como tinha que ir até Chaves desde Lisboa desenhei um outro percurso todo também pelo interior e pelo litoral para chegar a Chaves onde não rodei em nenhuma Auto Estrada ou itinerário principal, o que foi outra experiencia muito interessante, culturalmente e gastronomicamente.
Dependendo do que se pretende o percurso da EN-2 pode ser feito desde em 2 dias no mínimo, e até uma semana ou mais, em 2 dias para quem apenas quer rolar pelos 737 km e a partir daqui pelo programa feito à medida daquilo que queremos fazer da viagem, no meu caso a opção foram 5 dias, sendo que um deles foi para fazer uma pausa em Góis para efetuar um percurso pelas aldeias da serra de Açor, uma outra pausa pela Serra da Estrela e as aldeias centenárias, uma terceira pausa para percorrer pelas curvas da recém eleita estrada mais bela do mundo a Nacional 222 e uma quarta pausa já ao Sul no Alentejo mais ditamente na cidade de Évora e finalizando uma quinta pausa já depois de percorrer a EN - 2 pelo litoral Sul o Algarve.

Total 737 km de Estrada N2 aos quais acrescentam mais 800 km em percursos citadinos, desvios para visitas locais e nas aldeias da Serra do Açor, Serra da Estrela, EN 222 em Peso da Régua o que totaliza desde Chaves a Faro cerca de 1500 km.
Para cruzar o país pelo interior para chegar a Chaves foram percorridos outros 1500 km o que totaliza a viagem completa em 3000 km, gastei mais 6 dias pelo interior do país num percurso por Óbidos, Nazaré, Porto, Viana do Castelo, Caminha, Braga, Guimarães e
Chaves efetuado por Espanha. Este percurso rendeu varias histórias e a totalidade da ida e volta a Chaves sempre por montes e vales é sem dúvida uma viagem épica.



Obs. Desde já deixo claro que neste post " Preparação" já que fizemos uma preparação muito parecida.
Por falta de tempo, partes deste texto foi compilado " Com pedido de permissão" do Blog do amigo Jota.


Blogues aos quais agradeço as dicas publicadas que foram importantes param a viagem:

http://marafado.wordpress.com/2010/02/2 ... acional-2/
http://desenhosdodia.blogspot.com/2009_ ... chive.html
http://motosedestinos.forumeiros.com/t9 ... acional-2/
http://estradanacional2chavesfaro.blogspot.com.br/

E assim Liguei a Moto e parti em busca dos primeiros Marcos









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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Qua Abr 26 2017, 09:55

Portugal Lés a Lés

Estrada Nacional EN - 2 - Chaves / Peso da Régua


Partimos de Chaves falava pouco para onze da manhã, fomos até o marco zero da EN 2 e de lá partimos em direção ao sul, já nos primeiro quilômetros rodados eu pude perceber que realmente eu fiz a escolha certa, penso: faremos uma belíssima viagem. Aqueles seriam os primeiros 100 km desse primeiro trecho, inicialmente senti falta de curvas, porem nem tanto, tente imaginas deliciosas retas ladeadas das frondosas arvores. Logo passo pelas pequenas vilas e cidadezinha, Vilela do Tâmega, Vidago, Vilarinho de Samardã, Cumieiras, enfim as curvas chegaram e com elas as paisagens mais belas deste país, se de um lado serpentava as curvas do Douro do outros as serras e as vinhas dos melhores vinhos dessa terra.



Vidago está situada a quinze quilómetros de Chaves, sede do concelho a que pertence, sendo atravessada pela estrada nacional EN 2. A vila está localizada no fundo de um vale apertado onde confluem o rio Avelames e a Ribeira de Oura, em cujas margens se plantam videiras. Em volta estão as serras do Alvão e da Padrela.







FOJO DO LOBO DE VILARINHO DA SAMARDÃ





Peso da Régua, é uma cidade situada na região de Trás-os-Montes, junto ao Rio Douro, conhecida por ser a capital da região demarcada que produz o célebre vinho do Porto. Era daqui que partiam os típicos barcos rabelos, de madeira, que desciam o rio Douro para transportar os barris de vinho até Vila Nova de Gaia, onde o vinho envelhecia nas caves.



O Fabuloso vale do Douro património da humanidade, que a EN-2 atravessa nesta descida desde Vila Real até Peso da Régua, é indiscritível a beleza deste percurso serpenteando por entre os socalcos das vinhas do Douro este é sem duvidas o ponto forte desta 1ª etapa.



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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Qui Abr 27 2017, 08:31

Portugal Lés a Lés

Sabe onde fica a melhor estrada do Mundo? É em Portugal!



Aqui em Peso da Régua abri meu primeiro parentese e sai momentaneamente da Estrada Nacional 2 e fui pilotar na melhor estrada do mundo para pilotar uma Moto. É isso mesmo!! segundo os portugueses esta estrada foi eleita pela "Avis Rente a Car" como sendo a melhor estrada do mundo para se pilotar uma Moto ou um automovel. Uma fórmula definiu que a N 222, que liga Peso da Régua ao Pinhão, é a melhor do planeta para pilotar, eu não me defino como piloto, mas depois ler algumas manchetes e muitas delas dizem assim : Esta estrada portuguesa foi eleita a melhor do mundo para pilotar; A “melhor estrada do mundo” tem vista para o Douro". eu estando ali pertinho não podia deixar de conferir e fui, mas antes deixa eu falar como é que ela foi escolhida a melhor do mundo.

Com 93 curvas, a EN 222, que atravessa o vale do rio Douro, oferece a melhor experiência de condução do mundo porque «o tempo gasto nas retas torna-se o momento ideal para apreciar a paisagem envolvente antes de chegar à próxima curva, enquanto possibilita ao condutor o prazer e emoção de uma condução desafiante», salientou a análise.

Para encontrar a melhor estrada do mundo para pilotar, a Avis rent a car desenvolveu o Índice de Condução Avis (ADR – Avis Driving Ratio) com uma equipe composta por um físico quântico e designers de pistas de Fórmula 1 (F1), de carros de alta cilindrada e de trajetos radicais.

A geometria da estrada, o tipo de condução, a aceleração média, o tempo de frenagem e as distâncias foram os fatores tidos em conta para desenvolver o ADR das estradas.


Agora nesse momento estou aqui em Peso da Régua rumo ao Pinhão, deixo neste instante todas as manchetes, física quântica e matemáticas e vou!!! Nestas matérias que sempre fui mal, hoje eu tirei um dez, e este dez me veio assim: Primeiro segui todos os 27 km demoradamente até o Pinhão, sempre serpenteando o Douro e por falar em Douro, imagine tudo que você sabe sobre este rio, continue imaginando os seculos de histórias e tradições, agora abaixe a viseira ligue a Moto e viaje!!! Assim eu fiz! Eu é que não vou desmentir a matemática quântica vou apenas acelerar, se preocuparam tanto com a matemática que esqueceram de dizer que viajar serpenteando o Douro é mais que sonho, me belisquem, me despertem o rio faz uma curva logo ali!! Fui e sonhei a ida foi um sonho puro deleite e voltei todos os 27 km Pinhão rumo a Peso da Régua, só que agora como o Piloto Matemático, acelerei, fui ao meu limite, voei baixo na melhor estrada do mundo! Digo: será que existe sensação igual? até pode ser que sim, porem melhor, digo que não!







