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Mensagem por LoneRider Sab Jan 25 2020, 20:12

Intro

Ultimamente as minhas saídas ao monte com a Artax tem sido mais numa de conhecer trilhos e vias de ligação para um projecto que ando por aí a pensar.

Não tem havido muito tempo para ócio, tenho saído com a Dorothy e a Maria das Curvas nos meus tempos livres.

A isto junta-se a impresivilidade da minha vida profissional e a pouca vontade de me sentar à frente do computador para editar as cronicas "comodevedaser".

Por norma , quase todos os anos, costumo fazer uma visita ao Rey Moncayo, o pico mais alto do Sistema Iberico, que normalmente me recebe com o seu manto Real, frio e branco.

Este ano não foi excepção porque neste últimos dias o Rey sofreu a visita da Gloria (assim se chamou a tempestade) que, entre outras oferendas, vestiu o Moncayo com um espesso e branco cristalino manto de neve, que se extendia desde o seu pico (mais de 2300m) até ao seu sopé a 700m de altitude onde a neve deu lugar à chuva que abundantemente caiu deixando os terrenos agrícolas fartos.

Tinha chegado da Alemanha  e o meu chefinho deixou-me em stand by. Ou seja, "vai para casa que depois eu telefono-te".

Montei na Seska e, enquanto subia pela estrada da Ribeira do Jalon, por entre as gotas que impactavam na viseira do capacete, podia ver parte do Moncayo, coberto de neve, com o pico rodeado por nuvens cinzentas. A minha mente facilmente navegou para lá, imaginando trapos caindo do ceu aos milhares, o vento que sacudia as neves acumuladas nas ramagens dos pinheiros, a neve acumulada nos caminho e estradas, o rasto das correntes montadas nos 4x4 dos guardas florestais.

Foi então que uma sensação gélida invadiu a minha “área testicular”…

Quando se anda de mota à Chuva, só custa a ficar molhado.

Mas a “área testicular” custa mais que as outras!

Está decidido, amanhã vou ao monte.

Amanhã vou visitar o Moncayo!

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Mensagem por LoneRider Seg Jan 27 2020, 08:20


Seis e meia da manhã e encontro-me na cozinha a encher o meu saco de hidratação enquanto uma caneca de leite dá voltas no microondas.





Tinha chovido toda a noite e, apesar de ter deixado de cair, o céu que a contaminação lumínica deixava ver, era pesado e tumultuoso.





Procurei no telemóvel as previsões...





Probabilidade de chuva superior a 60%, cota de neve a 800m e temperaturas a roçar o 1 grau negativo. Reuniam-se assim as condições ideais para que nevasse.





Vesti o meu fato térmico, as meias xpto do enduro, preparei a câmara de filmar e de fotografar, um power bank, documentos e o meu Cat para me guiar.





Enquanto me vestía de gladiador pensava nos caminhos a seguir e nas dificuldades que podia encontrar...





Tudo muda quando me monto em Artax. Trato de ir curtir e as dificuldades passam a ser desafios e uma aventura para viver.





Saio de casa e no primeiro caminho desvío-me à direita.





Mas com cuidado para não matar os coelhos!





https://youtu.be/DotCrC3kolo





Os caminhos que me vou percorrer são predominantemente duros, e no verão com muito pó. Pó esse que se transforma numa massa argilosa e deslizante quando chove. Se a isto juntarmos uma base polida pelo Cierzo, a diversão está garantida!





https://youtu.be/QxW4hBhCeWY





Apesar dos vários sustos, conseguimos manter-nos em cima da mota e curtir bué!





Da grande planície pasamos aos montes que se agigantavam à medida que os íamos transpondo. A neve marcava presença nos pontos mais altos e locais mais recônditos. No caminho apareciam pequenos lençóis que quase sempre salpicavam ao serem pisados. A paisagem era um manto de retalhos variando entre o branco, o cinzento rochoso e o castanho argiloso dos campos agrícolas.





Tabuenca marca o fim da "planície" e, após cruzar a povoação, o início de uma "rampa" até Talamantes que se sitúa a uns já consideráveis 950m de altitude.





O Dia Depois da Tempestade 1.1-caminho-nevado




À saída de Tabuenca os caminhos já estavam todos assim!





A neve fofa e parcialmente derretida permitia circular pelos caminhos com alguma facilidade.





https://youtu.be/Ncd0-mGdJTM





No entanto a primeira dificuldade apareceu com  a neve a acumular-se na Artax!









Não era fácil pois acabava por impedir os movimentos dos meus pés!





Tive que parar a fazer uma limpeza.





À medida que me afastava de Tabuenca o caminho ganhava altitude, o rastro dos pastores e dos tractores desaparecia...









Pouco a pouco a neve revestia tudo, o caminho, as rochas, as árvores e os campos.





