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Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Seg Maio 29 2017, 10:07

Rota das Fronteiras


Alter do Chão - O çairé




Festa do Sairé "Çairé"

A festa do Çairé em Alter do Chão é uma manifestação que mistura elementos religiosos e profanos, começando com o hasteamento de dois mastros enfeitados com frutas regionais, no qual homens e mulheres o disputam separadamente, seguido de ritual religioso e danças folclóricas desempenhadas pelos moradores do balneário. No último dia, na segunda-feira, ocorrem a “varrição da festa”, a derrubada dos mastros e a “cecuiara” (almoço de confraternização), entre outros eventos. A programação termina à noite, com a festa dos “barraqueiros”.
Atualmente a festa conserva muito pouco da sua originalidade. Ganhou destaque a disputa existente entre o Boto tucuxi e seu rival, o Boto-cor-de-rosa, cetáceos típicos da América do Sul.
Além da própria festa, a beleza da mulher "Amazônica" se fez presente nos rostos das belas Paraenses a comida regional típica, peixe " Acari" assado na brasa o Tacacá se destacam entre muitas outras, três dias e três noites de festas com certeza deixou um gostinho de quero mais!





Trinta anos atrás estive na Amazônia e provei o Acari assado na brasa, depois daquela vez nunca mais ouvi falar naquela iguaria, fiquei surpreso ao perceber que ainda hoje preparam do mesma maneira que antes, ele vai para brasa do mesmo jeito que saia da água, ainda vivo. depois de assado se tira a casca e tempera com tucupi, sal, pimenta de cheiro, limão e se come com farinha d'agua do mesmo jeito de trinta anos atrás...





Tacacá Outra iguaria tipica que eu gostei muito trinta anos atrás, mas desta vez mesmo insistindo não consegui ir até o final da cuia, a goma de tapioca e o jambu já não me apetecem como antes.







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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Seg Maio 29 2017, 10:16

Rota das Fronteiras

Alter do Chão


Na areia da praia com quem me trouxe até aqui.



Na Madrugada do terceiro dia antes de ir embora fiz um tour pelas praias do Tapajós, foi assim que me despedi de Alter do Chão. Em poucas horas embarcaria minha Moto em outro barco o meu destino agora era o Amapá, mas ao chegar ao porto de Santarém fiquei sabendo que o embarque que aconteceria as onze da manha foi adiado para as seis da tarde, sabendo disso quase voltei para Alter do Chão novamente mas conversando fiquei sabendo de um lugar dezesseis km longe dali chamado Maracanã, não pensei duas vezes e rumei para lá...o lugar se trata da praia mais próxima da cidade de Santarém a Praia de Maracanã...O lugar é muito popular, ali sim me senti mais brasileiro, mais amazônico, mais paraense... a praia já próximo da foz do Tapajós com o Amazonas ainda assim de águas límpidas o lugar é cercado por palafitas, um bar ao lado do outro e cada um tocando a mil decibeis musicas que só ouvi ali nunca mais em outro lugar...esta sim, tomando umas merecidas cervejas e provando camarão do Tapajós são minhas ultimas lembranças de Santarém enquanto aguardava a hora do meu embarque.












































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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Elisio FJR em Ter Maio 30 2017, 11:35

Mais 1 M para o Saulo wds !!!!!!!!!!!

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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Carlospira em Qua Maio 31 2017, 15:54

Boas companheiro Saulo,

Como é que é possivel ??!! Fazer uma viagem fantabulástica desta maneira explenderosa ??!!!?????? Que loucura ( saudável, mesmo !!!!) Beber Beber Beber Beber

Parabéns e levas um Mérito para aqui colocares mais uns relatos e umas fotos maravilhosas !!!

Um abraço

Abraço de grupo Abraço de grupo Abraço de grupo Abraço de grupo


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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por thejuv em Qui Jun 01 2017, 00:02

Viagem fantástica com excelentes fotos!quem me dera um dia!

Obrigado pela partilha!

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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Qui Jun 01 2017, 09:03

@Elisio FJR escreveu:Mais 1 M para o Saulo wds !!!!!!!!!!!


Elisio, muito obrigado!!!


@Carlospira escreveu:Boas companheiro Saulo,

Como é que é possivel ??!!   Fazer uma viagem fantabulástica desta maneira explenderosa ??!!!??????  Que loucura ( saudável, mesmo !!!!) Beber Beber Beber Beber  

Parabéns e levas um Mérito para aqui colocares mais uns relatos e umas fotos maravilhosas !!!

Um abraço

Abraço de grupo  Abraço de grupo  Abraço de grupo  Abraço de grupo


No inicio nem eu pensei que fosse possível!!! existem lugares no Brasil ainda nos dias de hoje que alem das distâncias são quase intransponíveis por falta de estrutura e até mesmo falta de estradas. Mas aqueles que se atrevem a conhece-lo redescobrem um continente inexplorado dentro deste país.





@thejuv escreveu:Viagem fantástica com excelentes fotos!quem me dera um dia!

Obrigado pela partilha!

Nesta viagem descobri um país que poucos brasileiros conhecem. Sem falsa modéstia, as vezes me faltam adjetivos para descrever a emoção de chegar em lugares rodando sobre uma Motocicleta, que sequer houvesse quem tivesse pisado lá antes.

Ainda não acabou, senta que a vem história!!!
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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Qui Jun 01 2017, 09:21

Rota das Fronteiras


Lavradeiro - Encontro com os cavalos selvagens de Roraima.



Não sei se vocês já tiveram esta sensação alguma vez, sabe quando você planeja um novo investimento, uma mudança de vida, até mesmo uma nova grande viagem e de repente mesmo tudo muito bem planejado na hora do vamos ver bate aquela duvida ? será que é isto mesmo que eu quero? Será? sera? ....Porem esta sensação não é o suficiente para te parar...Você vai lá e faz !! e mesmo ao fazer você continua procurando algo que justifique que aquilo que você decidiu fazer realmente esta valendo a pena.
Pois é, a Rota das Fronteiras por varias vezes me proporcionou estas duvidas, durante o planejamento e mesmo depois que iniciei a Trip, confesso que algumas vezes me peguei me perguntando, o que que estou fazendo aqui?

Amigos, tento na introdução acima traçar um paralelo entre a duvida e a certeza e é só relatando o causo, que talvez entenderão o que tento dizer, então vamos ao "causo".

Cavalo Lavradeiro - Um encontro com os últimos cavalos selvagens do Brasil.


