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Mensagem por JOAO5907 em Qui Maio 07 2015, 23:56



1º DIA





DE CERNACHE A MOURA, COM VISITAS À FOZ DO COBRÃO, CASTELO DE VIDE, MARVÃO E ÉVORA MONTE











Dia 1 de Maio, sexta-feira e feriado que faziam com que o fim-de-semana fosse mais comprido o que importava aproveitar.





"Se o tempo der vou de mota" tinha eu pensado há já uns dias ... o que queria, realmente dizer "se estiver bom tempo é melhor porque vou de mota" 





E a manhã não estava nada boa ... 





Chuviscava, estava algo fresco ... e a viagem programada era de cerca de 400 kms mas, nada como um café no Moleirinho, lugar habitual de partida para os passeios, em grupo ou "a solo" para despertar e estimular os sentidos.





O destino era Moura e estava "pensado" fazer o IC8, seguir pela parte gratuita da A23 até à saída para Portalegre, ... e "coiso e tal" ...





Mas, quem me conhece, sabe que tenho um "velho problema comigo" ... não sou de confiança quando se trata de planear percursos ... à primeira placa castanha que vejo ... é uma desgraça 





A meio do IC já tinha abandonado a ideia de ir pela A23, trocando-a por Vila Velha de Ródão e Nisa... o problema foi que, antes, puseram lá uma placa castanha onde escreveram FOZ DO COBRÃO... travagem a fundo e a pendura ia passando por cima de mim  ... 




Virar à esquerda e percorro cerca de 5 kms de estrada lindíssima até à aldeia que estava indicada na sinalização.



E dei com isto !!!! 





















Liiiiinda  a paisagem ... mais do que a aldeia que era suposto ser mais uma das belíssimas aldeias de xisto que por aquelas serranias existem, a paisagem era enriquecida pelo Rio Ocreza que aparecia dum profundo vale e, por momentos descansava numa represa onde alguns locais pescavam.





Um dos atractivos daquele lugar, é a formação geológica chamada Portas de Almourão. Trata-se duma curiosidade geológica com milhares de anos, "construída" pelo Rio Ocreza que provoca a erosão naquele lugar.















Ficou "em carteira" para um próxima passeio d'OS LESMAS .



Bom, e depois queria ir para Vila Velha de Ródão mas cumprindo uma velha regra minha: não passar pelo mesmo local duas vezes...a não ser que não existam alternativas.




E foi o que fiz ... prossegui por uma pequena estrada sem ter a mínima ideia onde iria dar... apenas sabia que me estava a dirigir para Norte e, curiosamente, o meu destino de final de dia, era para Sul ... mas tudo bem... só mapas, no top-case, tenho 3 ou 4 



Fui parar a um miradouro espectacular ... a estudar alternativas de percurso.













Milagre !!! ... fui de novo dar à N3 que tinha deixado uns kms atrás quando vi a "placa castanha" ... porreiro ... agora era só ir para Vila Velha de Ródão.












por uma estrada que, se nos distraímos a apreciar a paisagem ... lá se vão os plásticos.



E num instante Vila Velha de Ródão ali estava... com o seu ex-libris mais conhecido mesmo a jeito para ser fotografado da ponte da N18 para Nisa












Não, não é "postal", é mesmo uma foto !!! 



E a estrada para Nisa, que já não fazia há algum tempo, surpreende-me sempre ...









Boas curvas ...







Excelente piso ... e paisagem verde com que agora o Além Tejo gratifica quem o visita



Uma pequena voltinha no centro histórico de Nisa  e e novo estávamos na estrada.



O destino era 













e mesmo à entrada de Castelo de Vide, a maldição das "placas castanhas" voltou a atacar ... desta vez uma que tinha escrito Sra da Penha.



Estrada um bocado "manhosa" mas nada que uma todo-o-terreno KLT não vença facilmente. 



E a paisagem, vista daquele monte sobranceiro a Castelo de Vide é soberba.