Em 27 quilómetros sucedem-se 93 curvas, algumas bem apertadas, outras mais suaves, e que são intercaladas por retas relativamente longas. Esta podia ser apenas mais uma estrada sinuosa do interior de Portugal, mas acaba de ser considerada a melhor do mundo para pilotar. Trata-se da N222, no trecho que liga Peso da Régua ao Pinhão, com o rio Douro sempre como companhia ao longo de todo o percurso.



A estrada ideal tem uma relação 10:1, que é como quem diz dez segundos de reta para cada segundo gasto a curvar. A N222, a tal rainha portuguesa, regista 11:1, o mais próximo da perfeição entre as candidatas, ganhando assim o rótulo de "World Best Driving Road"



A ligação entre o Peso da Régua e o Pinhão proporciona uma «viagem gloriosa», com vista para a região vinícola do Douro, declarada Patrimônio da Humanidade em 2001 pela UNESCO, e permite desfrutar do prazer de conduzir, alternando frequentemente o estilo de condução.

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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Qui Abr 27 2017, 20:25

Portugal Lés a Lés

Peso da Régua / Góis


Antes de partir provamos da gastronomia local de Peso Da Régua eu pedi cabrito assado, mas o bacalhau que a Deise escolheu me pareceu mil vezes mais gostoso que a minha escolha, nesse almoço pedimos dois vinhos um tinto para mim e um branco para ela, acontece que ela não toma vinho, acabei por tomar os dois, pensei: vou sair daqui bêbado, demoramos um pouco mais no restaurante e sai de lá completamente restaurado,os vinhos me fizeram foi muito bem!! A tarde estava com temperatura agradável para viajar de Moto, acelerei pouco e fui devagar apreciando cada curva, cada reta e todos os Marcos...Talvez movido pelo vinho, todas as vezes que passava por um Marco traçava um paralelo com os Marcos do Caminho velho e caminho dos Diamantes da nossa Estrada Real, ali desliguei o intercomunicador e viajei fundo na viagem, internamente, não sei se ainda pela alegria que as duas taças de vinhos me causaram ou pela paisagem ou pela paixão que tenho pelas estradas, uma emoção muito forte me tomou, relembrei quando ainda planejava a viagem e eu imaginava: Vou rodar por trechos de uma das estradas mais antigas da Europa e agora estou aqui passando bem no mesmo lugar onde um dia foi um traçado das vias Romanas...E assim viajei no tempo, viajei pelos Marcos, eu rodo pela EN 2 um pensamento me vem na cabeça: E aqui me pego Riscando o Mapa de uma terra que até ontem acontecia somente em sonhos!!
Assim vejo passar as cidades, vilas, freguesias, conselhos, distritos, primeiro me vem a vila do Quintião, logo ali passo pela deliciosa cidade de Lamego, depois Castro Daire e Viseu. Aqui fazemos o nosso pernoite, nessa noite novamente saímos para tomar vinho, muito vinho eu trocaria todo leite do mundo pelo vinho dessa terra, uma pena que não pude tomar ainda mais. Enebriado pelo vinho adormeci cedo, antes avisei a recepção do hotel nos acordasse por volta das sete trinta da manhã, naquela noite se sonhei, deveras sonhei com a estrada ela me trouxe até aqui e amanhã ela me levará por um dos destinos mais esperados da minha Trip, mas enquanto não chega amanhã ainda meio que acordado vou sonhando com todas as curvas que faremos pela a sonhada Serra da Estrela.





Devo salientar que não tivemos que madrugar para cumprir etapas, já que as mesmas foram planejadas para serem feitas com toda a calma, chegando também cedo aos destinos muito antes do final do dia, para um bom aproveitamento de todo o percurso.



Vestígios que ainda persistem dos antigos rails de proteção



LAMEGO

A entrada em Lamego faz-se pela Avenida Dom Afonso Henriques até ao largo da Sé e a saída pela Rua Alexandre Herculano, para se retomar a EN-2 seguindo as indicações de “Mata dos Remédios”. A velha EN-2 normalmente quando atravessa cidades perde a sua identidade e toma nomes de rua, a prévia consulta de mapas é indicado, já que nem sempre o GPS nos guia exclusivamente para a EN-2.

Lamego é uma cidade do Distrito de Viseu, sendo a segunda maior cidade do distrito, está situada na margem sul do rio Douro. Considerada uma cidade histórica e monumental, pois possui uma grande quantidade de monumentos, igrejas e casas brasonadas. O edifício do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios em Lamego é uma construção em estilo barroco toda trabalhada em granito, todos os adornos, tão elegantemente refinados no granito, são admiráveis. A parte frontal do Santuário é a parte mais admirável de todo o edifício, fascinando todos os que a admiram.



Após a saída de Lamego seguimos direção a Castro Daire, ali um susto, quase que aquele cão interrompe nossa viagem, por pouco ele não nos derruba, tranquilo só podia ser um cão português, alem de não sair da frente veio ainda mais ao nosso encontro, para não atropelar fiz a curva pela contra mão, por sorte nenhum carro vindo. Depois do susto pensei: este foi o único cão solto que eu vi durante toda a minha estada em Portugal, o susto talvez tenha sido grande por jamais imaginar que encontraria um cachorro na estrada ainda menos numa curva.



Passagem pelo Km 150 na zona de Vilar do Monte, a 20 km de Viseu, aqui a EN-2 segue quase sempre paralela a Auto Estrada A-24, mas serpenteando montes e vales. A paisagem é bonita muito sossego e transito raramente.