Desde quando imaginei pela primeira vez percorrer a Rota das Fronteiras quando olhava nos mapas era Roraima o lugar me dava arrepios só de imaginar as imensas distancias...Na verdade eu imaginava e planejava ir para lá mas no fundo no fundo eu considerava um sonho perdido, porem não me deixava esmorecer e Roraima continuava lá entre os sonhos impossíveis, por outro lado eu sabia que se um dia eu quisesse seguir pelas Rotas das Fronteiras Venezuelanas e Guianenses, Roraima seria a unica rota.
E não é que o tempo passou e quase sem perceber um dia me vi pilotando minha irrequieta Moto pelas Savanas dos Lavrados Roraimenses, terras que um dia achei que fosse impossível chegar. Lugar dos sonhos perdidos!!... Neste momento eu já agradecia a Deus pela grande oportunidade de viver a realização de um sonho que julgava perdido e ele Deus feliz em me ver vivendo um instante de tamanha felicidade e gratidão me guardou a seguir o maior presente de toda a viagem, um encontro que se quer ousei sonhar, um encontro que se quer um dia imaginei que pudesse ter, um encontro destes que me fez lembrar que se algum dia tive alguma duvida em ter escolhido fazer a Rota das Fronteiras este era o momento de elevar meus pensamentos ao céu clamar bem alto, Muito obrigado senhor!! Naquele momento não tinha mais duvidas, tudo valeu a pena e poder encontrar os Lavradeiros Selvagens me deu um novo sentido para o que é liberdade...Liberdade entre outros mil significados é poder continuar com seus sonhos mesmo apesar das duvidas, porque se não fosse assim jamais teria tido este encontro capaz de confirmar em um trisco de segundo que as duvidas não existem mais e a certeza é o sentimento que me impulsiona a perceber o quanto estava certo e que esse é meu jeito de seguir adiante.



O cavalo Lavradeiro de Roraima, também chamado de cavalo selvagem, é um dos principais símbolos do estado de Roraima e, por isso, normalmente são vistos estampados em camisetas, ônibus e em outros souvenires, objetos e locais que representem a região. Além disso, esse animal sofreu, durante séculos, adaptação às condições do lavrado, que o tornaram bastante resistentes. Uma das características que mais desperta o interesse das pesquisas é o incrível desempenho físico do cavalo lavradeiro, capaz de percorrer grandes distâncias em velocidade, alimentando-se apenas do capim do lavrado que, por sua baixa qualidade nutricional, é conhecido popularmente como "fura-bucho".





Os cavalos selvagens de Roraima vivem totalmente em liberdade. Alguns deles nascem e morrem sem terem tido nenhum contato com o homem. Costumam andar em bandos de apenas um macho e cerca de oito a dez fêmeas.
Este símbolo de liberdade habita as planícies de Roraima, por aqui chamado de lavrado. Chegaram ao Brasil por volta de 1718, com os colonizadores portugueses.





Conta a lenda que mais de dois mil cavalos habitavam o estado de Roraima. Hoje, esse número talvez não chegue a 200.
Hoje os poucos animais localizam-se principalmente na região de lavrado, nos municípios de Amajari, Uiramutã, Normandia e Pacaraima.










Naqueles triscos de momentos, parado, quietinho na minha imaginação Darwin soprava em meus ouvidos todas as paginas da Teoria da Evolução em especial quando ele afirmou assim: As espécies não existem da mesma forma ao longo do tempo, elas evoluem. Durante a evolução, elas transmitem geneticamente essas mudanças às gerações posteriores.
















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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Sex Jun 02 2017, 00:00

Rota das Fronteiras


Lago Caracaranã - Raposa Serra do Sol



Na verdade este post é somente sobre o lago Caracaranã, este é um lugar que eu jamais tinha ouvido falar que existisse, ou seja, desconhecia totalmente sua existência, e como é que foi que eu fiquei sabendo que existia este lugar?
Então vamos ao causo e para ir ao causo tenho que citar a Reserva Raposa Serra do Sol, rapidamente vou repassar que cheguei até lá através da Rota das Fronteiras com intenção de chegar até a Foz rio Ailã na margem esquerda do rio Maú fronteira com a Guiana Inglesa localizada no Extremo norte do Brasil, ou seja, minha rota me levaria na fronteira mais Setentrional do Brasil até onde fosse possível chegar pilotando uma Moto e este lugar fica adiante de Uiramutã dentro do que é hoje chamado de Reserva Raposa Serra do Sol...Mas esta é uma outra história, este post é para falar do Lago Caracanã então vamos novamente ao causo...



Reserva Raposa Serra do Sol

Margem esquerda do rio Maú Fronteira mais setentrional do Brasil a direita do mesmo rio esta a Guiana Inglesa. Este lugar é para mim o grande Marco de conquista para a Rota das Fronteiras, a fronteira ainda se estende 200 ou 300 km rio acima e vai até os paredões do Monte Roraima, mas meu proposito era chegar no limite máximo onde fosse possível chegar pilotando uma Moto e este limite é aqui onde nenhuma outra moto chegou antes. Mas isto eu conto depois.



Porque então eu citei a reserva Raposa do Sol? é que desde a demarcação destas terras transformando-as em Reserva Raposa Serra do Sol a região ficou sobre controle do Exercito e do Incra e é neste contesto ai que a historia desenrola...
Naquela manhã eu já havia rodado mais de 200 km nas piores estradas de terra de Roraima e ainda me faltavam mais de 200 para que eu chegasse ao meu destino, em alguns trechos as condições da estrada era tão ruim que eu temia não chegar naquele mesmo dia, o lugar é completamente inabitado e naquela manhã já havia rodado mais de duas horas sem cruzar um veículo sequer, até que duas caminhonetes mitsubishi l200 passaram por mim buzinando e foram embora, assim pensei!! rodei mais alguns kms e de longe avisto aquelas duas mitsubishi l200 obstruindo a passagem e pude perceber alguns homens armados, no mesmo instante meu sembrante mudou e em segundos um filme se passou pela minha cabeça, temi pela minha segurança, não sei porque primeiro imaginei que eu fosse ser assaltado, sequestrado, sei lá, nessas horas a gente fica besta e momentaneamente perde o senso de razão. acenaram para que eu parasse e sem outra alternativa, parei " Morrendo de medo é lógico, a perna tremia mais que bambu em tardes de ventania" Desci da Moto e aliviado logo vi que um dos homens armados parecia ser um oficial do exercito, percebi então que não se tratava de nenhum assalto ou sequestro.



Depois de uma abordagem inicial rustica, tive a oportunidade de conhecer aqueles homens e eles a mim, nos tornamos admiradores eu pelo trabalho que eles exercem na Raposa serra do Sol e eles por terem tido a oportunidade de conhecer um Motociclista " Louco " que insiste em chegar nos extremos das Fronteiras do Brasil.