Como fica num ponto mais alto do que a vila muralhada, tem-se uma perspectiva muito mais abrangente de todo o local.



Mas, mesmo depois de a ver "de cima", não podíamos deixar de  visitar esta bonita vila que, em tempos, serviu de guarda à nossa fronteira com Castela e Leão, má vizinhança com quem não nos dávamos muito bem naquela época.



Os castelos desde Figueira de Castelo Rodrigo, Penedono, Pinhel, Almeida, Sabugal, Penha Garcia, Castelo de Vide, Marvão, Campo Maior, Elvas e por aí fora, foram os baluartes da pátria de então, estando alguns destes muitíssimo bem conservados e a merecer uma visita para conhecermos melhor a nossa história.



E descemos do Monte da Sra da Penha pela mesma estrada mas pela outra encosta ...



E enquanto descia cantarolava a minha canção preferida "eu vou ver estradas pró estrangeiro lai lai lai... que as de cá não conheço lai lai lai..." 











E como era feriado, a vila estava cheia de autocarros e já não havia lugar para mim no respectivo parque 











e uma foto da vila, obtida da janela da torre de menagem, com os típicos bancos laterais, em alvenaria, tão do agrado das donzelas de outrora ...












A esticar as pernas no burgo medieval









E uma foto da curiosa rua dos aquartelamentos.



Não é das mais visitadas pois situa-se no extremo da muralha a norte, distante do centro medieval o que é uma pena pois está "carregada de história"









Bem... e as horas avançavam e até Moura ainda faltavam "meia-dúzia" de kms ... apesar de gostar muito de história e monumentos, havia que nos apressarmos.



E fomos para Marvão, outra das praças-forte importantes na raia e local de visita de imensos turistas...



Já se via ao longe o seu altaneiro castelo ...

















eis-nos chegados ...



Não sem antes ter percorrido esta estrada que ... lá estou eu outra vez a cantarolar ...











Uma breve visita ao seu interior para ficar a conhecer e refrescar a garganta pois estava calor ...











 Logo à entrada do castelo existe uma maquete do mesmo que permite aos visitantes uma visão 3D.













E já nos despedíamos desta bonita vila, com tempo ainda para um último olhar sobre a sua muralha norte.



E tomámos a N359 em direcção a Portalegre ...









mais uma bonita estrada, bem conservada, curvas "redondas", paisagem verde deste Alto Alentejo a "rebentar" em todas as plantas.



E em pouco tempo galgámos os cerca de 20 kms que separam Marvão de Portalegre.



Depois, cerca de 60 kms eram o que nos separavam de Estremoz e, embora não estivesse previsto pararmos, pelos menos uma foto ou outra não poderia deixar de se fazer ...















Zona alentejana que conheceu sucesso económico ao investir na cultura da vinha que se tornou paisagem predominante por ali.



E em menos dum "fósforo" estávamos a chegar a Évora Monte

















Erguido num dos pontos mais altos da Serra de Ossa, há muito tinha a curiosidade de ir "ver como era" esta praça forte alentejana que teve importante papel nalguns episódios da nossa história.



Admite-se que data de 1160, altura da conquista da povoação aos mouros, pelo lendário Geraldo Sem Pavor.



Foi também ali que o Tratado de Évora Monte fez cessar as contendas liberais em 1834.









e faltavam ainda pouco mais de 100 kms até Moura ... íamos passar por Évora

mas sem nos determos... talvez, no regresso, por ali desse para parar e visitar "qualquer coisa".



E quase sem darmos por isso, a paisagem estava diferente ...









As vinhas de Estremoz e a vegetação incaracterística do norte alentejano tinha dado lugar ao sobrado.







e as cores da terra eram sarapintadas pelas do gado que, pachorrentamente, pastava.