A entrada em Viseu faz-se por Abraveses, aqui termina a EN-2 e ruas tomam outros nomes até que passemos pela cidade e a retomemos o seu curso rumo ao sul

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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Sex Abr 28 2017, 10:58

Portugal Lés a Lés


Serra da Estrela / Torre / Piodão / Gois


A Estrada Nacional 2 por si só é digna de qualquer Motociclista que queira viajar Portugal de norte ao sul, rode por ela e já terá feito um belíssima Trip, mas acontece que ela desconhece a falta de generosidade, e generosa que é me vem assim, vejam só: A pouco menos de dois dias ela me trouxe das fronteiras com Espanha ainda ao norte e ainda lá passamos pela ponte Romana de Trajano, logo depois do seu primeiro cento de km me deixa as portas de Peso da Régua e me deixo levar pela melhor estrada do mundo até o Pinhão, inebriado pelas vinhas e pelo vinho do Douro em nem tomo folego e antes de atingir o km 200 ela me traz todo espetáculo da Serra da Estrela.
Partindo de Viseu faço o meu segundo parentese e me aparto cento e poucos km da Estrada Nacional 2 e sigo em direção a Serra da Estrela. Ali sim cada km que eu avanço em direção ao cume eu fotografo, converso com pastoreiros, provo dos queijos da Estrela, e principalmente agradeço, É isso mesmo, eu agradeço pelo milionésimo trilhão de vezes pela oportunidade que eu tive ao escolher o Motociclismo o principal meio a me mostrar o mundo, e cada quilometro que rodo se confirma ainda mais minha paixão pelas duas rodas, sentir este ar puro embora gelado soprando meu rosto, o perfume dos pinheiros que esta brisa me traz não há em Paris um alquimista capaz de me propor tal fragrância, conversar pessoalmente com os pastoreiros que guardam a mais antigas tradições do pastoreio, não há em livros que eu possa ler a mesma emoção; Não há outro veículo nem que seja um 4x4, nem trailler, carro , ou a mais missilica nave espacial capaz de me dar tamanha vontade de seguir pelos cantos do mundo, mais que uma Motocicleta.
As estradas e principalmente as estradinhas que me levam através do Parque Nacional da Serra da Estrela não deveriam estar subrinhadas em mapas, eu se fosse eles as poria entre versículos de adoração, de tão belas, mais que os versículos! É, elas me elevam rumo ao altíssimo, mesmo que o altíssimo naquele dia
fosse apenas o cume daquela magnifica Serra.



Ainda nas estradinhas aos pés da Serra da Estrelas gosto de pensar que estou sendo recebido pela floresta de pinheiros e ali logo e pouco longe de ti Serra, tuas curvas como perfume de pinho e flores do campo me vem!!! Se assim pouco longe já me tem, penso: E depois daquelas curvas, que será me vem?








Aldeias da Serra / Conselho de Seia

Naquele dia, os pastores acompanhados dos rebanhos, provenientes das várias aldeias do concelho, cumpriam a tradição...
a tradicional subida dos rebanhos e dos pastores à Serra da Estrela em busca de melhores pastos. Esta prática, ainda tão enraizada na comunidade pastoril do concelho.









Cão da Serra da Estrela é uma raça de cães natural de Portugal, da região montanhosa com o mesmo nome. Possui todas as qualidades requeridas nesta região agreste, é inteligente, leal e valente. Estima-se que seja uma das raças caninas mais antigas da Península Ibérica.





Vale do Rossim


O Vale de Rossim é atualmente uma zona de lazer à beira do lago no centro do Parque Natural da Serra da Estrela.
O Vale do Rossim situa-se a uma altitude média de 1467 m. faz parte do conjunto da barragem do vale do Rossim.







Barragem do vale do Rossim.



A Torre

A Torre localiza-se no topo na imensa Serra da Estrela, no concelho de Seia, e é o símbolo do segundo ponto mais alto de Portugal, situado a 1993 metros de altura.

Diz-se que já o Rei D. João VI (1816-1826) teria mandado erigir aqui um monumento em pedra, de modo a completar a altitude da Serra até chegar aos 2000 metros de altura.

Dizem que a Torre é famosa pelos seus lençóis de neve durante os meses de Inverno, atraindo um grande número de turistas, e de Verão, em dias claros a vista pode abranger até ao mar, na zona de Figueira da Foz. De fato, as temperaturas mais baixas de Portugal são registadas no cume da Serra, chegando mesmo a atingir -20°C no Inverno.













Assim encerramos a visita ao Topo da Serra da Estrela, belo Porem incomparável se a comparação for com as aldeias ao redor da Serra,
aqui bem próximo rumamos para a Serra do Arganil parte do mesmo conjunto de serras do Parque Nacional da Serra da Estrela.
Trave os freios que o melhor esta por vir.























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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Carlospira em Sab Abr 29 2017, 16:44

Boas Saulo,

Belissima viagem estamos fazendo na tua companhia !!

Levas mais um Mérito para o resto da viagem..

Um abraço

________________________
CARLOS PIRES
Mama Sumae !!
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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Dom Abr 30 2017, 09:21

@ Carlospira, muito obrigado pela companhia!
Bora lá que tem mais!
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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Dom Abr 30 2017, 09:31

Portugal Lés a Lés


Serra da Estrela / Serra do Açor / Piodão



Estive apenas dois dias nessa região e talvez ao comparar eu possa me sair mal, mas ao rodar pelas estradas do Parque Nacional da Serra da Estrela a região do Brasil e um conjuntos de serras que me vem a cabeça é a região da Serra do Rio do Rastro, Corvo Branco, Campos de cima da Serra os Canyons da região de Cambara do Sul, guardada as proporções é dessa região que eu me lembro ao rodar por estas belíssimas estradas. Aqui cravadas entre as serras ai sim não há comparações estão as aldeias que se perdem no tempo e na história deste país, uma delas o Piodão eu tive a oportunidade de conhecer, melhor ainda que conhecer a aldeia milenar é rodar por estas estradas sinuosas da Serra do Açor,. A Serra do Açor é uma serra no centro de Portugal,, faz parte da Cordilheira Central, de que fazem parte a Serra da Lousã, Açor e Serra da Estrela.


As estradas Serra da Estrela

Ainda hoje existem muitas estradas rurais por quase toda a Serra da Estrela, uma pena não ter tido tempo de rodar por elas, as principais estradas são modernas de asfalto impecável e todas elas muito sinuosas e nesse aspecto talvez a mais belas que já rodei, imaginei vir para cá no inverno depois me dei conta que para rodar de Moto acabei fazendo a escolha certa de vir no verão, todas noticias dão conta que a maioria das estradas tem acesso restrito no inverno, fico pensando se isso aqui é belo assim no verão imagina toda coberta de neve?






Cabeça Do Velho


A Estrada Nacional 232 é uma das que cortam toda Serra da Estrela, nela algumas maravilhas podemos apreciar sem se quer descer da Moto, a Cabeça do Velho, a nascente do Mondengo, a barragem e o Vale do Rossil.




Piódão

Por entre caminhos e veredas, hoje estradas, atravessando ou ladeando a Serra do Açor e de tal forma deslumbrados com a paisagem, quase nos esquecemos dos precipícios que acompanham a estrada que sai de Arganil: são 35 Km de surpresas sucessivas que terminam numa das mais antigas aldeias serranas de Portugal, o Piódão. Um percurso inesquecível pela Serra do Açor, em estradas estreitas mas extremamente bem sinalizadas.