Lembram que eu citei acima que o controle da região estava sobre controle do Exercito e do Incra,
pois é! foi assim que se deu o meu encontro com uma equipe do Incra com apoio de soldados do exercito que fazem o controle na Reserva Raposa Serra do Sol. A primeira pergunta que me fizeram " imaginei, porque será me fazem esta pergunta?" se eu era Brasileiro? depois me disseram " não sei se é verdade" que é proibido a entrada de estrangeiros na reserva, " fiquei na duvida se é proibido ou não são bem vindos", pediram meus documentos, preencheram vários papéis que tive que assinar, um destes documentos me deixava ciente que a partir dos limites do rio Ailã 200 km afrente dali era proibido a entrada de não índios e eu seria responsabilizado caso desrespeitasse o limite " Não sabiam eles que era exatamente lá que eu queria chegar, então não haveria desrespeito da minha parte"
Segundo eles, aquele tipo de Britz acontece todas as vezes que encontram forasteiros dentro da reserva, a partir daquele momento nossas conversas foram ficando cada vez mais amistosas, e quando contei a eles que o motivo para eu estar ali era a realização de uma grande viagem de Moto pelas Fronteiras do Brasil. todos eles ficaram em estado de graça, perplexos não acreditavam que pudesse existir " loucos" que quisessem estar rodando naquelas estradas em uma Moto que que havia cruzado quase todas as fronteiras de todo o Brasil para estar ali prestes a conquistar a ultima, a mais sonhada a mais difícil e longínqua fronteira deste continente chamado Brasil.
O engraçado é que há poucos momentos aqueles homens me fizeram temer pela minha vida, agora estavam ali maravilhados com as historias da Rota das Fronteiras, fizemos uma amizade quase que instantânea a ponto de me darem varias dicas e a principal delas que segundo eles eu não deveria ir embora de Roraima sem antes conhecer o Lago Caracaranã eu rodaria mais uns 200 km a dentro da Reserva Raposa Serra do Sol em sentido oposto ao que eu estava indo, de acordo com eles, o que é 200 km a mais para quem já rodou cerca de 20.000 km para chegar até aqui? Ao falar do lago a empolgação deles era tanta que naquele mesmo momento imaginei que aquele encontro não era por acaso foi então que me veio o pensamento que nas minhas viagens não é eu que escolho o caminho é o caminho que me escolhe! Sei que o causo foi longo, mas foi assim através daqueles homens que ouvi dizer pela primeira vez do Lago Caracaranã...O Lago me escolheu, então eu fui!

Obs. No Link a seguir um resumo a respeito da polemica Reserva Raposa Serra do Sol:

http://vestibular.uol.com.br/resumo-das ... eserva.htm









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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Sex Jun 02 2017, 00:06

Rota das Fronteiras


O Lago Caracaranã




No meu retorno de Uiramutã a Rota a seguir seria a cidade fronteiriça de Normandia, e seguindo aquela dica do tal lago que não saia da minha cabeça, trilhei as antigas estradas arrozeiras a caminho de umas das paisagens mais belas de Roraima, um paraíso perdido, que embora a partir de 2013 foi aberto ao publico e seja relativamente próximo da cidade de Normandia ainda é um lugar intacto, muito poucos Roraimenses conhecem o lugar, muito menos ainda brasileiros de outros estados.



A caminho do Lago Caracaranã, antigas estradas arrozeiras conhecidas assim por serem mantidas e conservadas pelos grandes fazendeiros produtores de arroz para evacuação da produção de arroz até transformação daquelas terras na reserva Raposa Serra do Sol. Observem que a estrada ainda guarda traços de sua boa conservação, porem em alguns lugares ela já sinais que um dia voltara a fazer parte da Savana.





O Lago com praias de areia fina cercado por cajueiros nativos oferece uma beleza rustica,
talvez sua beleza seja melhor compreendida muito mais pela aventura de se chegar até ele.





Chegar ali é quase uma saga e a recompensa veio em forma de água morna, o banho foi literal..de se lavar a alma inclusive!
Assim é que eu contei mais um de meus causos através das minhas andanças pelo estado de Roraima,
que logo no inicio cheguei imaginar que era eu quem conquistava este lugar por fim percebo que foi Roraima quem me conquistou!









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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Carlos Balio em Sex Jun 02 2017, 18:58

Que maravilha Palmas
Saulo obrigado mais uma vez por esta partilha Mérito
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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Sab Jun 03 2017, 10:00

@Carlos Balio escreveu:Que maravilha Palmas
Saulo obrigado mais uma vez por esta partilha Mérito


Amigo, muito obrigado!
Tenho ainda muitas histórias vividas nessa região, aos poucos estou contando. Acompanhe!
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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Sab Jun 03 2017, 10:08

Rota das Fronteiras




Bertolani escreveu:Saulo, ainda bem que não foram os índios que te abordaram.
Eles fizeram você assinar vários papéis e por acaso te deram alguma cópia do que assinou?
Incrível a viagem!!!
Abs




Grande Bertolani.


Não fiquei com nenhuma copia dos papéis que assinei.
Na verdade pelo que eu li se tratava de um termo para me fazer ciente que a entrada de não índios é permitida em boa parte da Raposa Serra do Sol, porem todas as responsabilidade do que possa acontecer é por conta de quem entra lá, Alguns exemplos do que pode acontecer, sua Moto quebrar, você se acidentar nas estradas, você ficar doente enquanto estiver lá ...etc, etc...


Quanto aos índios, o que pude perceber que em primeiro lugar se algum dia foram selvagens isto foi a muitos anos,
segundo que em grande parte da reserva eles vivem em comum com os brancos, e talvez leve mais de cem anos para que a cultura Branca seja desraizada entre eles, mais provável que isto nunca mais aconteça....Talvez ao norte da reserva possa existir alguma aldeia menos invadida pela cultura branca, lá não estive, logo não posso afirmar, porem ao sul da reserva tive a oportunidade de visitar inúmeras aldeias, algumas inclusive pareciam vilas, com ruas e até comercio, é um tipo de sociedade indígenas que eu não imaginava que fosse presenciar....Não sei já você já leu sobre o tamanho da reserva, o lugar é imenso maior que muitos países ( tudo que eu disser aqui não tem nenhuma confirmação oficial, conto apenas o que vi, e como percebi. e como minha passagem pela lugar se deu em três dias, posso muito bem ter percebido tudo errado!.) O que eu achei mais interessante dentro da Reserva é o "contrabando" de combustível, lembra que eu disse que o lugar é maior que alguns países? lá dentro da reserva não há postos de combustíveis, e eles tanto índios como não índios se locomovem de Moto, carro, e até caminhões, como é que este combustível para alimentar estes motores chega até lá? Só pode ser contrabando, porque contrabando? porque quase todo combustível vendido naquela região chega até ali de forma ilegal vindo da Venezuela e com valor bem abaixo do combustível oficial...o que eu percebi que a Policia Federal tenta combater o contrabando de combustível, porem nada pode fazer se o contrabandista ou o pequeno vendedor for um índio....todos sabem que há uma legislação especial para índios http://www.indigena.mppr.mp.br/modules/ ... onteudo=87.
O art. 231 da Constituição Federal assegura aos índios o reconhecimento de sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições.

Eu tenho muito ainda o que aprender com o meu país, antes te formular qualquer opinião,mas sou a favor sim da Reserva Raposa Serra do Sol porem aquele lugar é intrigante por natureza e esta questão do contrabando de combustível é apenas uma.





É impossível viajar dentro da reserva e não contar com a compra de combustível contrabandeado da Venezuela, os índios sabem que é ilegal, tanto é que eles dificultam a venda para forasteiros, nesta aldeia há várias famílias que vendem porem nenhuma delas me quiseram vender, rodei muito, temi a pane seca até que contei com a boa vontade de um jovem índio. A vantagem da cultura indígena é esta ou eles não te vendem ou se vendem não cobram mais caro, pagar metade do preço da gasolina oficial dentro da reserva a centenas de quilômetros de posto de gasolina oficial é surpreendente, confesso que pagaria até mais que vinte reais o litro! ainda assim valeria!