Alguns bem perto e a quem o barulho da mota e a nossa aproximação nada incomodou ... 









e aí estávamos nós ... Alqueva. Já faltava muito pouco para chegar ao nosso destino











A inevitável foto da barragem ...







e do cais dos barcos de passeio pelo "grande lago"...









outra perspectiva  









e outra ainda já  a caminho de Moura








E finalmente Moura ... tinha ficado já uma vez, há uns bons an os, no Hotel de Moura, por ocasião duma concentração a que fui ... mas já não me lembrava onde era...



2 ou 3 voltas pela vila à procura do hotel até que o encontrei ...









Trata-se dum edifício com elevado valor histórico. Foi um antigo convento da Ordem Hospitaleira cujos monges prestavam assistência aos enfermos soldados que estavam num edifício-hospital contíguo.









com influências muçulmanas na sua arquitectura









uma abóbada fantástica que deixa iluminar todo o seu interior por luz natural







e um aspecto dum dos tectos das suas salas ...



Bom, e depois de 400 kms "no pêlo", um retemperador duche para um pequeno passeio a pé pela zona histórica da cidade de Moura que tanto tem para contar.



Foi sucessivamente ocupada por mouros e cristãos ao sabor das forças que a conquistavam. Tornou-se definitivamente cristã e portuguesa no reinado de D. Dinis, no sec XIII.











as suas ruas floridas são um atractivo turístico bem conhecido









bonitas e bem conservadas ruas, tão características do Além Tejo.



Bom, e este 1º dia de viagem estava no seu final. os "tais" 400 kms que já referi, sempre com um tempo excelente e com temperaturas bem simpáticas com que fomos recebidos.

Estava tão agradável que jantámos numa esplanada, de t-shirt  .







e amanhã seria o dia para "contornar" o Grande Lago, visitando as suas aldeias ribeirinhas.













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Mensagem por JOAO5907 em Sex Maio 08 2015, 09:46



O 2º DIA 


MOURA A MOURA, PELAS ALDEIAS RIBEIRINHAS E MONSARAZ








O dia amanheceu com sol e temperaturas "esquisitas" para este início de Maio ... às 09:00 estavam já 20º e tudo apontava para que fosse um dia quente ... 


E assim foi, de facto... suportámos temperaturas de mais de 30º nesse sábado 







A primeira parte do dia estava reservada a conhecer um pouco melhor a cidade de Moura.
















Depois do cafézinho (qual é o português que trabalha ou passeia sem o seu café?  começámos pela Igreja de São João Batista, um interessante monumento gótico/Manuelino do sec XVI que possui um belíssimo acervo de azulejos quinhentistas e que foi a primeira construção importante fora das muralhas por o espaço do castelo já não albergar a numerosa população.


















Depois fomos ao castelo, ali mesmo ao lado ...





Fica desde já o aviso: a quem passar pela estrada, o que se vê do castelo é absolutamente enganador ... pensamos que é pequeno, apenas umas muralhas em ruínas mas, completamente falso !





Trata-se dum castelo lindíssimo, muito bem conservado e com muita história para contar aos visitantes.





~





Uma foto do seu interior










Aspecto da cidade em foto obtida da Torre de Salúquia, uma torre que conta a curiosa lenda desta moura, que está na origem do nome da cidade e que aconselho a procurar saber.
















Outra ainda, desta vez virada para o lado da planície.






















E a paragem seguinte (toda esta visita em Moura foi feita a pé pois tudo é muito perto) foi no Jardim Dr. Santiago.








Lindíssimo local, fresco e calmo, em contraste com o calor que se fazia já sentir













Com um colorido coreto "à moda antiga", donde emanava música popular que fazia lembrar os "bailaricos da aldeia".













Destes residentes, fiquei na dúvida se era o pato que tinha a mania de que era tartaruga ou se as tartarugas que queriam ser patos.





E a seguir fomos visitar os antigos quartéis de Moura.


Construído no início do sec XVII para albergar os regimentos de cavalaria e infantaria instalados em  Moura, por altura da Guerra da Restauração.












Hoje, exemplarmente restaurado e com áreas de lazer envolventes , é um centro de convívio da cidade e local de visita obrigatório para usufruir dos seus bares e esplanadas.