Enquanto percorremos a Serra do Açor, ao mesmo tempo que nos deixamos encantar pelo aspeto majestoso e puro da paisagem, a curiosidade e a impaciência invadem-nos. Piódão teima em permanecer escondido para, inesperadamente, deslumbrar com a sua arquitetura, que tão bem exemplifica a capacidade que temos para de forma harmoniosa nos adaptarmos aos mais inóspitos e também mais sublimes locais. Como se de um presépio se tratasse, as casas distribuem-se em redor dos socalcos, nas quais pontuam o azul e o xisto, por entre sinuosas e estreitas ruelas, que em cada canto escondem a história da Aldeia Histórica de Portugal de Piódão.







Algumas viagens se sobrepõe sobre ela mesma de varias formas, as vezes pelas paisagens, outras pela história, é o que chamo de viagem na viagem e dessas viagens a que eu mais gosto embora me imponha sobrepeso é a viagem gastronômica e em Portugal esta viagem se faz ainda muito melhor que em qualquer outro lugar que eu tenha ido até hoje. Aqui se come e bebe muito bem e o melhor na maioria das vezes não se paga pelo glamour do restaurante, percebi que aqui se paga o que realmente o alimento vale e se comparando a outros lugares, aqui se paga muito pouco e se come muito bem. E hoje mesmo que fosse para furar o bolso eu brindaria de qualquer forma, não sei quando voltarei para este cantinho da aldeia que eles chamam de Poiódão mas que poderia facilmente ser chamado de Paraíso. Alimentamos a alma ao avistar as serras, agora é justo alimentar o corpo, vamos brindar porque o vinho daqui é muito bom!!


























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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Dom Abr 30 2017, 09:47

Portugal Lés a Lés

Estrada Nacional 2

Góis / Praia fluvial da Peneda Rio Ceira


Depois de termos atalhado Viseu acima rumo a Serra da Estrela, Aqui estamos novamente rodando pela Estrada Nacional 2, um pouco antes passamos pela Serra da Estrela e toda região da Serra do Açor, Piódão, Arganil. Eu estava em estado de graça, hoje rodamos por caminhos e lugares espetaculares, na minha cabeça um único pensamento: Agradecer e agradecer por tudo que vimos e conhecemos naquele dia. Ainda em pensamento eu me dizia: Puts hoje foi foda, duvido que na viagem haja outro dia tão belo como foi o dia de hoje. Mas acontece meus amigos que estamos rodando pela EN 2, aqui rapidamente uma beleza de sobrepõe a outra, a minha atenção estava voltada ao Marco 300 da EN 2 que alcançaremos a qualquer momento não queria perder a oportunidade de fotografar o Marco 300, nesse trecho a EN 2 passa exatamente pela vila de Góis. A intenção era rodar pelo menos mais 100 km naquele dia, era cedo por volta das três da tarde...Mas acontece como disse antes esta estrada propõe uma beleza após outra, e não é que ao passar pela Vila avistamos uma belíssima praia pluvial, paramos sobre a ponte para termos certeza daquilo que estávamos vendo. É uma praia? a Deise me perguntou, aquela pergunta eu entendi assim: vamos ficar por aqui hoje?




Ainda sobre a ponte esta foi a nossa primeira vista que tivemos da praia.



Góis esta exatamente a 300 km de Chaves, internamente comemorei o encontro do Marco 300 e disse a mim mesmo,
quer saber? nem quero rodar mais hoje, está um tarde quente nós vamos nos deliciar naquela praia.
Ficamos sabendo que não há hotéis em Góis, descobrimos um único residencial " Especie de pousada" bem a margem do rio Ceira, eleito por mim o rio mais belo de toda viagem e olha que a maioria dos rios de Portugal são paradisíacos. Isso é um paraíso, olhei para Deise e pensei: Sera que estamos revivendo nossa lua de mel?




Com mais de oito séculos de existência, a Vila de Góis está situada a cerca de 40 Km de Coimbra, num vale estreito e profundo, o Vale do Ceira, encravado entre as serras do Carvalhal e do Rabadão. A vila medieval de Góis é maravilhosa, com certeza é um dos mais bonitos lugares do centro de Portugal, o encantador Vale do Ceira, é aqui onde o rio começa a alargar e a tornar-se mais calmo, para depois se juntar, na Portela a 30 km oeste, ao rio Mondego.

Paraíso natural, margeando o rio as montanhas do Penedo de Góis, com os seus 1043 m de altura, são palco para a prática da caça e pesca.
Os seus rios, de águas puras e cristalinas, oferecem variadas praias e piscinas fluviais onde nos refrescamos e contemplamos a paz e beleza circundante.
Em redor de Góis, passeamos por um vale cruzado por pontes centenárias tendo o Ceira como nosso anfitrião.









O Vale do Ceira é a representação viva da expressão “vale encantado”, composto por toda uma paisagem idílica, repleta de elementos de grande riqueza e biodiversidade, com um elemento natural sempre bem presente, o Rio Ceira, cujas águas cristalinas serpenteiam por todo o vale, conferindo-lhe uma riqueza singular.




Rio Ceira / Praia da Peneda e Praia do Pego Escuro

Não há palavras que possam descrever o prazer sentido, num dia quente de Verão, ao se entrar na água pura e cristalina deste rio.



Praia da Peneda











Praia do Colmeal




A Ponte Real da vila de Góis foi mandada edificar por D. João III em 1533









Depois de tantas belas imagens, o que me resta dizer? Aqui abro um parentese para o meu ponto de vista sobre as viagens de Moto.
Para mim não teria sentido algum viajar de Moto se fosse para seguir a risca um roteiro pronto, não tem sentido estipular hoje ou vou daqui e vou para lá e não se permitir parar por um ou dois dias naquele lugar que realmente me encantou somente porque antes já fiz uma reserva num tal hotel lá na p*** que pariu.
Góis foi um desses lugares, que nos meu plano de viagem jamais apareceu em qualquer pesquisa que eu tivesse feito antes, por sorte passei sobre aquela ponte e aquele lugar me chamou assim como o imã chama o aço, essa é a liberdade que o Motociclismo me propõe é assim que eu fujo do que chamam de pacote. E por ultimo Góis me reservou uma outra viagem, a gastronômica, lá tive a oportunidade de provar iguaria que não há em qualquer outro lugar do mundo, só é encontrada no interior de Portugal, essa sim da mais legitima iguaria tipica portuguesa o Maranho da Sertã ou como eles também o chamam Arroz de Bucho.



O maranho antigamente era servido apenas em alturas festivas, como nos casamentos e nas festas de cada povoação. Na ementa tradicional enriquecia o cozido, mas hoje o maranho é frequentemente servido com outros acompanhamentos, como o almeirão - uma salada de inverno que se pode consumir simples ou juntar o feijão-frade ou batata cozida, dependendo do gosto.




































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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Luís Azevedo em Seg Maio 01 2017, 20:05

Grande relato!!!