Mercearia - Este é um dos exemplos de comercio que encontrei em algumas aldeias, aqui se vende de tudo desde Coca Cola, chinelos, a cachaça, carne, legumes e combustível. Eu me pergunto será que estes índios voltarão a viver como antigamente?
eu mesmo respondo, não! Depois que se envenena com a primeira Coca Cola ninguém será mais o mesmo!













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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Dom Jun 04 2017, 13:04

Rota das Fronteiras


Em Busca do Marco Perdido

01- O Caixeiro Viajante




"Quem me dera neste momento eu fosse um bom contador de histórias.
É que esta que conto agora merece ser bem contada,
mas por falta de dom natural conto desse jeito que agora leem."


Esta história é longa, vou contar em capítulos, quem ficar curioso com o final por favor acompanhe!




Vocês sabem o que é um caixeiro viajante? eu até que sabia porem imaginava que nos tempos atuais não mais existissem...Deixa eu explicar, caixeiro viajante é uma pessoa que vende produtos fora de onde eles são produzidos. Antigamente, quando não havia a facilidade do transporte entre cidades, os caixeiros-viajantes eram a única forma de transportar produtos entre diferentes regiões fora das grandes cidades. E não é que no norte de Roraima eles ainda existem!! Eu me encontrei com um em Uiramutã extremo norte de Roraima.
É intrigante como algumas histórias nascem, quando eu cheguei em Uiramutã um dos lugares mais difíceis de se chegar no Brasil eu estava muito cansado com fome e sedento para tomar uma cerveja foi quando eu encontrei uma espécie de comercio que eu nunca tinha visto antes no mesmo lugar encontrei hospedagem, comida, bebida, armazém e combustível e o dono de tudo aquilo era o tal caixeiro viajante que citei acima, logo que estacionei a moto e me sentei numa das mesas despertei a atenção de todos especialmente do senhor Algemiro o tal caixeiro viajante que logo fez questão de se sentar a minha mesa e iniciar uma gostosa troca de histórias....Contei a ele do proposito da minha viagem e da minha curiosidade por Marcos de Fronteiras e era exatamente por eles que eu estava lá, disse também de todas as belezas que Roraima me havia proporcionado mas que infelizmente eu não havia conseguido encontrar nenhum Marco de Fronteira entre o Brasil e a Republica da Guiana e ele conhecedor de toda a região confirmou que realmente não havia Marco de Fronteiras naquela região...foi quando ele me contou que já tinha ouvido falar da existência de um dentro de uma fazenda em Normandia extremo norte de Roraima. Me lembro como se fosse hoje ainda, ele usou estas palavras, " você não vai querer cruzar toda Raposa Serra do Sol para chegar em Normandia e ainda arriscar não encontrar o tal Marco?. Pronto foi o que bastou para me despertar uma verdadeira obsessão e enquanto ele ainda conversava comigo eu já dizia a mim mesmo; Eu tenho que encontrar esse lugar.
Foi assim de um jeito quase sem querer através de uma conversa descontraída com o caixeiro viajante Algemiro que nasceu esta história do Marco Perdido das Guianas, que, a partir de agora tento contar. Realmente é intrigante como algumas histórias nascem! Ah se eu não tivesse me permitido algumas horas com o seu Algemiro, esta história jamais teria nascido!!!

Algumas fotos do meu encontro com o Caixeiro Viajante Algemiro


Algemiro foi e ainda é um Caixeiro Viajante por toda Raposa Serra do Do Sol, construiu sua base em Uiramutã - RR numa espécie de pequeno armazém e no mesmo lugar mantem algumas mesas onde serve bebidas, sua esposa cozinha e serve para os que chegam famintos assim como eu cheguei, hospeda pessoas em sua casa, vende combustível, um verdadeiro caixeiro viajante, alem também de ser um fascinante contador de histórias...Uma história que ele pediu que eu não contasse a ninguém e não vou contar mas vou mostrar tem a ver com uma das maiores disputas que acontecem naquela região, o Ouro e Diamante, quem quiser saber dessa história que vá lá ter com o Algemiro.
Encerro primeiro capitulo mostrando fotos do Algemiro tiradas em Uiramutã, lembrando que a história não é sobre ele e sim sobre o Marco Perdido das Guianas.



Cravado de diamante, anel de ouro maciço garimpados por ele mesmo, Algemiro deposita em mim confiança suficiente para emprestar, mesmo que por um momento o tal anel que simbolizam o El Dorado, comprovam as riquezas e cobiçadas disputas no Norte de Roraima.







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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Dom Jun 04 2017, 13:21

Rota das Fronteiras

Em Busca do Marco Perdido


02 - Sagrada Raposa Serra do Sol


" Você não vai querer ir tão longe para encontrar algo que talvez nem exista? Vai?"


Mal sabia o Algemiro que ao me perguntar assim ele teria despertado em mim tamanha curiosidade sobre o Marco Perdido.
Até aquele momento Normandia não fazia parte da minha rota, eu sequer tinha ouvido falar nesse lugar antes, mas quem mandou o Algemiro me contar? Pois é, naquela mesma noite com precárias informações que o Algemiro me deu sobre a tal fazenda em Normandia eu retracei a rota e na manhã seguinte ouvindo as ultimas recomendações do Algemiro eu parti em busca do Marco Perdido da Guiana.
Partindo de Uiramutã a Normandia em linha reta de avião a distância era de 100 km, mas acontece que não faria o menor sentido se não fosse chegar lá rodando sobre a minha Moto, já não me importa se serão 300 ou 500 km o que vale é a sensação de buscar algo que nunca antes houvesse quem quisesse buscar, Eu Fui!
A Raposa Serra do Sol talvez seja o lugar mais incrível que eu já tenha rodado, as dificuldades impostas pelas longas distancias, pela falta de combustível, pela falta de estradas pavimentadas, pela falta de qualquer tipo de logística e estrutura para os viajantes é recompensadas pelas belezas naturais das savanas, dos lagos sagrados, da emoção de rodar ao lado do galope dos selvagens Lavradeiros, rodar por caminhos ancestrais e sagrados nas terras onde um dia nasceu a lenda de Macunaima me fez sentir que todos os pecados foram devorados, nunca antes a alma esteve tão leve, tão livre!









































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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Dom Jun 04 2017, 13:41

Rota das Fronteiras


Em Busca do Marco Perdido


3 - Duas Curiosidades sobre Roraima


Antes de continuar a história do Marco Perdido vou contar duas curiosidades do Norte de Roraima uma delas eu presenciei
a outra é sobre porque foi dado este nome a cidade de Normandia:


Curiosidade 1

Não sei se sabem em Roraima ao norte em raríssimas exceções não há postos de combustíveis, então aos que viajarem por lá fiquem atentos, já ouviram alguém dizendo tenho duas noticias para dar uma boa e a outra ruim? E é bem por ai mesmo a noticia ruim para os que viajam é que não há postos de combustíveis a não ser em raríssimas exceções e a noticia boa é que mesmo as escondidas muitos são os que vendem combustível, desde pequenos comerciantes, índios, e nas casas de algumas pessoas e incrível que possa parecer com preços assustadoramente mais baratos que em qualquer outro posto de combustível do Brasil...esta é a noticia boa! e sabem como eles conseguem vender combustível tão barato? é simples, contrabandeiam na nossa vizinha, o país onde se vendem a gasolina mais barato do mundo a Venezuela! Mas esta é uma outra história!