Bom, era então altura de nos fazermos à estrada para começar a visita às Aldeias Ribeirinhas do Grande Lago.


A primeira visita foi à Estrela. 

















Até a minha mota (um destes dias hei-de arranjar-lhe um nome ... todo o bicho-careta tem nome nas motas e porque não hei-de eu ter também?)  quis tirar uma foto debaixo do chaparro.









e a paisagem, ao final da manhã de sábado, era assim na aldeia da Estrela









fantástica beleza e calma, ... 













E o mais curioso foi termos encontrado, nesta aldeia da Estrela, um grupo de motard's (O CLASSE OPERÁRIA GRUPO MOTARD) que ia realizar o seu 1º convívio no parque de merendas.











Ainda não tinham era a máquina dos finos ligada  por isso prosseguimos viagem









E da Estrela seguimos para a próxima aldeia ribeirinha. Nada mais nada menos que a famosa Luz, "a tal" que foi submersa e reconstruida de novo em local mais elevado.



Tanto quanto sei,  preservaram-se os aspectos mais importantes da "velha aldeia": configuração, vizinhança, estabelecimentos comerciais, ...
















A igreja é um bom exemplo do esforço de preservação com a transferência de pinturas, altar, portadas, etc.








o mesmo se passa com o pelourinho ...









No seu museu, que visa perpetuar as memórias com as tradições e costumes da "velha aldeia", pode ver-se que o seu castelo, na impossibilidade de ser "trasladado", foi coberto com sacos de areia possibilitando a sua re-descoberta se, algum dia, ficar emerso.



Bom, mesmo bom mesmo, foi termos feito a visita à Luz em dia de festa.



Estava a decorrer uma mostra de produtos tradicionais alentejanos e que, na praça central, estavam patentes em várias "tendinhas".















Uma delas, a chamada de "comes-e-bebes" era a mais concorrida 














E ali almoçámos ....














Uns pires com petiscos alentejanos de "trás-da-orelha" ... orelha de porco , moelas, queijo de cabra curado, ... e um fantástico cabrito assado no forno ...














os preços eram assim... não perguntei se já tinha IVA incluído mas também não me passaram factura porque a máquina estava avariada ... 



E apesar do calor que estava, mais de 30º que dava mais vontade de deitar á sombra do que andar de mota, tínhamos que prosseguir ...



Mourão era o destino seguinte.









Um sol implacável que nem sombra dava para a "desgraçada"  que ficou de guarda ao castelo ...











Do seu bonito castelo via-se a povoação, que parecia deserta com as pessoas resguardadas do sol.









 assim, quisémos percorrer um trilho que era suposto dar a uma ermida e tal... demos a volta à muralha e nem sinal de ermida ... tínhamos era sede e precisávamos de um pouco de sombra... ufa !!!









Mas o raio da maluqueira, ainda nos deu forças para subir à torre de menagem onde existia um terraço ... com estas vistas !!!









até que enfim ... qualquer coisa que se beba 



Gargantas refrescadas, voltou a coragem para montar a ... ainda não arranjei nome ... e seguimos viagem para Monsaraz.









E é impossível ficar-se indiferente a estas paisagens.









O castelo de Monsaraz, é constituído por uma mistura de elementos medievais e quinhentistas. Uma fortaleza de bela arquitectura e que teve importância vital na consolidação das fronteiras portuguesas.


Depois de ter mudado de mãos por várias vezes, foi conquistado definitivamente por D. Sancho, por volta de 1225, com o auxílio dos cruzados Templários, a quem o monarca doou aquelas terras.



Mais tarde, no âmbito da Guerra da Restauração, teve obras de adaptação para utilização da artilharia da época.









O seu burgo medieval é o característico alentejano, com casas térreas e caiadas.