Para um residente deste pequeno canto é curioso ver o que suscita o interesse de um viajante do outro lado do oceano, sobretudo por revelar um particular grau de sensibilidade e de estudo sobre o destino.

Há uns detalhes a acertar numa próxima visita como a foz do rio Mondego - maior rio a nascer em Portugal - na Figueira da Foz. Já Aveiro tem o seu interesse, mas sou suspeito...

Obrigado pela partilha e um grande mérito!
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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Elisio FJR em Ter Maio 02 2017, 10:38

Saulo wds ganhou 1 M pelo espectacular roteiro e respectiva crónica!!!!!!!!!!!

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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por luisfilipe em Qua Maio 03 2017, 17:08

Espectacular do inicio ao fim desde o relato as fotos em tudo espectacular, e obrigado por me dar a conhecer um pouco mais do meu pais e me suscitar curiosidade em conhecer certos locais que aqui descreveu e ilustrou muito bem, de momento estou a viver no seu pais (Maceio-AL, Brasil) mas em breve deverei retornar ao meu e ai sim sem duvida terei que ver alguns destes locais.

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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Qua Maio 03 2017, 20:19

@Luís Azevedo escreveu:Grande relato!!!

Para um residente deste pequeno canto é curioso ver o que suscita o interesse de um viajante do outro lado do oceano, sobretudo por revelar um particular grau de sensibilidade e de estudo sobre o destino.
!

Se tenho um arrependimento é o de não ter conhecido sua terra muito tempo antes.
Se tenho aluma certeza é a que muitas outras vezes a este país eu quero voltar!!!

Já estive em outros países viajando numa Motocicleta, porem nenhum deles supera Portugal em belezas históricas e naturais. Este país é perfeito para se viajar de Motocicleta. Parabéns pelo país que tens!


@Elisio FJR escreveu:Saulo wds ganhou 1 M pelo espectacular roteiro e respectiva crónica!!!!!!!!!!!


Muito obrigado pelas palavras que a mim dedicas!
O roteiro realmente é espetacular!!


@luisfilipe escreveu:Espectacular do inicio ao fim desde o relato as fotos em tudo espectacular, e obrigado por me dar a conhecer um pouco mais do meu pais e me suscitar curiosidade em conhecer certos locais que aqui descreveu e ilustrou muito bem, de momento estou a viver no seu pais (Maceio-AL, Brasil) mas em breve deverei retornar ao meu e ai sim sem duvida terei que ver alguns destes locais.


Calma que ainda tem muita história pra eu contar desta terra!!
Fico lisonjeado ao saber que as histórias lhe inspiram a conhecer teu país.
E você tem viajado de Moto pelo Brasil? Ai nas proximidades de Maceió há lugares instigantes para motocadas.
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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Qua Maio 03 2017, 20:33

Portugal Lés a Lés

Estrada Nacional 2

Góis / Vila de Rei


Depois de passar um dia recarregando as baterias dos celulares, GPS, Câmeras, corpo, alma e mente em Góis, voltamos a estrada. Este trecho é especialmente belo e sinuoso findamos toda Serra do Açor, subimos e descemos pela Serra do Caniçal e rumamos pela belíssima Serra da Milriça, lá avistamos a Bica Dágua que segundo os Castelenses é a melhor água de Portugal. Logo a frente nos desviamos novamente alguns km da EN 2 subimos ao topo da Milriça e registramos nossa presença no Centro Geodésico de Portugal, estamos no centro de Portugal, Norte a Sul, Leste a Oeste aqui é o meio, ou seja estamos na metade exata da viagem rumo ao sul, cumprimos o primeiro Lés!!!







Triste percebi que alguns Marcos da EN 2 foram substituídos por placas iguais a esta.

Um a um fomos registrando todos os Marcos da EN2, em dado momento fui devagar eu queria encontrar o Marco 339, esse marco delimita a metade exata da Estrada Nacional 2, acontece que neste trecho a estrada esta passando por uma revitalização e infelizmente os Marcos foram tirados e substituído por placas, por sorte fomos subimos ao topo da Milriça e lá encontramos o grande Marco " Histórico" Geodésico de Portugal me dei conta que o Marco 339 estaria bem substituído pelo Marco Geodésico. Fizemos as fotos e por alguns minutos contemplamos a vista do Topo da Serra e assim felizes voltamos a EN 2 . Deste trecho em diante a Paisagem muda bruscamente logo estaremos nas planícies Alentejanas.




Cumeadas Serra do Caniçal e Serra da da Milriça



Na fonte percebemos, a água é realmente boa, tanto é que gentes de todas freguesias aqui estão.








O Centro de Portugal é Aqui!
Bora rodar, ainda temos um longo dia pela Frente.
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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Qui Maio 04 2017, 10:33

Portugal Lés a Lés

Vila de Rei / Évora

O Alentejo Dourado



Aos poucos e bem devagar vamos deixando as serras e as curvas sinuosas para trás e a Estrada Nacional vai tomando um novo aspecto de beleza. Estamos avançando pelo tom dourado do Alentejo, mesmo em pleno verão até aqui nada de calor, pelo menos nada que eu pudesse comparar com o calor do verão no Brasil, mas foi avançar as rodas sobre o Alentejo logo percebemos que nessa terra é que se faz calor e é incrível como isso acontece, uma linha imaginaria que divide a região, nós já havíamos passado por quase todas as outras regiões de Portugal e em nenhuma das vezes percebemos oscilações na temperatura tal qual sentimos ao avançar rumo ao Alentejo.







Dos estados do Brasil, comparo o Alentejo ao nosso Rio Grande do Sul que também no verão faz muito calor, os campos sem exageros, alguns faziam lembrar o Pampa, as vestimentas e paramentos do Alentejano é fácil comparar ao do Gaúcho, as fazendas e o roçado de Girassol em muito é quase que estar no Rio Grande do sul, mas as comparações terminam ai, a culinária é uma dessas que em nada se compara a gaúcha, eu não vi churrasco por aqui! a cozinha daqui tão boa ou melhor que a gaúcha, me desculpem os gaúchos " Acho que muito melhor" enquanto no sul do Brasil a culinária sofre influências, italianas, e alemãs, aqui da influência muçulmana ficaram as sordas e as Migas, naquele dia eu provei do Gaspacho Alentejano, sopa fria refrescante com fartas migas de pão alentejano e como não poderia deixar de ser acompanhada de vinho, ai sim me permiti o esbalde, foram logo duas garrafas.





Na parede do restaurante os quadros mostravam o orgulho pioneiro do Alentejano.