Quase setenta por cento da Cidade de Normandia hoje em dia faz parte da reserva Raposa Serra do Sol e atravessar a reserva toda de Moto seria quase impossível se não fosse a venda supostamente ilegal de combustíveis contrabandeada da Venezuela. Se rodei tanto por quase toda a reserva, devo boa parte a esta facilidade que nunca imaginei que fosse encontrar....E mais curioso ainda, onde eu jamais esperava, foi em Normandia que encontrei o único posto de combustível do extremo norte de Roraima.



Normandia - Extremo norte de Roraima



Matinha - Raposa Serra do Sol



Uiramutã - Raposa Serra do Sol



Cantão - Raposa Serra do Sol



Prancha - Raposa Serra do Sol



Bonfim - Roraima


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~



Curiosidade 2


Normandia, você já havia houvido falar desta cidade do norte de Roraima na divisa com a Guiana Inglesa?
E de onde vem este nome alguém pode imaginar? Eu confesso que a primeira vez que houvi, pensei comigo, o que será que uma região europeia tem a ver com este lugar? pois é, esta pergunta ficou latente até que pesquisado fiquei sabendo, e não é que não foi assim tão vã a minha comparação, porem surpreendente!
Alguém já leu ou assistiu o filme Papillon? Eu não vou contar a história toda mas vou deixar um dos links para que os curiosos assim como eu possam se inteirar melhor. Reza a história que Papillon francês fugitivo da Ilha do Diabo na Guiana Francesa depois de audaciosa fuga primeiro foi para Guiana Inglesa e a seguir fugiu para Roraima na pequena localidade de Sumumu terras indígenas de São Marcos onde hoje em dia em homenagem a terra natal de Papillon é a cidade de Normandia.
http://www.istoe.com.br/reportagens/882 ... E+PAPILLON





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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Dom Jun 04 2017, 13:47

Thinoronha escreveu:Saulo,
Primeiro, parabéns novamente pelo relato e fotos que vão alimentando o lado aventureiro de qualquer motociclista!
Segundo, vc escreve esses relatos durante a viagem numa espécie de diário ou sua memória é boa assim para lembrar de detalhes?


Noronha,

O Motociclismo me traz a oportunidade de alimentar e realizar Trips não convencionais as chamadas" Aventuras".
Muito bom perceber que relatando estas histórias de alguma forma eu possa alimentar este despertar aventureiro.

Vou te contar, minha memoria é lenta, e mesmo sabendo disso não anoto nada Durante as Trips.
O segredo é que eu procuro fotografar tudo que eu achar relevante " Hoje em dias com as câmeras de celular sempre a mão isso é super fácil" ao olhar as fotos me recordo nitidamente de todos os detalhes que antecederam ou sucederam a foto. ai fica fácil!
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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Carlos Balio em Dom Jun 04 2017, 22:43

Saulo, leio com muita atenção toda esta saga, e algo nela me fascina. O enorme orgulho que vc tem em seu país, que tão cheio de contrastes de culturas, é um país que fascina quem o conhece como vc, e também aqueles que como eu não o conhece, mas ao ler estes relatos de sua viagem, fica com uma curiosidade enorme de conhecer.
Pode continuar esta saga ímpar... Mérito
Obrigado
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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Seg Jun 05 2017, 11:17

@Carlos Balio escreveu:Saulo, leio com muita atenção toda esta saga, e algo nela me fascina. O enorme orgulho que vc tem em seu país, que tão cheio de contrastes de culturas, é um país que fascina quem o conhece como vc, e também aqueles que como eu não o conhece, mas ao ler estes relatos de sua viagem, fica com uma curiosidade enorme de conhecer.
Pode continuar esta saga ímpar... Mérito
Obrigado



Carlos, vou te contar que orgulho mesmo eu tenho é do nosso planeta terra!
Aqui no planeta terra Deus nos deixou os mais belos rincões e paisagens que qualquer ser se encanta.
Ele Deus nos deixou todo este planeta para que nós homens vivenciássemos das belezas e frutos desta terra,
Só que ai o homem julgou-se inteligente e superior, mais que outros semelhantes e as vezes até mais que Deus.
Nisso construiu fronteiras, nasceram países e orgulhos, dividiram em parte desiguais o que a natureza propôs a todos.

Eu que rodei por todas as fronteiras da amarica do sul sinto um aperto em meu peito quando olho no mapa e vejo países delineados, coração mais apertado ainda quando na fronteira para ir ali no outro lado que Deus deixou a todos temos que passar horas em aduanas e tramites fronteiriços e muitas vezes sob escolta de armas, que liberdade é esta? Nisso a Europa deu um passo importante as fronteiras são livres entre os membros da comunidade, mas ainda é pouco!

Tenho sim muito orgulho do Brasil assim como tenho de qualquer canto desta terra, deste planeta!
Porem não tenho orgulho em ser brasileiro, assim como também não teria em ser Argentino, Boliviano, Americano, inglês, português ou nepalês. Porque toda vez que me orgulho de nacionalidade vou contra a minha filosofia de um mundo sem fronteiras de um mundo tal qual Deus deixou para nós.

Amigo me desculpe, é que esta convicção vai longe!!
Muito obrigado por acompanhar minhas andadas.
Quando puder venha pra cá! Enquanto não vem, conto a meu modo como é!
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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Seg Jun 05 2017, 11:20

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Em Busca do Marco Perdido


04° Capitulo : Eli


"Sabem daquelas pessoas que com alguns segundos de prosa você pressente que já se conhecem a muitos e muitos anos"


Passava das duas da tarde quando cheguei em Normandia, mesmo cansado não perdi tempo.. seguindo as recomendações do Algemiro fui logo ter com o moradores da cidade sobre a tal fazenda onde provavelmente estava plantado o Marco Perdido, mas acontece que ninguém nem mesmo os antigos moradores do lugar souberam me falar da fazenda muito menos ainda do tal Marco Perdido. Puts e agora? Foi quando alguém me disse para tentar informações numa tal fazenda as margens da fronteira com a Guiana Inglesa a 15 km dali como as características do lugar eram parecidas com as que o Algemiro havia comentado achei por bem tentar e segui em direção a fronteira nas proximidades do rio Maú, passei por vários lugares e já quase desistindo de encontrar a tal fazenda avistei uma porteira com características a que o Algemiro havia me contado, me lembro de ter pensado assim será que vou dar esta sorte? passei pela porteira e segui pela estrada e nada de encontrar pessoas, continuei seguindo e alguns km depois cheguei num galpão da fazenda, alguns tratores maquinas agrícolas e nada de encontrar pessoas, imaginei que a colheita do arroz havia se acabado e que as pessoas teriam ido embora para suas casas, estacionei a Moto e então pude ouvir que havia alguém la dentro do galpão..Foi assim que encontrei o Eli.