Neste caso de Monsaraz, a vila estava a ser visitada por muitos turistas, estando impecavelmente apresentada, ruas limpas, casas caiadas, ... adorei 











destaco a curiosidade de, no seu interior, existir uma "praça de toiros" entre muralhas ... e usada ao que me apercebi... estavam cartazes espalhados que anunciavam uma tourada para dali a alguns dias com um cartel de renome. 









Outra agradável surpresa foi a visita à Igreja da Misericórdia ... não, não foi porque estava um calor de rachar e a igreja estava fresca e apetecíveis os seus bancos  ... foi mesmo porque se trata dum monumento muito interessante e motivos espirituais motivavam a visita.











Um curiosa mescla de elementos árabes, medievais, góticos, manuelinos, ... 

Aos que apreciam o "género", visita a não perder.









E estava na hora de abalar, não sem antes percorrer parte da excelentemente conservada muralha, que permitiu ver "isto" ...



Uma breve passagem pelo posto de turismo, permitiu-nos saber que, ali bem perto, a escassa meia dezena de kms, se situava o menir mais importante da região.



Monsaraz, pela quantidade de vestígio megalíticos que por ali se encontram, dão a perceber que se tratou duma região habitada desde há muitos anos e por povos com culturas muito diversas.









É, por exemplo, o caso deste Cromeleque  do Xerez. Situado bem ao lado do Convento da Orada (infelizmente não visitável, pelo menos naquela altura).















Foi também possível uma "vista de olhos" ao menir da Bulhoa, ao qual se acede por uma estrada só para XT's, GS's, LT's e coisas assim ...












O menir da Bulhoa que me parece um bocado torto mas, já sabemos como são as empresas de construção ... garantias "visteze-as" 










Próxima paragem: Reguengos de Monsaraz.



Primeiro uma pequena pausa num café para dessedentar as goelas ... 










com esta fantástica vista da Igreja Matriz de Santo António.... que estava fechada.  



Ficámos tristes por não poder concretizar a visita pois a curiosidade tinha sido despertada pela arquitectura exterior que, no mínimo, é muito interessante.














Ao indagar uns habitantes sobre o facto da igreja estar fechada, que, resguardados do sol, estavam sentados no jardim, ficámos a saber que têm o padre da paróquia "prá troca" ... 









Fazendo justiça ao seu afamado vinho, a paisagem dominante era a vinha.











Paisagem que se alterou quando começámos a "descer" para Amieira.











A enorme albufeira do Alqueva veio proporcionar algumas novas culturas e potenciar as existentes com a rega que possibilita.













Também a criação de gado teve algum incremento também pela abundância de água que favorece as pastagens e a hidratação dos animais.













A paisagem era lindíssima, sobressaindo o montado do sobreiro alentejano, do verde que esta época do ano confere à paisagem.





Fomos felizes nos dias escolhidos pois a paisagem estava bastante favorecida com as cores que as chuvas recentes lhe proporcionaram.





















E o dia estava a chegar ao fim ... tinha sido fantástico e correspondido às expectativas que criei ao imaginar o percurso "em volta" do grande lago do Alqueva.





Foram mais de 150 kms, com muitas paragens, a maior parte delas em "serviço cultural" mas também algumas para "reabastecimentos" .





Fiquei a conhecer melhor o Alqueva ... de facto, quem apenas passou pela estrada da barragem e parou um pouco no cais dos barcos de recreio, não pode dizer que "já fui ao Alqueva".





Já conto o resto ...















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Mensagem por leceiro em Sex Maio 08 2015, 10:33

É sempre um prazer ler estas cronicas . Mérito
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Mensagem por JOAO5907 em Sex Maio 08 2015, 13:36






3º DIA


MOURA A CERNACHE POR ÉVORA E VIANA DO ALENTEJO










O 3º e último dia de passeio estava, obviamente, reservado para o regresso mas no "folheto" da agência de viagens constavam ainda algumas coisas para fazer.



Cumprindo a habitual doutrina de não regressar pelas mesmas estradas, decidimos regressar pela Vidigueira, Alvito, Viana do Alentejo, ... (N258 e N257).