Nesse dia almoçamos demoradamente, o efeito etílico do vinho nos impôs tal demora, assim muito melhor pudemos observar as pessoas ao nosso redor um deles o garçom num ritmo frenético sozinho atendendo mais de dez mesas sem deixar de dar atenção a nenhuma delas, me lembro que falei para Deise: precisamos de algumas pessoas igual a esse para trabalhar conosco, alguns minutos depois o movimento do almoço diminuiu e na nossa messa se permitiu um dedo de prosa, logo percebemos que a destreza dele era fora do normal para um funcionário qualquer, ele era o proprietário do restaurante, nos minutos de prosa contou um pouco da história da cozinha alentejana, foi quando eu pedi a segunda garrafa , eu precisava conhecer melhor aquele homem, e tirar dele algumas receitas, foi assim que eu aprendi a preparar o gaspacho alentejano. Quem quiser provar eu faço, só preciso que me tragam duas garrafas do legitimo vinho alentejano.



De aspecto simples o Gaspacho Alentejano : Sopa fria e crua refrescante de sabor único.

Se Tuga eu fosse e antes pudesse escolher onde nascer só escolheria se fosse para ser do Alentejo, terra apaixonante, paixão daquelas que nos fazem transpirar, eu algo devo ter daqui...Ligamos a Moto e seguimos estrada afora aos poucos um a um víamos os Marcos ficando para trás. A estrada deliciosa nos remete acelerar, e assim fomos um pouco mais...Ainda longe mas constante no pensamento; Évora, Évora, hoje é lá que eu vou chegar.
















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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por luisfilipe em Qui Maio 04 2017, 14:57

"Calma que ainda tem muita história pra eu contar desta terra!!
Fico lisonjeado ao saber que as histórias lhe inspiram a conhecer teu país.
E você tem viajado de Moto pelo Brasil? Ai nas proximidades de Maceió há lugares instigantes para motocadas."

Sim tenho conhecidos varios locais por aqui de mota mas a mota que comprei a 4 anos Honda Sahara 350 ja velhota nao me permite afastar muito mas tenho aproveitado bastante ao ponto de considerar esta  moto a minha moto depois de tantas horas e km juntos seri injusto ir embora do Brasil e a deixar para a tras, ja estou a ver o transporte da minha mota para Portugal, o complicado sera la a legalizacao visto este modelo nao ter saido la e la pedem me a ficha de homologacao da mota para a poderem homologar, ja tentei tudo por ca e ninguem sabe o que é e onde poderei conseguir esse documento.

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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Sex Maio 05 2017, 15:13

@luisfilipe escreveu:
Sim tenho conhecidos varios locais por aqui de mota mas a mota que comprei a 4 anos Honda Sahara 350 ja velhota nao me permite afastar muito mas tenho aproveitado bastante ao ponto de considerar esta  moto a minha moto depois de tantas horas e km juntos seri injusto ir embora do Brasil e a deixar para a tras, ja estou a ver o transporte da minha mota para Portugal, o complicado sera la a legalizacao visto este modelo nao ter saido la e la pedem me a ficha de homologacao da mota para a poderem homologar, ja tentei tudo por ca e ninguem sabe o que é e onde poderei conseguir esse documento.

Uma pena que certas burocracias te impeçam de levar a Moto.
Aqui no Brasil você até consegue trazer uma Moto do exterior e regulariza-la, porem o que impede são as cobranças de impostos e a burocracia o que por fim acabam não compensado.

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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Sex Maio 05 2017, 15:31

Portugal Lés a Lés

Évora



Em Montemor o Novo saímos da EN 2 dobramos a esquerda e seguimos em direção a Évora à trinta quilômetros de onde estávamos, "Nisso a EN 2 foi perfeita passa a margem de tudo que eu quis conhecer em Portugal" . Alguns meses atrás quando iniciei os planos para viajar através da EN 2 olhando no mapa aleatoriamente, uma cidade me chamou atenção pelo nome "Évora" me lembro que gostei tanto desse nome que pensei comigo: como é que eu nunca ouvi falar desse lugar antes? Então fui lá e digitei no Google, e a ler fiquei com vergonha de mim mesmo, como é que eu nunca me atentei a este lugar? Tudo que eu li a respeito de Évora me acendeu ainda mais o desejo de conhece-la, e se houve um lugar que eu desejei conhecer em Portugal não houve nenhum que fosse mais que Évora.



Estes trinta quilômetros da EN 2 até Évora percorri numa estradinha que parecia ter sido tirada de um conto e eu para não cometer injustiça melhor não contar, mas digo que rodaria duas ou três vezes mais se necessário fosse para chegar aqui. Nestes instantes que o caminho por chegar ainda me separa da tão desejada Évora, me permiti sonhar, e ao chegar perceber que tudo que sonhei era ficha se comparado com a emoção de estar aqui.
Eu não sei se vocês tem estas frescuras " Eu tenho" , quando enfim bem a tardinha por sorte ainda o sol não se pôs e antes mesmo de me acomodar num hotel eu disse para Deise: Primeiro de tudo quero fazer uma foto da " Moto" ao lado das Ruínas do Templo Romano de Évora e ao fazer a foto " Mesmo correndo risco de a Moto ser apreendida estacionei sobre a calçada e ao lado do Templo fiz a foto" . Uma felicidade tamanha me invadiu, para mim aquela foto era o ponto alto de toda a viagem, podem acreditar sonhei com esta foto desde de o primeiro dia que eu soube deste lugar. Imaginem a emoção, eu estava diante de uma das mais antigas obras Romanas, não resisti e além da foto encostei minhas mão nas colunas fechei os olhos e viajei tempo afora e numa das cenas do meu sonho eu me vi personagem daquele tempo, e o que sonhei foi muito belo, sonhei que era um deles a assentar as primeira pedras. Imaginem vocês se preferirem sonhem como eu sonhei, naquela multidão de homens trazendo o granito que vinha de muito longe me senti um deles, vivendo no tempo deles...isso sim eu digo; é a verdadeira viagem. Eu vi nascer a primeira pedra. Em sonho não sou o Imperador, nada me basta mais que ser apenas um deles!!



Olhar para este Templo Romano, também conhecido (erradamente) como Templo de Diana, é como regressar ao passado e idealizar tempos que já lá vão. É um dos mais importantes marcos históricos de Évora, senão o mais importante, sendo também um dos mais visíveis símbolos da ocupação romana na cidade.



Construído no início do século I, d.C., Ainda hoje este monumento é conhecido como Templo de Diana por muitos portugueses e mesmo eborenses. A confusão explica-se, talvez, devido a uma lenda criada no século XVII que associava a construção do “Templo de Diana” em Évora em honra da deusa romana da caça. A História viria a revelar que, na verdade, o Templo Romano de Évora foi erigido para prestar homenagem ao Imperador Augusto, venerado como um deus, fazendo parte daquilo que seria o fórum romano. Foi modificado nos dois séculos que se seguiram (II e III d.C.) e destruído em parte no século V, aquando da invasão dos povos bárbaros.