Apesar de estar temeroso por ter invadido a fazenda sem ter sido convidado o Eli ao me avistar abriu os braços e foi logo perguntando, rapaz o que você faz aqui neste lugar com uma Motona dessas? ele só tinha olhos para a Moto!! Logo percebi que eu enquanto estivesse com a Moto seria bem vindo!! me apresentei e contei a ele parte da história que até aqui já contei para vocês...Quando eu contei a respeito do Marco Perdido o olho dele brilhou e ele logo tascou assim, eu nunca soube deste Marco mas se ele existir nós vamos encontrar! Perceberam ai como foi que ele disse? Nós vamos encontrar!! ao ouvir assim os olhos que brilharam dessa vez foram os meus.
Sabem daquelas pessoas que com alguns segundos de prosa você pressente que já se conhecem a muitos e muitos anos, minha amizade com o Eli foi instantânea, rapidamente ele contou toda sua vida, contou que há alguns avos havia se separado da esposa então saiu de Boa Vista e a convite do Patrão veio trabalhar em Normandia prestando serviços de serralheiro na reforma dos galpões da fazenda, gostou tanto do lugar que não pensava mais em ir embora...Contou também das aventuras que teve e ainda tem pela Guiana Inglesa, disse que todo final de semana colocava a Moto dele numa canoa atravessava o rio Maú e rumava Guiana adentro na companhias das "Creolas" ...de fato ele se encantou com a Guianesas!! Tanto é que por varias vezes ele me disse assim, fique por aqui o tempo que quiser colocamos sua Moto numa canoa atravessamos o rio e faremos festa com a mulherada nas Guianas e o melhor que elas não são como as daqui, elas falam inglês!!!
Tive que conte-lo, confesso que me contive também! mas o meu interesse naquela tarde era encontrar o Marco Perdido...Foi quando ele disse que não sabia da existência do Marco Perdido, porem se este Marco existisse havia uma pessoa que certamente saberia e esta pessoa era o patrão que viveu boa parte da vida naquela fazenda e hoje era Deputado estadual por Roraima e estava em Boa Vista naquele momento, mas que eu não pre preocupasse porque o sinal de de celular pegava bem na fazenda e ele iria ligar naquele mesmo momento para o patrão e me colocar em contato para saber de tal existência do Marco.
Abaixo vou postar o áudio da conversa que tivemos por celular com o patrão do Eli... Me arrepiei ao ouvir do Deputado que o tal Marco existia sim, e que me dava autorização para procura-lo, inclusive me dando os detalhes para localização....
Não é incrível como algumas histórias nascem? Foi assim que eu conheci o Eli.


https://www.youtube.com/watch?v=UOOsIUIWoGA
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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Seg Jun 05 2017, 21:53

Rota das Fronteiras


Em Busca do Marco Perdido


05° - Capitulo: Arroz o ouro branco de Roraima



" E não é que os homens maus estavam certos, enquanto os bonzinhos geravam fome, pobreza."


Os poucos dias que percorri pela Raposa Serra do Sol me fizeram perceber nitidamente a grandes questões que ainda predominam naquela região.
Vamos voltar no tempo um pouquinho e logo a seguir tomo meu rumo e volto em busca do Marco Perdido.
Até pouco mais de dez anos toda região onde hoje é a reserva Indígena Raposa Serra do Sol foi responsável sozinha por cinco por cento de todo arroz produzido no Brasil, o norte de Roraima caminhava a passos largos em rumo ao novo " El Dorado" da agricultura Roraimense e do Brasil. Esta história acho que conhecem? Em 2005 toda aquela região dezenas de vezes maior que a cidade de São Paulo foi transformada em Reserva Indígena e todos produtores de arroz, legais ou ilegais, tiveram suas atividades cessadas dentro daquelas terras...Eu estive lá presenciei, hoje nas terras Raposa Serra do Sol garanto não há um único pé de arroz prantado. Dito isso vamos imaginar e retroceder quarenta cinquenta anos, antes que os grandes rizicultores chegassem aquela região eu acredito que a população a indígena ainda mantinham intactos os costumes da sua cultura, porem com a chegada dos rizicultores ouve demanda e muitos índios por conta das facilidades que a cultura branca impõe, cederam aos seus costumes e se renderam as tais facilidades, muitos foram trabalhar nas fazendas como motoristas, tratoristas, outros faziam e ainda o fazem do comercio o seu sustento, compraram carros, motos, bicicletas, telefones tudo que o dinheiro ganho pudesse comprar e assim foram os últimos cinquenta anos. E agora? alguns de vocês devem estar se perguntando, afinal o que aconteceu tanto com os rizicultores e principalmente com os índios que se renderam a cultura do branco e de uma hora para outra com a implantação da reserva toda movimentação financeira que a rizicultura proporcionou desapareceu, restando a alguns produtores a miséria e aos muitos índios a fome e pobreza.É lógico que há muitas outras considerações a respeito daquela região mas foi esta a que mais chamou a atenção deste Motociclista porque eu vi e rodei por toda Raposa Serra do Sol e apesar de ter presenciado uma das regiões mais belas e intactas deste meus país, também vi e presencie o outro lado que esta questão impactante causou, vi índios vivendo como favelados e afivelados a submissão da cultura branca e também rodei pelas antigas e imensas fazendas rizicultoras que deixaram um rastro de terra devastada hoje imprópria sequer para a reintrodução da capim lavradeiro bioma natural da região. Voltando ao causo do Marco Perdido, somente trinta por cento das terras da cidade de Normandia estão fora da Reserva Raposa Serra do Sol e o Marco Perdido se encontra dentro de uma dessas fazendas rizicultoras fora da reserva, fato que me inspirou a fazer o relato acima e antes que eu siga na trilha do Marco perdido, poderão então através das fotos, perceber um pouquinho do que eu vi e compreendi sobre a questão do Arroz o Ouro Branco de Roraima. Viajar para mim não teria sentido algum se não viajasse também através da história e a caça ao Marco Perdido mesmo que apenas por alguns dias me fez personagem da história recente Da Raposa Serra do Sol.



Até onde o olhar puder alcançar, assim são as terras sendo preparadas para o plantio da próxima safra de arroz.









Na outra ponta ilustro com fotos a história que acabei de contar acima. índios dependentes da cultura branca, vivem de pequenos trabalhos e em alguns casos forçam a doação de esmolas aconteceu com a senhora índia da foto abaixo que me ameaçou com a enxada se não desse dez reais a ela caso eu quisesse tirar uma foto, na duvida dei os dez reais, tirei duas fotos e corri!