Estradas sem fim naquele domingo de manhã... rectas infindáveis de asfalto húmido dos chuviscos nocturnos ... paisagens verdes e a brilhar das gotículas nas suas folhas e ramos.















"cruise control" nos ... huumm... errr ... hãã ... 90 kms/h (nunca se sabe quem é que vai ler "isto" ) e era desfrutar do ar fresco matinal, viseira  levantada para melhor desfrutar de todo o conjunto de aromas que nos eram proporcionados.



































em muitos locais eram visíveis ainda os "efeitos Alqueva".





É curioso como, fazendo um "muro" de betão com algumas dezenas de metros de altura, numa zona plana como é o Alentejo, se obtém uma albufeira de muitos milhares de kms/2 !!!!





Oopsss.... travão a fundo porque passei uma placa castanha que tinha escrito "Ruínas Romanas ..." nem tive tempo de ler o resto ...









Ruínas Romanas de São Cucufate percebi depois quando lá fomos e apenas lá estava este guarda de domingo que, de forma pouco amistosa nos disse que estavam fechados  .







Mais uma ... e não fomos só nós... estava lá uma autocaravana de matrícula estrangeira com os seus ocupantes igualmente tristes por ...















Bem... fomos de novo para a estrada em direcção à Vidigueira ... o que faz lembrar a "boa pinga" ... 
 ... e as nuvens... sempre presentes e a avisar que o melhor seria mesmo ter o fato-de-chuva à mão ..











E quase a chegar ao Alvito ... lugar a partir do qual era a fantástica N257 que iríamos percorrer ... estrada assim... deixo as palavras e os pensamentos para os leitores 



E no Alvito, onde não estava previsto que parássemos, abrandámos a marcha junto a um jardim por ter visto uma bonita capela ... foi uma surpresa fantástica.













A Ermida de São Sebastião, um edifício de arquitectura curiosa, gótico-alentejana, com fortes elementos árabes cujo interior, totalmente abobadado e revestido a frescos lindíssimos faz ficar de boca aberta de espanto, os seus visitantes.



Devotada ao Mártir São Sebastião, foi construída no lado exterior da povoação com a intenção de impedir a peste negra de contaminar os residentes. Esta peste, também conhecida por Bubónica, dizimou cerca de metade da população europeia no sec XIV, sendo opinião de alguns historiadores que terá mesmo provocado o retrocesso para a  Idade das Trevas.















os seus frescos são duma beleza muito grande e, creio, dos melhores exemplos desta arte de pintura tão antiga.





E a próxima paragem seria dali a cerca de 12 kms: Viana do Alentejo.



Nada sabia sobre esta vila alentejana e a intenção era apenas parar para um café e uma "natinha"   que isto de andar de mota faz fome  mas, uma vez mais, fomos surpreendidos pelas belezas deste Portugal desconhecido.



Resolvi seguir uma "placa castanha" de tinha inscrito "castelo" e ...













Fui aqui dar ...



Um lindíssimo castelo, exemplarmente conservado e que poderia servir de exemplo a muitos dos monumentos que por aqui existem.

















Foi também aqui que me lembrei da tradicional peregrinação a cavalo de Viana do Alentejo, todos os anos tão noticiada.











O impressionante pórtico Manuelino da Igreja de Nª Sª D'Aires, no interior do castelo.















Também ela de estilo gótico-manuelino, tinha ainda alguns revestimentos dos tradicionais azulejos quinhentistas da época bem como alguns frescos que sobreviveram às reconstruções de que foi sendo alvo.



E estava feita a visita a Viana do Alentejo que me fez reflectir sobre as casualidades e curiosidades da vida: se não pararmos, se não descermos, se não tomarmos caminhos diferentes dos habituais, ... não acontece nada de especial nem ficamos a conhecer nada de novo. 