Aqui e ali haviam rastro de alguma perseguição de vida ou morte, protagonizadas por raposas e coelhos...





O Dia Depois da Tempestade 1.5-imensidao-gelada




Mas a Ditadura dos Flocos de Neve impôs a sua vontade e éramos só nós, eu e a Artax, que lhe fazíamos frente.





O Dia Depois da Tempestade 1.6-subida




O caminho retorcía-se no horizonte, a escassos 5 ou 6 kms de Talamantes num horizonte tão denso que não deixava ver os Molares das Penhas de Herrera.





Tratava-se de ver até onde podíamos ir, qual era o nosso limite!





https://youtu.be/V1PopYBDRVs





Um forte banco de neve deixou a Artax impotente e numa avaliação consciente da coisa, decidi voltar para trás.





Com a mota atascada, pés molhados, gelados, só e no meio do nada, o melhor mesmo era retirar-me e voltar a casa via Santuário de Rodanas!





No entanto, não foi uma frustração no mau sentido. Cheguei a casa feliz porque me diverti, conduzi em situações diferentes ao normal e aprendi com isso!





O Dia Depois da Tempestade 1.7-atascanso




Até já!



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Mensagem por LoneRider Seg Fev 03 2020, 13:20

A vida dá muitas voltas e a falta de rutina não facilita a planificação, mas trás muitas surpresas.

Fui carregar a Havalina com a duvida de não saber o que fazer durante as próximas 45h. É claro que tenho sempre tarefas que levar a cabo mas na parte lúdica nunca decido nada até há ultima da hora, mesmo ao estilo de vida que levo!

Quando o meu relogio biológico me acordou, quase sempre a uma hora em que a maioria de vocês ainda está no primeiro sono, a primeira coisa que me veio há cabeça foi o manto branco do Moncayo….

Não tinham passado 48h daquela aventura e não chovia à mais de 36h. Era bem possível que os caminhos já estivessem limpos da maior parte da neve. Salvo aqueles que se encontram em cotas altas. Se bem que as temperaturas permitissem o degelo, por norma nos dias de ceu limpo apos um temporal tem uma maior amplitude térmica, permitindo o degelo, mas formando as temidas placas de gelo durante as temperaturas negativas da noite.

Volto a dar voltas na cama, tentando esquecer o assunto, mas dou por mim a pensar sobre a viabilidade de voltar ao monte com o pneu de tras da Artax nas ultimas, na possibilidade do gelo acabar comigo no chão e na cena fixe que seria de curtir uma manhã no Moncayo, na neve e a viver novas experiencias.

Deixa de dar voltas na cama Rui!

Prepara as coisas e que seja o que tiver que ser!

Desci à garagem e comecei com a liturgia do costume.

Abasteci a Artax, enchi o depósito da minha muchila de hidratação, carteira, power bank, o Cat das aventuras e tá de vestir o fato de gladiador!

Apesar de escorridas, as botas ainda estavam molhadas do dia anterior, só custou a molhar de novo os pés. Isso com o frio da montanha, depois de congelados, deve deixar de doer!

Voltei a sair de noite, com os coelhos a fazerem todo tipo de fintas à minha frente, mas desta feita, os caminhos estavam mais escorridos, mais estaladiços principalmente onde haviam poças de agua que se congelaram durante a noite!

Fiz precisamente o mesmo caminho até Tabuenca, o objectivo continuava a ser chegar a Talamantes, disfrutar das Peñas de Herrera e entrar na área protegida do Moncayo no sentido Sudoeste, Nordoeste!





Com o Moncayo la no fundo, assim estava a coisa à saída de Tabuenca!

Com o sol a lutar contra a nebelina e temperaturas positivas, a coisa pintava muito bem!

O caminho estava quase limpo de neve, com os típicos regueiros que desciam à procura dos barrancos e pequenos amontuados de neve fofa aqui e ali.

Mas claro, era a partir deste ponto que o caminho começava a ganhar altitude. Este vídeo que se segue grava os últimos kms de caminho até chegara a Talamantes, onde podem ver o sitio onde fiquei atascado anteriormente e a neve que marcava cada vez mais presença à medida que subia em altitude e me aproximava a ama das mais bonitas aldeias do Moncayo!

https://youtu.be/XA--0JyN7mE

O vídeo é um pouco longo, peço desculpa por isso, mas tem imagens bué fixes que vividas ao vivo, em especial nesta altura do ano e nestas condições, são difíceis de descrever!



Talamantes!

Vale bem a pena abrir a imagem, à direita a muralha levantada pelos monges guerreiros da Ordem do Templo , à direita, um dos molares moldados por um glaciar que outrora cubriu as Peñas de Herrera. Ao fundo o Moncayo e , mesmo diante de nós Talamantes engalanada para a nossa visita!

https://youtu.be/IT4wJTALueo

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