Alguns Índios foram mais rápidos na adaptação a cultura branca,
são bons empreendedores e mantem pequenos e médios negócios tais os da fotos baixo.





















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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Qua Jun 07 2017, 11:00

Rota das Fronteiras


Em Busca do Marco Perdido


06° - Capitulo: Este encontro ninguém poderá tirar de mim.


"A fé dá sentido pra vida do homem, mas não uma fé de um ser distante.
A Fé esta presente no meio de nós, caminha conosco, sacia nossa fome, satisfaz nossa existência."



Antes de ligarmos as Motos e partirmos em busca do Marco Perdido a sensação era como se tivéssemos sido contratados para encontrar a Arca da Aliança, que segundo as escrituras bíblicas conteria “Os Dez Mandamentos” que Deus revelou a Moisés no Monte Horeb. Pretensiosa mas era bem assim a sensação!!
O Eli novamente afirmou nós vamos encontrar o Marco Perdido nem que tenhamos que rasgar uma picada na trilha, dito assim foi logo apanhando dois enormes facões prendeu em nossas Motos e emedou, estamos prontos, vamos? Eu já havia percebido mas naquele momento me dei conta de como toda aquela história a respeito do Marco perdido despertou o grande aventureiro Eli. Eu feliz imaginei, com um amigo aventureiro como este, motivado como está, - " Não sei porque naquele momento me lembrei das histórias de Borba Gato e também dos filmes de Indiana Jones" não teria como não encontrar o Marco Perdido.
Ligamos as Motos trilhamos dezenas de quilômetros, as terras preparadas para as próximas plantações de arroz sumiam nas vistas, passamos por várias porteiras e a cada porteira que passávamos sentíamos que estávamos mais próximos, as estradinhas foram desaparecendo e mesmo assim fomos avançando pelo campo até que num certo momento a pequena mata deu lugar a uma floresta, estacionamos a Moto e o Eli disse, pelas coordenadas que recebi do patrão acho que estamos próximos... daqui para frente deixaremos as Motos aqui, nos munimos com os facões e iniciamos uma picada aberta pelo nossos afiados facões.
Nós sabíamos que estávamos muito próximos de encontrar o Marco Perdido, em certos momentos estávamos tão próximos da fronteira que podíamos ouvir as águas do rio Maú a verdadeira fronteira natural que separa o Brasil da Guiana, aquela sensação de poder ouvir o movimentos das águas do rio, do chapinhar das aves que hora eu as ouvia cantar no outro lado fronteira e num outro piscar de instante chapinhavam no Brasil; Inebriados que estas sensações estavam causando em mim, pensei ou sonhei, sei lá! Isso é a liberdade, isso sim é encontrar o Marco Perdido! Esta felicidade e esta sensação de liberdade ninguém poderia tirar de mim!































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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Qua Jun 07 2017, 11:03

Rota das Fronteiras


Em Busca do Marco Perdido


07° - Capitulo: O Marco Perdido


"Realmente é intrigante como algumas histórias nascem!
Ah se eu não tivesse me permitido algumas horas com o seu Algemiro, esta história jamais teria nascido!!!"





Já pararam para pensar em quantos Marcos permanecem perdidos?
Muitas coisas são como Marcos, até porque estão perdidos porque não foram despertados para alguém que realmente há queiram encontra-los.
A partir daquele momento que o Algemiro me contou aquela história do Marco Perdido em Normandia, eu desejei muito encontra-lo, porem não apenas desejei como também investi e acreditei que poderia encontra-lo.
Estávamos cansados seguimos todas as coordenadas dadas pelo patrão do Eli, rasgamos varias picadas na mata, e nada de encontrar o tal Marco Perdido...até que nos demos conta que já havíamos esgotado as possibilidades, foi então que eu disse - vamos deixar Eli, este Marco não deseja ser encontrado, na verdade ele apenas quis me dar uma lição que eu acabo de aprender e mesmo não o encontrando uma felicidade quase que absoluta tomou conta de todos os meus pensamentos, olhei novamente para dentro de mim e percebi como eu estava feliz. Este Marco nunca mais será o mesmo Marco Perdido! Foi assim que contei ao Eli que talvez este Marco Perdido pudesse apenas ser mais um destes objetivos impossíveis que nunca serão encontrados porque nunca arriscamos a querer encontra-lo. O Eli que não era bobo nem nada me diz, como é que você pode estar feliz se veio de tão longe para encontrar algo que não encontrou? Não respondi, porem Eli compreendeu! Eli homem sábio, percebeu como eu havia acabado de perceber que encontrar o Marco Perdido é o mesmo que se propor a fazer e nós nos propusemos, erá ir e nós fomos é querer e nós quisemos. Foi assim o nosso encontro com o Mais valioso dos Marcos Perdidos!


Mas acontece que eu não estava só, eu estava com Eli.
Eli olhou para mim e disse, você é o primeiro e único aventureiro que chegou até aqui seguindo através da Rota das Fronteiras me fez sentir parte desta história e em recompensa vou te levar num lugar da fronteira que nunca ninguém esteve antes.

Então meus amigos a história continua, O Marco perdido é deixar-se surpreender-se e eu fui surpreendido!!
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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Qua Jun 07 2017, 11:10

Rota das Fronteiras


Em Busca do Marco Perdido


08 - Capitulo - A Praia do Marco Perdido - Lavando corpo alma e mente




"Homem sábio! percebeu como eu havia acabado de perceber, que, encontrar o Marco Perdido é o mesmo que se propor a fazer e nós nos propusemos, é ir, e nós fomos, é querer, e nós quisemos!"




Eli homem sábio, amigo deste que só em olhar para teu sembrante percebe as menores decepções que um rosto pode demonstrar, logo percebeu que mesmo eu falando da minha felicidade de estar ali naquele lugar esplendido, para ele ficou nítido que meu rosto demonstrava que o fato de não ter encontrando o Marco Perdido ficou estampado em mim uma pontinha de decepção. Então Eli olhou para mim e disse, você é o primeiro e único aventureiro que chegou até aqui seguindo através da Rota das Fronteiras me fez sentir parte desta história e em recompensa vou te levar num lugar da fronteira que nunca ninguém esteve antes. Quando Eli me propôs assim, eu emendei, deixe de mistério me conte logo que lugar é este? ele apenas disse, aguarde e confie!

Ligamos as Motos e seguimos pela trilha serpenteando o rio Maú a ultima e mais remota fronteira no extremo norte do Brasil, a medida que íamos avançando a Savana foi dando lugar a uma pequena floresta de Serrado Alto, até que depois de pouco mais de uma hora chegamos num areião que avançava Serrado adentro, foi quando o Eli disse, é aqui... Ao desligar os motores das Motos pude ouvir uma sonata, quase que um canto gregoriano, as águas do rio assoviavam ao deslizarem pela margem arenosa...