E mais cerca de 30 kms nos separavam da próxima paragem: Évora



Cidade Património Mundial, fervilhava de turistas em busca dos seus locais mais conhecidos: a Capela dos Ossos, o Templo da deusa Diana, a Sé Catedral, ...













espaço tão interessante quanto lúgubre e de arrepiar ...











A Capela dos Ossos, foi construída no Sec XVII segundo a iniciativa de 3 monges franciscanos e feita com as ossadas humanas dos cemitérios em redor.







Tratou-se duma manifestação muito própria da época (estava-se na chamada "contra-reforma" do Concílio de Trento) e que pretendia chamar a atenção para a transitoriedade da vida na Terra, da sua efemeridade, da sua apenas relativa importância ...











A próxima visita seria a Sé Catedral, não fora o preço pedido para a visita e o tempo disponível para a fazer ... ficou "em carteira" um regresso a Évora para aprofundar o conhecimento dos seus monumentos.











E visita que é visita a Évora, não o é sem uma foto do Templo de Diana ... dentre das disponíveis tive dificuldade em escolher uma, pois a "fotógrafa oficial d'OS LESMAS" que, por acaso é minha fotógrafa privativa também,  fez várias, todas muito bonitas.









Afinal escolhi duas ... 



E de vez em quando chuviscava ... as notícias que tinha de casa é que "chove muito ... vem com cuidado".



O dia ia avançando e, seriam cerca das 15:00 quando partimos de Évora. O nosso destino era Arraiolos, Galveias, Ponte de Sor, ... pela N370, segundo a "tal regra" de não passar por onde já passámos.



E andar de mota é mesmo porreiro... nem fazem ideia do trânsito que havia em Évora àquela hora... excursões, bandos de miúdos com t-shirt's da mesma cor indiciando que "alguma coisa" se passava e um encontro estaria a ter lugar.



As filas de automóveis eram infindáveis mas, com a minha "traineira", como alguns invejosos lhe chamam, fui passando entre filas e, num instante, saí dali.


E também num instantinho, que é como quem diz vinte e poucos kms depois, chegámos a Arraiolos ...








onde ainda dei 2 ou 3 voltas a uma rotunda qual pombo-correio em busca de orientação ... ainda um dia destes hei-de ter um GPS que fará a inveja de todos 


















Apesar de achar o castelo de Arraiolos muito bonito, já tínhamos "dose de castelos" que chegasse para um só fim de semana ... e o raio do tempo, à medida que subíamos para Norte, mostrava-se mais ameaçador.











mas a estrada continuava lindíssima e com cores como as que a foto documenta ...



E a "estirada" seguinte de quase 60 kms levar-nos-ia atá Galveias ... nunca tinha passado por esta estrada e fiquei fã ... a N370 é para fazer mais vezes 





Numas bombas da gasolina abandonadas do "coronel", resguardámo-nos dos pingos que começavam, teimosamente, a cair, e comemos umas sandes que, à boa maneira portuguesa, trouxemos na mochila do pequeno-almoço do hotel .



E estávamos já com pressa porque a chuva, apesar de fraca, já não dava intervalos ... e ainda nos faltavam mais de 150 kms até casa.



Daqui em diante, a história é só lérias ... a chuva não aconselhava a que a máquina fotográfica fosse exposta e, Ponte de Sor, Abrantes, Sardoal, Vila de Rei onde fomos brindados com uma monumental chuvada que fez o favor de lavar todo o pó alentejano que contava trazer como recordação ...



IC8 até casa foi sempre a "dar-lhe" mas com as necessárias cautelas pois, por uma ou duas vezes, em curvas mais acentuadas, senti a "traseira da traineira" a "dar de si" com tanta água na estrada ...






Balanço final:

938,5 kms com calor, muito calor mesmo, e umas chuvadas no regresso para retemperar as energias e lavar o pó como convinha.



3 dias em que fiz do que mais gosto: andar de mota e conhecer novas estradas e locais deste nosso (ainda) lindo país e que fiquei a conhecer melhor.





















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Mensagem por JCTransalp em Dom Maio 10 2015, 10:09

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