Sobre a base do Templo Romano assentam ainda catorze das suas colunas coríntias originais. Muitas destas colunas ainda conservam os seus capitéis, feitos de mármore branco de Estremoz. O pavimento, que se crê ter sido revestido por mosaicos, desapareceu por completo.





Escultura em mármore nos remeteu a imitar o beijo roubado,
Obrigado Deise sou muito feliz por ter tido oportunidade da sua companhia,
Na vida tive varias oportunidades de viagens, contigo viajo pela principal viagem da minha vida, o amor!

Pelo seu ambiente tranquilo e acolhedor, é fácil perceber porque é que esta cidade, que teve origem na época romana, foi escolhida pelos reis de Portugal no séc. XV para viver, fato que contribuiu para o desenvolvimento e importância cultural que teve nos séculos seguintes. Na verdade, foi a sua longa história, e o fato de se ter preservado um conjunto urbano representativo dos séculos XVI a XVIII até aos dias de hoje, que levou a UNESCO a classificar Évora como Patrimônio Mundial.


Infelizmente ou felizmente o caminho que me trouxe à Évora é muito belo e por conta das belezas do caminho acabamos por atrasar a nossa chegada na cidade, chegamos no final da tarde. Há muito que se ver, conhecer e fazer em Évora, mas naquela tarde estávamos felizes pela rápida caminhada que fizemos pelo centro histórico, nossa viagem ainda estava longe do final, optamos e nos conformamos felizes com o que vimos e oxalá teremos outra oportunidade. No dia seguinte partimos pela manhã mas na verdade a vontade era de permanecer ali para sempre. Soubemos no hotel que naquela noite seria o encerramento das festas juninas na cidade, aproveitamos o tempo que ainda tínhamos e fomos festejar.

Curiosidade: Évora todavia me proporcionou mais um deleite, antes de viajar a Portugal pesquisei da gastronomia popular regional e uma dessas que planejei foi provar do Leitão da Bairrada, através da Confraria gastronômica do Leitão da Bairrada escolhi que provaria da iguaria ao passarmos pela região da Bairrada, acontece que passamos pela região fora do horário de almoço e perdemos a oportunidade, seguimos em frente esta seria uma das poucas planejadas que não realizaríamos. Fui surpreendido ao saber que as melhores comitivas da Confraria do Leitão da Bairrada estariam presentes no encerramento da festa junina de Évora. Moral da história, até o leitão que eu perdi ao passar pela bairrada tive a oportunidade de provar aqui. assim acabamos que não ficou nada da nossa programação para traz... até tu leitão!!!




O leitão


A escolha do leitão é fundamental para termos um produto final excelente. De preferência dever-se-á escolher um leitão nascido e criado na região da Bairrada. Bísaro e Malhado de Alcobaça, são duas raças ideais devido às características do animal. Trata-se de um leitão esgalgado e pernalto, de orelhas pendentes. De crescimento lento e engorda difícil, estes leitões têm uma proporção de músculo maior que de gordura, originando uma carne pouco atoucinhada mas muito entremeada, cujo sabor é melhorado com a alimentação, rica e variada. Outrora, dessa alimentação, faziam parte as bolotas dos carvalhos que existem em abundância na mata do Bussaco e, em menor quantidade, por toda a região da Bairrada, o que conferia um sabor particular à carne.
Mas o leitão usado na confecção do “Leitão da Bairrada” não tem direito a provar outra iguaria que não seja o leite materno já que, se o fizer, a carne não terá o mesmo sabor.
A mãe do leitão deverá ter uma alimentação natural como é uso na região.
A sua idade deverá estar compreendida entre um mês e mês e meio no máximo.
O seu peso em vivo deverá ser de 7 a 8 kg.


















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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Dom Maio 07 2017, 12:14

Portugal Lés a Lés

Estrada Nacional 2

Adeus Alentejo


Naquela manhã partimos da cidade de Évora e retornamos a EN 2 a partir do mesmo lugar que havíamos deixado no dia anterior. Difícil descrever a minha súbita paixão pela região do Alentejo, sabe aquela sobremesa preferida que apreciamos devagar prolongando ainda mais o seu sabor? Era bem assim a condução da Moto naqueles últimos quilômetros da EN 2 ainda pela região do Baixo Alentejo, devagar fomos deixando para traz as pequenas vilas e cidades as paisagens e o tom dourado daquela terra. E assim contei a meu modo a minha busca pelos Marcos da EN 2 pela região do Alentejo. Que venha agora a última região cortada pela Estrada Nacional 2 o Algarve.


























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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Seg Maio 08 2017, 11:00

Portugal Lés a Lés


Estrada Nacional 2 / Algarve


Rota da Cortiça



Toda viagem quando vai se aproximando do final sinto aquela sensação de aperto no coração, e aquela pergunta nos vem: Poxa vida já esta acabando? Pois é estamos chegando no final da Trip, à poucos quilômetros atravessamos os limites da Região do Alentejo com o Algarve, agora sim estamos literalmente ao sul de Portugal à menos de 150 km do Mar e nos encontramos nesse momento no Sotavento Algarvio, " O Algarve é dividido em duas regiões o Sotavento e o Barlavento" e como podem perceber os nomes foram dados em alusão a direção dos ventos, não entendo muito, mas sei que Sotavento geralmente é por onde o vento sai...Ou seja, estamos onde o vento sai! Especialmente nesse dia não percebemos a presença do vento, não havia sopro a Sotavento e muito menos a Barlavento. Como eu estava dizendo no inicio a Trip esta chegando ao final, mas nós vamos relutar bravamente e faremos de tudo para retardar o final.
Ainda quando rodávamos pelo Alentejo, a margem da estrada passamos por algumas arvores descascadas de caules avermelhados, eu particularmente nunca tinha vista uma série de arvores daquele jeito todas descascadas, pensei: que judiação fazem com as arvores? e se não bastassem descascar ainda passam merthiolate no caule " Antigamente havia um ditado que dizia: passar merthiolate no machucado é como passar pelo inferno". ao avançar pelo Algarve aquela cena foi ficando ainda mais comum e mais arvores descascadas víamos pelo caminho, até que chegamos em São Brás do Alportel, lá o que mais víamos pelo caminho não eram mais as arvores e sim pilhas de cascas das arvores, novamente eu pensei: sera que isso ai é alguma especie de canela e eu não conheço? curioso que sou não me aguentei e num desses sítios fui lá ter com eles e soube naquele instante que eram cascas se Sobreiro " Cortiça" . Sem saber estávamos passando pela Rota da Cortiça. quer dizer que a EN 2 faz parte da Rota da Cortiça e eu não sabia? pera lá que eu vou saber!! E assim momentaneamente interrompemos mais uma vez nossa rota rumo ao sul e fomos explorar e conhecer a Rota da Cortiça.