Naquele momento enquanto eu caminhava pela pequena trilha até a margem do rio, eu mesmo ainda me perguntando, o que será que o Eli tem para me mostrar de tão especial nesse lugar? nisso os pensamentos fluíram e o som das águas do rio me trouxeram um flash bach que me fez lembrar que os rios foram os meus grandes companheiros por toda Rota das Fronteiras, longe meu pensamento me fez lembrar de todos os rios de fronteira que eu cruzei, Arroio Chui foi meu primeiro encontro com um rio de fronteira, foi quando avistei do outro lado da margem o Uruguai, seguindo ainda pelas fronteiras gaúchas o rio Quarai me trouxe a primeira Tríplice Fronteira então avistei a Ilha Brasileira, disse adeus ao Uruguai dei bom dia a Argentina e segui pelas tardes do meu país, logo o grande rio Uruguai me acompanhou , segui adiante e ainda seguindo as curvas do rio Uruguai logo tive na terra de fala Castelhana Argentina... em Santa Catarina me deliciei com as curvas do Peperí Guaçu, do rio Santo Antonio e também do Iguaçu, ... logo me vejo no Paraná, onde a mais bela Cataratas do planetas me mostraram no esplendor da Garganta do Diabo, lá vi fincado um Marco fictício entre os dois lados destas terras, de um, minha terra meu país, do outro, terra gringa a ermãna, vou seguindo e logo ali no encontro dos rios Iguaçu com o rio Paraná a segunda Tríplice fronteira onde a Argentina e Brasil me apresentam o Paraguai Guarani, meu pensamento continua...e o grandioso Lago que eu poderia chamar de mar e que todos chamam de Itaipu separa o estado do Paraná da terra guarani, em Guaíra o grande Paranazão me abre os braços para terras Sul mato Grossense, lá sigo longo trecho de fronteira seca e mais ao norte em Bela Vista volto a me encontrar com as águas do rio Apa, mais acima em Porto Murtinho sou seguido pelo mais veloz dos rios, o extraordinário rio Paraguai...No Mato Grosso em Corumbá, o rio Paraguai me traz pela segunda vez a terra Boliviana, e logo adiante vou ter com toda grandiosidade da história portuguesa e espanhola e é o rio Jauru quem vem me contar....Em Rondônia a alegria dos rios é medida pelo tamanho do pescados e pelo tamanho do sorriso dos pescadores o alegre rio Guaporé faz feliz todos os pescador, e na baixa traz as praias, e é lá em Pimenteiras e também em Costa Marques as delicias e tentações que uma praia pode causar, ainda em Rondônia as corredeiras do rio Madeira me fez temer pela vida, ....ainda vivo sigo adiante e o o Rio Acre me aponta as fronteiras do estado em que a Bolívia trocou por um cavalo "Leiam as histórias do Acre" " e que Bolivianos não me ouçam" vou rodando e já até perdi a conta mas o encontro do rio Acre e o Iñaperi me traz outra Tríplice fronteira e de agora em diante são as terras Peruanas que avisto e o rio Juruá me aponta a fronteira do extremo ocidente e mesmo assim sigo além dessas águas e aponto minha Moto em direção ao rio Azul este sim agora posso dizer a mais ocidental fronteira do Brasil....No Amazonas, navego por dez dias no maior rio nascido nos pés de uma cordilheira em que uma fronteira um dia ousou ver nascer.....No Amapá, quem nunca ouviu falar do mas famoso rio de fronteira? o Oiapoque! ah como este rio me fez sonhar!! nem acredito quando me lembro que do outro lado do rio uma francesa me disse baixinho, bien venue brésilienne.....Porem é aqui em Roraima onde estou agora, depois de ter passado pela ponte o rio Tacutu a única ponte de todas as fronteiras que engenhosamente inverte as mãos da via e que pela primeira vez rodei em mão inglesa nas terras da rainha, e exatamente aqui onde estou agora é que aos poucos vou me despertando do Flash bach e nas margens do rio Maú o mais setentrional do Brasil, me dou conta que o mais impressionante encontro que tive com rios de fronteira estava para acontecer.




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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Qua Jun 07 2017, 11:15

Rota das Fronteiras


A Praia do Marco Perdido


Então Eli me desperta do Flash bach e aponta e diz atras daquelas arvores o lugar que eu te falei, é a minha praia! Eli conta que em suas andanças pelas fazendas que margeiam o rio descobriu aquele lugar, me conta também que nunca antes outras pessoas haviam chegado até aquela praia e portanto ele a chamava de sua, mais impressionante foi ouvir dele que em homenagem a mim e a saga para encontrar o Marco Perdido e que a partir daquele momento pelo menos para nós aquele lugar seria chamado de a Praia do Marco Perdido....
Ao chegar na praia, o nó na garganta proporcionado pela emoção que aquela homenagem que o Eli me propôs foi desfeita bebendo pra valer toda a água que consegui tomar, jamais esquecerei o sabor daquele rio, aquela água tem gosto de fronteira, gosto de Marco Perdido, sabor de Brasil e de Guiana.


Lavando corpo alma e mente.


Eu que seguindo pela Rota das Fronteiras já havia cruzado tantos rios, hora seguindo por pontes e pontilhões de madeiras, concreto, outras vezes navegando em barcos, atravessando balsas, e até mesmo remando canoa, dessa vez eu disse a mim mesmo, esta fronteira vou cruzar nadando...foi assim que partindo da Praia do Marco Perdido cruzei a nado a fronteira mais extrema do Brasil, venci a correnteza do rio mais setentrional deste país o Maú e pisei pela primeira vez nas terras que um dia foram da Rainha. Agora sim eu posso dizer que a busca pelo Marco Perdido me deixou de corpo, alma e mente lavadas.

Foi assim que eu contei pra vocês a história do Marco perdido, pois é, como sabem agora, não encontrei o Marco Perdido, ele continua lá, perdido como desejou ficar, porem não por muito tempo, sabem porque? por que ele o Eli tomou para si esta missão!!























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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

Mensagem por Saulo wds em Qua Jun 07 2017, 11:20

Gomes escreveu:Estava me perguntando ontem onde andavam os relatos do Marco Perdido do Saulo... Estavam parados...

É Saulo, isso merece um livro, com certeza!

Estas histórias poderão contemplar uma gama diversa de gostos!

Há quem goste de poesia, e será bem servido;

Talvez quem goste de belas imagens, e você nos proporcionou tantas e tantas nesta história;

Talvez quem apenas queira conhecer as fronteiras do nosso Brasil, e terá sua vontade compensada;

Ou então nós, meros "usuários de duas rodas", que gostam de moto e de um bom causo... E nos sentimos agraciados, aguardando com grande anseio cada parte que se desenrola...

Uma grande sorte ao Eli, na "Missão Marco Perdido".

Obrigado à você por enquanto, pois há tantos outros causos que ficaremos aguardando.

Grande abraço!


Pocha vida Gomes, sou fraco para elogios, fico meio sem jeito em como fazer para retribuir tamanha consideração, espero então poder faze-la contando outras histórias. Pode ser?
Vou levar para sempre e com muito carinho as palavras que me dedicas, sou movido por emoções e ti com estas palavras me emociona!
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Re: Brasil - Rota das Fronteiras / Uma Saga pela Amazônia

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