O Descasque é um dos momentos altos que marca a vida do Montado do Sotavento Argarvio: de 9 em 9 anos para cada árvore, é a altura do descortiçamento. Os trabalhadores estão dedicados nessa altura a retirar (com a perícia que só a experiência confere) a cortiça dos sobreiros, deixando os seus sólidos troncos com uma cor avermelhada e criando uma das mais tradicionais imagens da região.



A Cortiça e a típica vila de São Brás de Alportel, são o denominador comum de um percurso que nos leva a conhecer melhor aquele que é o único produto em que Portugal é líder mundial, e a conhecer o Algarve para além das suas belas praias.
Mais do que um percurso, a Rota da Cortiça é um convite à descoberta dos mistérios da relação ancestral entre o Homem e o Sobreiro, e dos encantos, por muitos desconhecidos, do Barrocal e da Serra Algarvia.



A passagem pela Serra do Caldeirão ao encontro dos sobreirais e das pilhas de cortiça.
Aqui é possível desfrutar da paisagem, respirar fundo, ouvir o chilrear dos pássaros.



Fruto da proximidade da Serra do Caldeirão, a norte, e a linha de cerros do Barrocal, a sul, que proporcionam um paraíso climático para os montados de sobreiros, S. Brás de Alportel tornou-se um importante centro econômico devido ao desenvolvimento da indústria corticeira.







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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Seg Maio 08 2017, 11:09

Portugal Lés a Lés

São Brás do Alportel / Faro


À partir de São Brás do Alportel a EN 2 aos poucos vai tomando as formas sinuosas da Serra do Caldeirão, dizem quem contou que são 365 curvas, uma curva para cada dia do ano. Os Sobreiros e Rota da cortiça vão ficando para traz agora a paisagem é invadida pelo Medronheiro selvagem típicos das serras Algarvia, arbusto frutífero qual o fruto é conhecido como o morango do outono, e pela famosa aguardente de Medronho.
Os Marcos, eles eu não posso me esquecer, foram eles que me inspiraram toda esta viagem a Portugal, foram eles que me guiaram por toda EN 2, agora falta poucos quilômetros para que eu me encontre com o derradeiro deles, antes sabedor que sou que o final do caminho esta próximo diminuo o ritmo e em velocidade lenta passo por cada um deles e presto minha homenagem, fotografo todos que posso.
Este ultimo trecho a estrada toma titulo de Estrada Patrimônio N 2, aqui nesses últimos kms fluo devagar é como se eu fosse parte de tudo a minha volta. Outros que ainda não estiveram pela N2 não, porem eu sim posso afirmar, Eu faço parte dessa estrada, a partir de hoje faço parte dessa história e elas irão em mim até o fim.


As curvas da Serra do Caldeirão









Casa do Cantoneiro


Por todo caminho passei por algumas casas de Cantoneiro, a maioria em estado lastimável de conservação, no trecho que ela toma nome de Patrimônio algumas casas de Cantoneiros foram restauradas, e ainda conservam alguns traços do que algum dia foram, um deles são os azulejos que sinalizam as distâncias.



As casas dos cantoneiros das estradas foram construídas, em Portugal, desde a segunda metade do século XIX, para habitação daqueles operários. Porém, a maioria das que hoje se conhecem devem-se ao Estado Novo, que lhes conferiu as características que as identificam e que as tornaram parte do patrimônio rodoviário português.
Tratam-se de pequenos edifícios que são o testemunho de uma época marcada pela industrialização e o crescimento dos centros urbanos, verificando-se a necessidade de se rasgarem estradas, construir caminhos-de-ferro outras vias de comunicação para ligar as cidades e os países entre si. A sua existência prende-se com a necessidade de se manter as estradas em bom estado de conservação e limpeza, tendo os cantoneiros através da sua ação de limpeza do acostamento também contribuído para a prevenção de incêndios florestais.
Nos dias que correm, por terem perdido a sua função e levando consigo parte da história e da memória do trabalho de conservação e das próprias estradas, as casas dos cantoneiros têm sido voltadas ao abandono e correm o risco de desaparecerem.









Os últimos Marcos































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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

Mensagem por Saulo wds em Seg Maio 08 2017, 11:18

Portugal Lés a Lés


O Encontro do Marco Lés a Lés


Na vida esta ansiedade em busca de coisas que estarão fora de moda e desatualizadas no mês que vem me causam um nó e depressão. E o contrario disso é a sensação que descrevo nas linhas seguintes.
O motociclismo que escolhi fazer este sim me causa as melhores e duradouras sensações. a sensação de iniciar e terminar algo planejado ou sonhado é indescritível!! Talvez o motivo da maioria das viagens serem temáticas e nessa Trip segui por vários temas o mais importante dele foi que eu chamei de, A busca do Marco Lés a Lés, lembram o que diz lés a lés? É o mesmo que : uma ponto ao outro, de norte ao sul, do inicio ao fim. E para mim o Lés a lés não estaria completo se não encontrasse o último Marco da EN 2. Lá estava ele a menos de mil metros, nesse espaço de de distância me propus retroceder no tempo, me lembro que à alguns meses tudo não passava de sonho,quantas não foram as vezes que eu me realizei em somente ler a respeito desse lugar? e eu imaginava, um dia vou rodar por esta estrada do inicio ao fim, de Chaves ao Faro. E aqui estou a poucos metros de realizar o sonho, esta sensação de realizar algo do inicio ao fim que eu cito acima, essa não tem preço essa eu levo comigo.




Marco Zero Chaves - Portugal


Lá em Chaves ainda no Marco Zero me lembro que pensei: Estou a quatro dias do Lés a Lés.
Eu não imaginei que o que viesse nos kms seguintes pudesse alterar como alterou minha perspectiva deste País,
viajar pelo interior de Portugal me remeteu as coisas simples da vida, este povo, esta terra me trouxeram de volta a boa sensação que não é preciso ser dependente do modismo. Sem me alongar eu só estou tentando dizer que estou com saudades, do seu pão e do seu vinho, nada me falta tanto.




Marco Lés a Lés: No inicio ao Fim, de Norte a Sul, Lés a Lés!!!

A maioria do relatos que li a respeito da Estrada Nacional 2 dão conta que ela termina no km 737 nos arredores da cidade do Faro. Me recordo de ter lido que ela vai ainda alguns quilômetros além, sigo mais um km e não é que eu encontro postado numa das avenidas centrais da cidade, ele o Marco 738...Agora sim aquela sensação de realização me invadiu de verdade, estou aqui diante do Marco Final da mítica Estrada Nacional N 2 a estrada mais longa de Portugal, considerada por muitos tão mítica quanto a Rota 66 ou quanto a Ruta 40. Se é tão mítica ou não eu não sei. Sei que estou completamente feliz pela EN 2 ter me mostrado o que há de melhor nesse país, a simplicidade do interior. Nisso ela é fantástica!







Faro - Portugal











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Re: Em busca do Marco Lés a Lés

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